27 abril 2017

Mulher de Touro no Horóscopo de Vinicius de Moraes


O que é que brilha sem ser ouro?
- A mulher de Touro!
É a companheira perfeita
Quando levanta ou quando deita.
Mas é mulher exclusivista
Se não tem tudo, faz a pista.
Depois, que dona-de-casa...
E à noite ainda manda brasa.
Sua virtude: a paciência
Seu dia bom: a sexta - feira
Sua cor propícia: o verde
As flores dos seus pendores:
Rosa, flor de macieira.
(09/05/15)

Congresso do Brasil cria CPI para apurar honestidades cometidas por alguns parlamentares

Sabemos sobejamente que em um regime democrático autêntico a vontade da maioria tem que prevalecer. Duela a quien duela!, como dizia aquele falecido político que insiste em assombrar o plenário do Senado. Aliás, no aludido Senado e também no Congresso, a esmagadora maioria é - alegadamente - composta de políticos rapaces, mendaces e ladravazes contumaces. Trocando em miúdos, o povo costuma tê-los na conta de uns salafrários indecorosos, safados, pilantras, estelionatários, gatunos, ladrões do nosso tão ansiado e necessário dinheirinho que a todo instante - agora mesmo - está se encaminhando indevidamente para os bolsos destes alegados insaciáveis picaretas. Entretanto, no Senado e no Congresso, como de resto em todo o país, sobrevive uma pequenina, uma reduzida parcela de renitentes que persistem em tratar as questões sociais e os interesses públicos de forma ética, justa, honesta. Indignados com tal proceder, os senhores deputados e senadores ladrões - amparados pelo que lhes outorga os ditames democráticos dado ao seu número amplamente superior - articulam nos obscuros corredores do Congresso e do Senado uma inédita CPI cujo precípuo escopo é investigar, detetar, tornar público e, finalmente, punir exemplarmente quem quer que ouse participar desta minoria idônea que insiste em trafegar na contramão dos usos e costumes da gigantesca maioria formada pelos corruptos de todos os calibres. Minoria, aliás, que insiste em agir explicitamente buscando perpetrar os atos mais abjetamente honestos em prol da população brasileira como leis que propiciem a igualdade social, a equabilidade jurídica, que buscam exterminar consagrados preconceitos de tão largo trânsito popular. Leis que tentam de forma hedionda impedir os fisiologismos, os nepotismos e os tão benéficos e saudáveis desvios de verbas públicas como os da Merenda Escolar e os da Saúde. Leis que, impiedosamente, intentam extinguir esquemas montados com engenho e arte, bem como barrar salutares enriquecimentos com o erário e tantas coisas já tão sobejamente legitimadas pelo tempo de prática que de forma cruel esta minoria exótica tenta erradicar de nossa política. "Pois antes os erradicaremos todos!", bradou num ímpeto patriótico um pralamentar, digo, parlamentar, sob intensa ovação dos colegas, afirmando de forma estóica que irá exibir no Congresso incontestáveis e arrasadores dossiês que desnudam os atos de honestidade explícita que uns poucos maus políticos brasileiros insistem de maneira solerte em perpetrar contra esta auriverde nação. Para esses maus brasileiros, pau na moleira à vontade e de com força, nobre deputado!
(15/03/14)

Pistoleiro Zen / Frases de Béu Machado 14

Controle-se quando for ofendido. 
Senão você pode errar a pontaria.
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(26/09/16)

Fundos que nos afundam / Frases de Béu Machado 09

Os magnatas não costumam depositar seus fundos no banco dos réus.
(Béu Machado, do seu livro Pensamentando)
(23/09/16)

