30 junho 2021
29 junho 2021
28 junho 2021
27 junho 2021
22 junho 2021
08 junho 2021
06 junho 2021
31 maio 2021
27 maio 2021
22 maio 2021
21 maio 2021
07 maio 2021
04 maio 2021
Antonio Cedraz, um desenhista baiano e seus personagens amados em todo o Brasil
20 abril 2021
Chico Buarque de Hollanda, Kid Morengueira e Miles Davis. Três retratos em P&B por Setúbal.
Mr. Miles Dewey Davis III, o virtuosíssimo trompetista MILES DAVIS, também compositor e bandleader, deixou seu nome marcado no jazz e em toda a música norte-americana e mundial. Retrato em papel Westerprint 180 g, grafite B, caneta nanquim, fundo com retícula xerocada.
21 março 2021
João Ubaldo Ribeiro já previra o golpe de 2016 e quem haveria de mandar em uma ''democracia de conluios e negócios escusos".
João Ubaldo Ribeiro:
"Desde que me entendo, ouço falar em reformas e as únicas que lembro ter visto efetivamente realizadas são as ortográficas. Talvez eu esteja sendo injusto e tenha presenciado a realização e implantação de alguma reforma não ortográfica. Mas não aquelas que antigamente eram chamadas de “reformas de base” e consideradas essenciais para o desenvolvimento ou até a sobrevivência do País. Reforma agrária, reforma tributária, reforma judicial, reforma administrativa, reforma educacional e por aí se desfiam as benditas reformas, um longuíssimo rosário, impossível de recitar de cor. Ao mencionar-se sua necessidade ou urgência, todos assentem com ares graves – sim, sim, naturalmente, as reformas.
Contudo, passar da anuência à ação é aparentemente impossível. Reforma é uma coisa na qual se fala, mas não se faz. É excelente para comícios e entrevistas, mas não para agir. De vez em quando, um governante diz que fez uma reforma. Se não me engano, o ex-presidente Lula anunciou que fez uma ou duas reformas. Não lembro quais e provavelmente nem ele, são coisas do passado e ninguém viu reforma nenhuma mesmo.
Tenho uma teoria simples a respeito desse assunto. Todas as reformas, de todos os tipos, iriam prejudicar os que ganham com a manutenção do que está aí. Como o País, de cabo a rabo, em todos os níveis, em todas as classes e categorias, é essencialmente corrupto, a corrupção não deixa. Não existe setor da administração pública, novamente em todos os níveis e dimensões, que não seja território de uma ou diversas máfias, algumas das quais institucionalizadas e quase todas alimentadas por uma burocracia pervertida e feita para ensejar propinas, vender influência e fazer proliferar os despachantes e seus equivalentes mais graduados, os chamados consultores – entre estes últimos constando o hoje injustamente esquecido filho de d. Erenice. ( N.R - JUR refere-se a Israel Guerra, filho da ex-Ministra-Chefe da Casa Civil ). Diante da realidade de que há quadrilhas em ação em todos os poderes, tanto de fora para dentro quanto de dentro para fora, não se vai acreditar que os beneficiários de determinado estado de coisas abdicarão de suas vantagens pelos belos olhos de quem quer que seja. Ouso mesmo dizer que, em muitas das áreas mafiosas, quem for fundo demais na investigação e na reforma corre o risco de morrer. São muitas as histórias de assassinatos realizados a mando de algum esquema de corrupção, pelo Brasil afora. Não escapa área nenhuma, a começar, simbolicamente, pelas próprias polícias.
E não escapa, naturalmente, o Congresso Nacional, onde, segundo as más línguas (observem meu uso copioso do adjetivo “alegado”, ou quem vai preso sou eu) há alegados ladrões, alegados estelionatários, alegados salafrários e outros alegados, em tamanha fartura que desafia a contagem. Agora o Congresso está entregue à tarefa de realizar a reforma política, todo mundo fingindo que acredita que algo que prejudique os interesses imediatos dos congressistas será aprovado. E que o nosso sistema eleitoral está sendo aperfeiçoado.
