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01 agosto 2026

Paulo Coelho: depois do extenuante Caminho de Santiago, finalmente La vie en rose


Deambulava eu pelas ruas de Paris em álacre matinada quando eis que me deparo com meu confrade Paulo Coelho. O leporídeo escriba atravessa a rua em minha direção, aproxima-se e me estreita num fraternal e brasileiríssimo amplexo. Pede-me notícias do greenyellowblueandwhite torrão. Digo ao meu caro amigo que aqui na terra estão jogando futebol, tem muito samba, muito choro e rock' n roll, mas que depois de tanto verde-oliva, manipulações midiáticas, instrumentalização da fé y otras cositas más, a coisa aqui está preta, e é muita pirueta pra cavar o ganha-pão. O mago, afável como de habitude, despede-se de mim, volta seus tacões para Montmatre e retoma seu caminho (de Santiago) em inabalável tranquilidade. E eu descubro que não há nada mais maravilhoso que ser brasileiro. Desde, é claro, que você more no lugar certo. Numa requintada mansão no sul da França ou em um deslumbrante palacete na Suiça, por exemplo, e não em um mocambo na invasão da Baixa da Égua ou do Vale da Muriçoca. Desde, também, que sua conta bancária esteja abarrotada com miríades e miríades de euros que lhe permitam fazer matinais gargarejos diários com Romanée-Conti - santo remédio! - pelo simples fato de você ter mais de 350 milhões de livros vendidos no planeta, cifra que faria o finado afinado e refinado Michael Jackson ficar preto de inveja. Santé, xará!
(270813)

29 julho 2026

Música pra se ouvir com olhos atentos e ver maravilhado com os ouvidos.

Música. Ontem, hoje, agora, ainda e sempre. Gravada ou ao vivo, via rádio, seja AM ou FM, em CD original ou pirata, no MP3, no vinil, no computador, na trilha sonora de filmes, de novelas, de minisséries televisivas, de peças teatrais, no coreto da praça, na viola de um cego cantador, no surpreendente repente do repentista eminente, na tuba, na conga, conga, conga, no contrabaixo, no alto-falante do circo mambembe, no Spotfy, na flauta doce ou salgada, na gaita de quem não tem gaita, no saxofone, no violino de som fino, na rabeca da Rebeca, no oboé ou não é, no bandonione, no realejo, no fagote, no violão, na guitarra, no contrabaixo, na harmônica, no realejo, no órgão da igreja, nos atabaques dos terreiros de candombé, na chaleira do Hermeto, no prato da Edith, na caixinha de fósforos do Cyro Monteiro, no pente sem um dente, no cavaquinho, no bandolim, no banjo do arcanjo, na lira do delírio, no fole prateado só de baixo 120 botão preto bem juntinho como nego empareado, no triângulo, na zabumba, nos oito baixos de Januário, nos pífanos, no pandeiro, no reco-reco, bolão e azeitona, na cuíca, na tumbadora, no piano de cauda, no berimbau, na guitarra havaiana, na guitarra portuguesa, na guitarra baiana, plugged ou unplugged, Bitola no ganzá, Preá no reco-reco, na sanfona Zé Marreco. Música, música. Chico, Caetano, Milton, Tom, João Gilberto, Caymmi, Vinicius, Baden, Gil, João Bosco, Aldir Blanc, Macalé, Pixinguinha, Gal, Elis, Carmen, Dolores, Maysa, Marisa Monte, Daúde, Gal, Bethânia, Tomzé, Titãs, Mutantes com Rita Lee, Rita Lee sem os Mutantes, Cássia, Calcanhotto, Clementina, Marina, Maysa, Raul, Chico Science, Siba, Arnaldo Antunes, Jorge Benjor, Chorão, Cartola, Nelson - o Gonçalves e o Cavaquinho - Gonzagão, Mozart, Sivuca, Hermeto, Dominguinhos, Jackson, Genival, Gordurinha, Ludugero, Aznavour, Armstrong, Modugno, Amália, Sapoti, Piaff, Callas, Baleiro,  Manezinho Araújo, Riachão, Batatinha, Walmir Lima, Chico César, La Lupe, Chavela Vargas, Chabuca Granda, Celia Cruz, Nina Simone, Mercedes Sosa, Bola de Nieve, Piazzola, Agustín Lara, Lennon e McCartney, Roberto e Erasmo. Música, música. Tango, rock, baião, xaxado, xote e xoxote, maxixe e jiló, chorinho, dobrado, mazurca, jazz, tango, fado, valsa, frevo, coco, maracatu, corta-jaca, tarantela, samba, samba-canção, samba-de-véio, samba-duro, samba de roda, samba-reggae, samba-rock, samba de breque, samba de black, blues, funk, bossa-nova, chá-chá-chá de la secretária, salsa, mambo, calipso, merengue, cumbia, reggae, bolero-lero-lero-lero, begin the beguine. Música, música. Até mesmo feita plasticamente, com o som fluindo de pincéis deslizando sobre uma tela carregados com tinta acrílica, como nesta pintura que ilustra esta postagem que fiz con mucho gusto. Música, música. Excetuando-se a unanimemente indesejada marcha fúnebre, qualquer música, ah, qualquer, logo que me tire da alma esta incerteza que quer qualquer impossível calma!
(111019)