23 abril 2017

Diário de bordo: Jerry Adriani e eu em dueto nas nuvens, indo para Belém


         Consta que o primeiro dos homens foi feito com uma porção de barro pelo Todo Poderoso que, como bem se vê, tinha lá suas veleidades de escultor. Tendo sido criado, esse primeiro ser da espécie não ganhou a chave da casa própria pelo BNH ou pelo Minha Casa, Minha Vida, ganhou coisa bem melhor: o direito de morar de graça em um verdadeiro Paraíso. Tá bom pra você? Pois pro cara não estava. O papo que rola por aí é que esse primeiro homem não ficou lá muito satisfeito com o divino presente tendo em breve tempo se cansado de bater perna pelos rincões paradisíacos. Ponderou ele que aquilo ali até que era bom mas era também um tanto insípido e fatigantemente monótono. E pensou que seria bom se pudesse voar. Isso virou uma verdadeira obsessão para o homem que só sossegou no dia em que ele inventou o avião e o check in. Para quem há pouco tempo não passava de um montículo de barro, criar o avião e a aviação foi um progresso notável, pois desde que o tal invento não invente de cair e se espatifar no chão, não existe coisa melhor nesse mundão todo. No avião que sigo para Belém indo participar como jurado do VII Salão de Humor da Amazônia,tudo corre maravilhosamente bem e o céu é de brigadeiro - qualquer um menos o Burnier, de triste memória para a Democracia. Desço em Brasília, espero outra aeronave da conexão. Tudo segue correndo numa nice, eu ali de boa, sentado próximo ao Gate 4, quando avisto ninguém menos que Jerry Adriani, cantante que marcou época no Movimento Jovem Guarda, liderado pelo Rei Roberto Carlos. Está ao lado de um grupo que carrega cases com seus instrumentos musicais e conversa de maneira simpática com todos que a ele se dirigem, tira algumas dezenas de selfies com umas fãs que também o reconheceram. Menos por fome e mais pra passar o tempo, vou em busca de um pãozinho de queijo a título de lanche e, quando percebo, Jerry está ao meu lado no balcão fazendo seu pedido à moça do caixa. Não deixo passar batido a oportunidade e o abordo, digo umas quantas palavras que ele ouve, receptivo, simples, afável, a simpatia em pessoa. Despeço-me, agradecendo. Por coincidência ele também está indo para Belém no mesmo vôo que eu e acabamos por nos encontrar algumas vezes, ele entabula conversa, digo que sou da Bahia. Falamos sobre música em geral e sobre axé music.  Ele me diz do caráter excludente desse ritmo para muitos profissionais da área da música, fala que ela praticamente monopoliza o mercado musical, sendo necessário esforço enorme para cantores de outras tendências musicais conseguirem contratos de shows para se manterem com seus trabalhos. Digo-lhe que esse é um problema que também atinge fortemente músicos da própria Bahia, que perdem em visibilidade e espaço de atuação. Papeamos sobre amigos e conhecidos em comum, como Waldir Serrão, o Big Ben, roqueiro das antigas. O papo prossegue já dentro da aeronave. A empatia foi tamanha que em dado momento, para encantamento das charmosas comissárias e dos demais passageiros, em pé, no corredor do avião, entoamos um dueto cantando um dos hits do meu agora velho amigo, “Doce, doce amoooooor...”. Jerry é profissional do canto, tem uma notável extensão vocal, mas quando decido brindar as pessoas com meus dotes canoros, faço bonito, não tem prá ninguém. Repentinamente toda a tripulação e os demais passageiros entraram no clima, se puseram a cantar conosco e o ambiente fazia lembrar um daqueles filmes musicais hollywoodianos. Maravilha das maravilhas! Só quando pisei em solo belenense é que me ocorreu fazer uma selfie registrando para a posteridade meu encontro com Jerry Adriani, cara admirável, dono de uma vasta e belíssima trajetória no mundo da música, gente super, hiper do bem. Se o habitante do Éden, o primeiro dos homens, estivesse a bordo haveria de sorrir, satisfeito e orgulhoso de seu inventivo invento.
(15/07/15)

22 abril 2017

Beijo no estilo José Mayer / Humor de Graça

((13/04/14)

Futebol, Seleção Brasileira, Timão, muita paixão e muitas pedras no caminho.