Aperfeiçoado para eles. O que eles pretendem chega a parecer brincadeira, mas, infelizmente, não é. Querem, como se sabe, instituir o que já chamam afetuosamente de “listão”. O eleitor não votará mais em um candidato, mas na lista elaborada pelo partido, na ordem estabelecida pelo partido. Atualmente, com a lista aberta, pelo menos o eleitor escolhe uma pessoa e essa pessoa, se bem votada, fatalmente se elege. Mas não vai haver mais esse direito. De agora em diante, com a lista fechada, o eleitor escolhe o partido com que se identifica e lhe entrega a escolha dos nomes que serão eleitos.
Só pode ser deboche. Que significa um partido político no Brasil, senão a conglomeração temporária de interesses que raramente são os da nação, mas de grupos, categorias ou indivíduos? Até os programas partidários não passam de florilégios de frases vagas e altissonantes, tais como o combate à desigualdade e a injustiça social, os projetos de inclusão, o desenvolvimento sustentável, a preservação do meio ambiente e outras generalidades, quem ouve um, ouve outro e, se o nome do partido fosse apagado, não haveria quem o distinguisse. Apareceu até um partido que se declara não ser de esquerda, nem de direita, nem de centro. Talvez seja o mais honesto deles todos, por mostrar que reconhece a realidade política brasileira. Aqui nenhum partido quer dizer nada mesmo e podiam usar todos a mesma sigla: PPPPP, Partido Pela Predação do Patrimônio Público, porque tudo o que seus membros aqui almejam é abocanhar a parte deles.
Agora vêm com essa novidade da lista fechada. Se já não nos é permitido dar palpite no uso do nosso dinheiro, daqui a pouco nos tirarão o direito de escolher nossos governantes. Ou seja, seremos mandados pelas organizações oligárquicas e caciquistas dos partidos. Seremos uma “democracia” governada por conluios e manobras escusas. Ou por 171, como queiram."
( Trechos de artigo de João Ubaldo Ribeiro, ''Se reformarem é para piorar.''
(01 novembro 2011 )
http://academia.org.br/
10 março 2021
Flavio Colin, desenhista de quadrinhos, um cara muito especial.
(120414)
31 janeiro 2021
Uma Confraria de Tolos no Brasil de tantos espertos
22 janeiro 2021
Fauna baiana, Soterópolis, gringos
Esta pintura é um painel de uns 2 metros de altura e de quase outros tantos de largura. Com pincéis e tinta acrílica levei um mês trabalhando diuturnamente nele e penso ter tido a felicidade de colocar uma boa mostra de considerável parcela da fauna humana da Bahia da qual sou integrante parte. Baianas preparando acarajé, gente dançando, namorando, mercando, papeando, rezando, olhando, nadando, sorrindo, indo, vindo, comendo, bebendo, dizendo, vivendo. Sob proteção de santos católicos e orixás. Um mês. E o resultado foi sentir um enorme prazer vendo o trabalho pronto. Ah, mas não se quedou muito tempo comigo, achou um dono melhor que eu que lhe deu uma parede assaz espaçosa com direito a spots em casa ampla, arejada, mui bem frequentada e se foi para bem distante da Bahia. Queria retê-lo por mais tempo para dar uma zoiadinha de quando em vez, lamber a cria, mas, qual um aracnídeo, vivo do que teço e sei que tal pretensão não posso ter. O que muitíssimo me faz lembrar de meu fraternal amigo Lima Limão, grande artista plástico e filósofo formado nos mais conceituados cabarés, bares, barracas, biroscas e visgueiras de Soterópolis. Respondendo a um abastado cliente que lhe indagara se em sua casa ele teria muitas pinturas de sua própria lavra, dá-se que Lima, humildemente, a sinceridade em pessoa, redarguiu ao argentário: "Quem sou eu, doutor, para ter um quadro meu? Isto é pro senhor, que pode!"19 janeiro 2021
O rumoroso caso de amor entre o jornalista Gonçalo Júnior e sua nona.