 
Futebol é uma das minhas paixões, brasileirinho que sou, et pour cause é também uma das minhas temáticas preferidas nas pinturas que faço. Há uma grande beleza plástica nos movimentos dos corpos dos jogadores, seja correndo, chutando, cabeceando, driblando. E se esses jogadores vestem a camisa amarela, os calções azuis e as meias brancas, cores usadas no  uniforme da seleção brasileira, a coisa vai ainda melhor, tamanha é a empatia mundial em torno do mito construído por gerações de craques brasileiros que mostraram ao mundo que um esporte pode se converter em pura arte. Eu disse isso tudo e me toquei agora que, embora sendo um corintiano juramentado, não me lembro de haver pintado um único quadro com jogadores paramentados com a sagrada camisa do bicampeão mundial interclubes, a mundialmente famosa e cobiçada segunda pele do alvinegro do Parque São Jorge -Ogun Ye, meu pai! Pois é, pois é, amando pintar coisas do apaixonante esporte das multidões, há tempos venho pintando craques dentro de campo vestidos com a camisa da seleção canarinho porque, apesar dos pesares, a seleção é ainda grande paixão brasileira, malgrado a humilhante derrota que os germânicos nos sapecaram sem dó, dentro de nossa própria casa, sendo que podiam ter feito 10, 20 gols mas resolveram aliviar e puxaram o freio de mão. Ainda assim, esse vexame suplanta em muito a tristeza da derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950. Como a paixão não costuma andar de mãos dadas com a lógica, seguimos amando nosso futebol, apesar dos males trazidos pelo nefasto monopólio da Rede Globo, que dita as regras da maneira que quer, sempre ávida, em busca dos bilhões que o futebol abriga, reduzindo o futebol a um mero item comercial que manipulam da forma que querem e que se lixem os torcedores brasileiros. Apesar também dos Havelanges, Ricardos Teixeiras, Josés Marias Marins, Del Neros, dos maus dirigentes de clubes, dos lamentáveis cronistas esportivos que os sustentam, dos Dungas, Bebetos, Galvões Buenos e aberrações quejandas as quais somos obrigados a enfiar goela abaixo. A seco, quando acaba.
Ah!, antes que me esqueça, essa tela na foto aí acima é de tamanho 50x40 cm, foi pintada com tinta acrílica e hoje está, para meu orgulho, numa parede da residência de uma grande figura em New York city, um ex-jogador profissional de futebol e atual treinador, cara muito sério, que se tornou um competente coach, construindo sua bela carreira que já é vitoriosa pois trabalha com dedicação, seriedade e amor ao esporte, coisa que no nosso futebol, infelizmente, anda em tempos de grandes carências. Resta-nos rezar fervorosamente para que São Tite nos socorra com seus milagres.
(17/12/14)

21 abril 2017

Merchandising Divina / Frases do Barão de Itararé 4

"A estrela de Belém foi o 
primeiro anúncio luminoso."
(Já dizia Aparício Torelly, o Barão de Itararé)
(20/10/16)

Jegues diplomados / Frases do Barão de Itararé 1

Diplomas não encurtam orelhas de ninguém.
(Já dizia Aparício Torelly, Barão de Itararé)
(29/10/16)

Penosa é a vida / Frases do Barão de Itararé 2

Quando o pobre como frango, um dos dois está doente.
(Já dizia Aparício Torelly, o Barão de Itararé)
(20/10/16)

Decerto é deserto / Frases do Barão de Itararé 3

Não é triste mudar de ideia. Triste é não ter ideias para mudar.
(Já dizia Aparício Torelly, o Barão de Itararé)
(20/10/16)

19 abril 2017

Portal Multimídia do IRDEB: Arte e artistas da Bahia.

Não é de hoje que o IRDEB, Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, presta mui relevantes serviços à cultura da Bahia. Para aproveitar os elásticos poderes de comunicação da internet e dar maior visibilidade aos artistas, literatos, dramaturgos, fotógrafos, eventos sociais e políticos, festas populares e otras cositas buenas dessa afro-terra, há já algum tempo o Instituto criou o Portal do IRDEB em que o interessado encontra um mundo de coisas relativas ao expressivo caldeirão cultural da Bahia, toneladas de ótimos vídeos, projetos especiais, radionovelas, jornalismo, poesia, filmes e o escambau. Você, leitor fenomenal, de vasto cabedal cultural etcétera e tal, não pode passar batido. Acesse o link e dê uma boa e atenta olhada o quanto antes, agora mesmo, se possível. Vale dizer que ao entrar no Portal, uma das muitas opções a seu dispor é clicar em Galeria de Imagens. Lá você encontrará uma seleção de conhecidos artistas da Bahia, todos com trabalhos bem diversificados, incluindo fotografias, esculturas, artes gráficas e plásticas e um mundaréu de coisas mui belas. Entre esses artistas você encontrará o cartunista Lage e seus cartuns e desenhos maravilhosos, o sempre criativo Robério Cordeiro e o formidável Guache Marques, que é um mix de artista plástico e galã de novelas mexicanas, sempre arrancando suspiros de lúbricas e concupiscentes moçoilas quando por qualquer vereda su fina estampa passea.  Ah, antes que me esqueça, usando da maior falsa modéstia, quero lembrar que nessa lista de artistas também está Paulo Setúbal, o popular eu mesmo, exibindo uma série de trabalhos de minha lavra como ilustrador, pintor, retratista e caricaturista. Tá pensando o quê?! Não sou fraco não, véio!
******O link para o Portal é http://www.irdeb.ba.gov.br 
(24/12/16)

Gordurinha e sua arte, Tio Sam, a Bahia e o bebop no nosso samba. / Uns caras que eu amo 9

Gordurinha, cantor, compositor, humorista e radialista baiano, foi nome de sucesso em todo o Brasil na chamada Época de Ouro do Rádio. Difícil, quase impossível, é alguém da atual geração, tão bem servida de imagens oriundas de TVs, das câmeras fotográficas digitais ou dos múltiplos artefatos eletrônicos que a qualquer momento do dia filmam, gravam, registram imagens, divulgando-as, compartilhando-as instantaneamente, acreditar que existiu um tempo em que eram os ouvidos, e não os olhos, os condutores da arte e de toda e qualquer informação. Acontece, smartphonísticos mancebos e tabletísticas moçoilas, que as coisas já foram assim em uma era que já era, a Era do Rádio. Nela brilharam artistas fantásticos, entre eles o baiano Gordurinha, de tantos grandes hits populares, a exemplo de Baiano burro nasce morto, composição solo sua, cantada em todo esse mulato inzoneiro. Sua gravação de Mambo da Cantareira, de Barbosa e Eloíde, fez enorme sucesso, sendo regravado em tempos recentes pelo cantante Fagner. Uma composição sua, Oróra analfabeta, em parceria com Nascimento Gomes, é sucesso até hoje, descrevendo encantos e desencantos de Oróra, uma dona boa lá de Cascadura que é uma boa criatura, mas que escreve gato com J e escreve saudade com C e que, ainda por cima, afirma adorar uma feijoada compreta. De Gordurinha é também a bela e tocante Súplica cearense, feita em parceria com Nelinho, a divertida Caixa alta em Paris, a sensível Vendedor de caranguejo. Mas o maior êxito popular de Gordurinha, certamente é sua composição, Chiclete com banana. letra e música suas, ainda que oficialmente conste o nome de Almira, como sua parceira, o que de fato não aconteceu. O que aconteceu, de verdade, foi que a música foi eternizado pela voz de Jackson do Pandeiro, Senhor do ritmo, Mestre da ginga e dono de uma maneira gostosa e pessoal de interpretar canções. Uma sacada perfeita de Gordurinha para definir o universo da nossa massificação cultural via United States, que sempre nos assolou. Á época, o sucesso da música foi enorme e ela segue sendo uma referência até os dias atuais, no que muito ajudou sua regravação por Gilberto Gil em 1972 no disco Expresso 2222. O título da música foi usado para batizar a famosa banda de axé music e a revista em quadrinhos do cartunista Angeli. Sua letra é uma declaração de amor à música do Brasil, uma afirmação de carinho e apreço a tudo que temos de bom em nossa alma brasileira, de resistência cultural diante da imposição das coisas made in USA, notadamente o constante domínio exercido pelas gravadoras e ritmos norte-americanos sobre a nossa música, no caso, vinda de um ritmo chamado bebop. De forma clara e gostosamente bem-humorada, Gordurinha informa à industria musical ianque que antes, bem antes, de nos aculturarem, eles precisariam conhecer mais profundamente, entender, respeitar e mesmo assimilar a música do Brasil, mandando-lhes um ritmado e irreverente recado: "Eu só boto bebop no meu samba, quando o Tio Sam pegar no tamborim. Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba e entender que o samba não é rumba"..."E, concluindo, desafiador: "Eu quero ver o Tio Sam de frigideira numa batucada brasileira."    
 (20/11/16)  

18 abril 2017

Sem atritos: a mulata é mesmo a tal! / Frases de Béu Machado 02

O melhor atrito racial 
foi o que deu origem à mulata.
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(22/09/16)