(10/10/13)
Chiclete com Banana, Bell Marques e multidões.
No carnaval da Bahia, quando o Chiclete com Banana desponta nas praças, ruas e avenidas trazendo seu som potente e contagiante não há quem fique parado. É um sacolejo geral, amplo e irrestrito. Bell Marques, além de músico que tem o dom de saber levar alegria à multidão das ruas, não deixar ninguém estático, fazer todos cantarem, todos dançarem na mais contagiante empolgação, com essa sua banda Chiclete com Banana criou um estilo, um modo próprio de agitar a galera. Por tal façanha Bell ganhou uma vasta legião de fãs. Em virtude de meu trabalho de quadrinhos eis que um dia conheci Bell e tive a grata satisfação de ver que ele é um artista que não posa de inatingível popstar, porta-se como um cara simples. Em cima de um trio, Bell é um músico e cantor que possui enorme empatia com a massa de foliões e um imenso carisma pessoal. Euzinho, hedonista como costumam ser os que nascem nesta terra brasilis, sempre fui Chicleteiro, um a mais na imensa multidão, pulando, cantando, brincando, exorcizando os estresses. Há já um tempinho, Bell Marques, buscando trilhar caminhos próprios, saiu do Chiclete para tristeza dos fãs, mas a banda prometeu não deixar a peteca cair e continuar na estrada com o alto astral de sempre, promessa que vem sendo cumprida. Esta caricatura, com a qual ilustro essa chicleteana postagem, mostra uma formação antiga do Chiclete, do tempo que eu chicleteava por ruas e avenidas atrás da banda. Fiz em duas versões, ambas com a presença de Bell Marques. Na primeira, o grupo segura uma imensa banana, que é a fruta que nomina o grupo. Nesta aí, como você, atilado leitor, bem pode ver, eles estão segurando uma espiga de milho, vez que de há muito as festas juninas fazem parte do calendário da banda. Mesmo que a canção do sempre sábio mano Caetano diga que atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, já não me arrisco a enfrentar o sufoco das grandes multidões carnavalescas que seguem seus músicos preferidos através dos logradouros dessa soteropolitana afrocity. Não me aventuro mais a seguir o Chiclete com Banana e nem outros trios quaisquer, mas sigo sendo um Chicleteiro, ressaltando que, tendo eu um gosto musical beeeem diversificado, sou também um inveterado e fiel Mutanteszeiro, um Titãszeiro, um Mestreambrosiozeiro, Camisadevênuscommarcelonovazeiro, Naçãozumbizeiro, Sibaeafulorestazeiro, Chicobuarquezeiro, Caetanovelosozeiro, Raulseixaszeiro, um Genivallacerdazeiro, Jacksondopandeirozeiro e de quebra sou Zecabaleirozeiro. Viva a música brasileira, sua alegria e nosso santificado hedonismo!
(281013)
13 janeiro 2021
Diana Panton cantando Manhã de Carnaval em Francês. De arrepiar.
a trilha do filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, premiado com a Palma de Ouro, em Cannes, e com o Oscar de melhor filme estrangeiro, nos EUA, o que redundou em enorme visibilidade na Europa e em grande número de países ao talento de uma geração fantástica de músicos brasileiros, entre eles Jobim e Vinicius, e consagrou Manhã de Carnaval, que foi gravada por uma legião dos mais formidáveis e consagrados intérpretes do planeta, inclusive por Frank Sinatra, cognominado The Voice. Esta interpretação de Diana emociona pela sua docilidade. É ouvir, se comover e diante de tamanha emoção, só resta dizer como diz o povão aqui na Bahia: "Vai matar o diabo!!"
(111214)
07 dezembro 2020
Woody Allen visita a Sagrada Colina do Bonfim, na Bahia.