Dívida dura de engolir / Frases de Béu Machado 03

Uma senhora com um colar de pérolas
pode estar endividada até o pescoço.
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(22/09/16)

O comprimento dos cumprimentos / Frases de Béu Machado 11

Para os prefeituráveis somos todos cumprimentáveis.
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(23/09/16)

15 abril 2017

In vino vera età / Frases de Béu Machado 15

Algumas pessoas são como o vinho: 
quanto mais velho, mais vinagre.
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(30/09/16)

Telepata que empata / Frases de Béu Machado 20

Pense sempre nos outros. Mas antes se certifique de que seu marido não é telepata. 
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(30/09/16)

A Suiça não é só isso / Frases de Béu Machado 19

Quero mansão, Mercedes, iate e conta em algum banco da Suiça. Ou será que também não sou um patife?
(Frases de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(30/09/16)

Brado dobrado / Frases de Béu Machado 18

Não posso deixar de erguer minha voz ante tanta violência: "Sooocooorro!"
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(30/09/16)

Até que a sorte os separe / Frases de Béu Machado 17

Sempre dei tudo à minha mulher. Será que ia lhe negar um simples divórcio?
(Frase de Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(30/09/16)

11 abril 2017

Excelentíssimo Ladrão / Frases de Béu Machado 16

Para alguns ladrões, nenhuma clemência. 
Outros são chamados até de Vossa Excelência.
(Frase de Béu Machado, do seu livro Pensamentando)
(26/09/16)

O Judiciário e a Lei dos mais fortes / Frases de Béu Machado 12

Todos os homens são iguais perante a lei. 
Mas como são diferenciados perante os juízes!
(Frase de Béu Machado, do seu livro Pensamentando)
(23/09/16)

Dedos indo e deduzindo / Frases de Béu Machado 21

Depois do exame de próstata, ele saiu convencido de que o dedo do médico estava em perfeitas condições.
(Frase de Béu Machado, do livro Pensamentando)
(30/09/17)

08 abril 2017

Nenhuma mulher me resiste / Frases de Béu Machado 13

 As mulheres não resistem à minha presença: dão no pé.
(Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
26/09/16

Das grandes aspirações humanas / Frases de Béu Machado 10

Outra coisa: ralé, rapé; gente fina, cocaína.
(Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
23/09/16

Homem Feminista / Frases de Béu Machado 07

Inteiramente a favor das conquistas femininas. Principalmente se eu for uma delas.
(Béu Machado, do seu livro Pensamentando)
22/09/16

Boca e bocado / Frases de Béu Machado 06

Pior que falar de boca cheia
é ficar calado com a boca vazia.
(Béu Machado, de seu livro Pensamentando)
(22/09/16)

Impostos que nos são impostos por impostores / Frases de Béu Machado 08

 O governo que vive a aumentar suas tarifas é o que quer reduzir suas tarefas.
(Béu Machado, do seu livro Pensamentando)
23/09/2017

Humor de graça / Bat-crise econômica


05 abril 2017

Travesti frustrado / Frases de Béu Machado 01

Oh, ser humano! Entender-te, quem?
O travesti é frustrado porque tem.
(Frase de Béu Machado, em seu livro Pensamentando)
(22/09/16)

Espelho, espelho meu / Frases de Béu Machado 05

Se eu tivesse medo de cara feia 
nunca chegava na frente do espelho.
(22/09/16)

Rapidez e destemor / Frases de Béu Machado 04

Não me deixei paralisar pelo medo, 
fui a mil para baixo da cama!
(Frase de Béu Machado, em seu livro Pensamentando)
(22/09/16)

04 abril 2017

Travecos made in Brazil

 
O traveco é uma instituição auriverde, um patrimônio nacional e um dos mais cobiçados produtos de exportação deste patropi abençoá por Dê. Os franceses, por exemplo, se curvam- e bote se curvam nisto- ante nossos les travequês delapatri que podem ser encontrados às centenas no Bois de Bologne caprichando no biquinho e falando no idioma de Mollière e de Zola lindas palavras como ménage à trois e voulez-vous le boquettê, missiê? Já na terra de Dante nossos estóicos traveconni agitam a massa, coisa que o Barrichello nunca conseguiu quando estava na Ferrari. Aqui nesta Soterópolis de Carla Peres e de loiras e morenas do Tchan, os travecos sofrem uma desleal concorrência e têm de rebolar para ganhar o pau, digo, o pão de cada dia. Por sorte, contam em sua defesa com o CATSO ( Centro de Amparo aos Travecos Soteropolitanos Oprimidos ), que é um órgão vibrante que está aí para provar que as bibas baianas não são de fugir do pau não, senhor. Ora, que despautério!
(Public. origin. 21/03/12)

01 abril 2017

Russ Cook, caricaturista, e suas criações maravilhosas.

1.Vincent Cassel
2.Sean Penn
 3.Jean-Paul Sartre
 
4.Iggy Pop
Rodney Pike, além de ser um profissional de grande talento, quando navega na Net tem um tremendo faro para descobrir gente igualmente talentosa. Dia desses extraí do blog dele um espetacular Roberto Ferri. Agora surrupio de lá este Russ Cook, do Reino Unido, um cara que conta com a admiração do Rod. Não é para menos. Que beleza a carica do ator Vincent Cassel, que aliás sabe falar um Português perfeito, adora o Brasil e recentemente já andou incógnito aqui pela Bahia. E o existencialista Jean-Paul Sartre, que maravilha! E o Sean Penn, será que a Madonna se casaria de novo com ele depois de ver esta carica? E este Iggy Pop, que beleeeeza, não é mesmo? Grato, Rod, por esta dica muito legal. Links pros trabalhos do Russ: http://russcook.blogspot.com e http://www.russcook.co.uk

Matt Zitman bota pra "f" . E a mulherada adooora!

     Quando faço caricaturas de celebridades para revistas ou jornais, procuro trabalhar com total liberdade e explorar ao máximo o que a técnica da caricatura permite, escudado na personalidade do retratado célebre, procurando me valer de alguma experiência adquirida pela prática constante. O mesmo não acontece quando estou caricaturando pessoas em eventos contratado por empresas ou entidades. Aí seguro a mão para não exagerar no traço e não ferir susceptibilidades alheias. Afinal, trata-se geralmente de um evento festivo entre colegas, onde as pessoas estão em momento de descontração. Noto que tempos atrás as mulheres ficavam arredias e poucas se dispunham a servir de modelos ali, na frente de uma multidão. Temiam que se lhes revelassem possíveis "defeitos de fabricação". As coisas mudaram. As mulheres estão mais senhoras de si, perceberam - excluindo-se as de perfil mais tradicional - que caricatura não é uma arte depreciativa e são a grande maioria na fila dos que querem ser caricaturados. Mas para não haver debandada geral da ala feminina, uso a forma light de caricaturar. Elas adoram o resultado, mostram para as amigas, as filas crescem e lá vem uma multidão de Evas. Estou falando tudo isso porque me chamou a atenção em um blog de um ótimo caricaturista americano, Matt Zitman, a maneira sem amarras com que, usando a genuína técnica da caricatura da forma mais livre, distorce ao máximo os rostos de belas moças. Cara a cara de cara o cara escancara, cara! É de surpreender que ao final as beldades ainda posem, sem constrangimentos, até orgulhosas, ao lado das suas respectivas caricaturas. Será que as americanas são assim tão diferentes das brasileiras? Essas seguramente não reagiriam de forma tão receptiva e tão cheia de finesse.  Essas bonitas e risonhas garotas aí mostradas, formam um grupo que  demonstra entender e aceitar o fato que a linguagem da autêntica caricatura é apenas uma alegre e até delirante fantasia, que tudo não passa de uma brincadeira que não visa expor ninguém ao ridículo, apenas trazer momentos de riso saudável, descontração, bom humor. Confesso que fico morrendo de inveja da forma solta com que Matt executa seus trabalhos certamente convicto de que os modelos vão entender e gostar do que ele faz. Pelo sim, pelo não, sigo moderando, very, very light - pra atrair e não para espantar as susceptíveis moçoilas e madames que, por aqui, são plenas de melindres quando o assunto é sua sagrada aparência física. Ainda por cima escapo de levar uma porrada de uma delas nos meus sensíveis chavelhos.
O link pro blog de Matt é http://www.zitman.blogspot.com/

(Publ. origin. 19/11/13)