(040213)
28 novembro 2020
La Marijuana e seus efeitos benéficos e milacurosos sobre La Cucaracha adicta.
26 novembro 2020
Retratando Antonio Conselheiro.
(151114)
24 novembro 2020
O sexo e os portugueses ou Fornicar é preciso / U sexu nu mundo 1
(121010)
02 novembro 2020
Homens é que sois.
"Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos!“ — Charlie Chaplin
Perfil de moça com brinco e colar
Ao ilustrar e pintar sou um eterno amante das variações, buscas, experimentações. Sempre intento variar, produzir em técnicas diversificadas. Assim, enquanto tento driblar a rotina e a mesmice, procuro alcançar resultados que possam enriquecer as ilustrações e valorizar textos ou postagens em que se insiram. Com persistência e alguma sorte é possível conseguir-se bons resultados que compensam os esforços dispendidos. "Perfil de moça com brinco e colar"/ Técnica mista/
30 outubro 2020
Michelle Obama, Melania Trump e a grave crise sexual entre as mulheres norte-americanas .
27 outubro 2020
19 outubro 2020
Brasil, bico de pena, artistas, escolas / Arte que se reparte
18 outubro 2020
Torquato Neto e os versos que cantam o fim
Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho
Tão sozinho amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho
Ah, pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
Dr. Jota Cristo, advogado trabalhista, TRT da Bahia, João Jorge Amado e Setúbal.
Por estas e outras é que a Bahia foi um dia cognominada a terra da felicidade.
JBosco, Pará, Fafá
28 setembro 2020
Manezinho Araújo, o Rei da Embolada / Uns caras que eu amo 8
(161116)
23 setembro 2020
Nildão e Renatinho da Silveira e a Santa Inquisição nos dias atuais

Em uma bela e enluarada noite de quinta-feira, mais exatamente no dia 27 de janeiro do Anno Domini de 2011 (o teeempo passa, torcida brasileira!), o cidadão Nildão, inspirado poeta, intimorato artista gráfico e iconoclástico cartunista, estava lançando seu mais novo livro de então, sendo tal opúsculo prenhe de criatividades miles. Nildão é o cara! Sabe que o bom humor serve para questionar o estabelecido e os dogmas mais entranhados. Assim é que ele, trabalhando em dupla com seu inseparável comparsa, o maravilhoso Renato da Silveira, criou e lançou algum tempo atrás a série "São Será o Benedito e outros santos geneticamente modificados". Católicos ortodoxos não gostaram nadinha de mexerem com seus ícones. E um grupo um tantinho fundamentalista, lá de Sorocaba, SP, moveu um processo criminal que foi encampado pelo Ministério Público Federal de São Paulo. Qual seria o próximo passo? A excomunhão de Nildão e Renatinho da Silveira? A ressurreição de Torquemada para, com seus autos-de-fé e suas fogueiras, punir as heresias gráficas da dupla? Não sei responder, sou péssimo em opinar sobre coisas em que a sensatez e a racionalidade nos escapam, em que as escolhas de atitudes fogem ao bom-senso. E sabemos bem até onde isso pode nos levar, desde a devastadoras guerras santas, como a acusações de bruxaria e queima de inocentes nas fogueiras de Salem, por exemplo. Não, não sei. O que sei é que Nildão e Renatinho são fantásticos criadores gráficos, plenos de humor e sapiência, mentes mais iluminadas que qualquer grande fogueira da Inquisição, caras do bem, talentosos e profícuos, que a toda hora lançam alguma coisa nova, instigante, que nos faz rir, e que assim nos chega ao cérebro e nos faz parar para refletir um pouco mais sobre sentidos e valores atribuídos às coisas. Quem quiser conferir pode ir ao site do Nildão e dar uma olhadinha lá que vai sair fã da dupla. O link é http://www.nildao.com.br








