27 julho 2026

Mulher de Leão no Horóscopo de Vinicius de Moraes

A mulher de Leão
Brilha na escuridão
A mulher de Leão, mesmo sem fome
Pega, mata e come 
A mulher de Leão não tem perdão. 
As mulheres de Leão 
Leoas são. 
Poeta, operário, capitão 
Cuidado com a mulher de Leão! 
São ciumentas e antagônicas 
Solares e dominicais 
Ígneas, áureas e sardônicas 
E muito, muito liberais.
(121013)

22 julho 2026

A LÍNGUA DA BOLA, um e-book imperdível para os apaixonados pelo futebol.

Alguém já disse que o Brasil é um país com milhões de técnicos de futebol. Em números atualizados pelo IBGE somos 213,4 milhões de técnicos, professores, místeres. Sobre o esporte mais popular desse patropi abençoá por Dê e bonito por naturê muito já se falou nos mais variados aspectos. Um deles é o jargão futebolístico, a pitoresca linguagem vigente no universo desse popularíssimo esporte falada por torcedores, jogadores, técnicos e diversos profissionais que militam no meio futebolístico. Não é pra me gabar não, mas sou um estudioso do assunto assaz dedicado, laureado, incensado, reverenciado, até glorificado porque sou praticamente um Luis da Câmara Cascudo do esporte bretão nesse país nada bretão. Variados termos e expressões tais quais "maria-chuteira", "xaréu", "voltar de táxi", "regra 18", "baba" e tantos outros mais são explicados tim-tim por tim-tim. Quem quiser ficar bem informado sobre o assunto e aprender a falar essa linguagem enquanto se diverte, que trate logo de ler o livro que eu e meu confrade muito bom de bola, Edilson de Lucena, escrevemos com toda dedicação para os apaixonados torcedores. Para adquiri-lo, basta entrar no site da AMAZON e procurar pelo livro A LÍNGUA DA BOLA, de Edilson de Lucena e Setúbal. Em breve tempo você, atilado leitor, estará se expressando fluentemente na lingua mais popular desse popular País do Futebol.                   

18 julho 2026

Decisão da Copa do Mundo de Futebol, Política, Arbitragem, Trump e Infantino.

                Hoje, domingo, 19 de julho, logo mais às 16h acontecerá a ansiada peleja que irá decidir quem será o grande campeão dessa atual edição da Copa do Mundo de Futebol no corrente ano de 2026 realizada no Canadá, México e nos EUA pela Fédération Internationale de Football Association, a FIFA. Gianni Infantino manda na FIFA. Por outro lado Donald Trump manda prá (*)aralho em Infantino. Trump detesta tudo que se oponha a si, a seu rotundo ego e à sua conduta que ele próprio reconhece que se trata de ações de pirataria. Vai daí, sabemos que na Europa a Espanha vem há tempos peitando a política pirata de Trump e o arrogante e beligerante Big Carrot está porraqui com os compatriotas de Almodóvar, Cervantes e Angelines La Bruja del 71 Fernández. Por outro lado, o atual presidente da Argentina é Javier Peluca Milei, um assumido lambe-botas dos mais servis de Trump, um rastejante pau-mandado do Cenourão. Considerando que Infantino manda na FIFA, que o pirata Trump manda pra (*)aralho em Infantino e tudo o mais que já foi dito, o que assitirão logo mais os povos do mundo, um espetáculo feito de ética e lisura sem interferências tendenciosas da arbitragem ou do VAR, ou um espetáculo dantesco de rapinagem arbitral explícita contra a Espanha que peita o Big Carrot, e a favor do time da Argentina do seu sabujo extremista Milei? Nem é preciso colocar sobre a cabeça um chapéu de alumínio para considerar possível essas possibilidades em jogo no jogo. Pelo bem da credibilidade do mundo do futebol esperemos que uma versão política e pebolística do clássico literário Relações Perigosas não entre em campo para decidir no apito e no VAR quem será sagrado o legítimo ou ilegítimo campeão da Copa do Mundo neste ano de 2026.

17 julho 2026

Neymar atualmente não está servindo nem para engraxar as chuteiras de Messi.

É na mais célere das azáfamas que escrevo esse textículo, digo, esse breve texto. E a razão é porque hoje é sexta-feira, 17 de julho de 2026 e, destarte, depois de amanhã será domingo, dia 19 de julho, dia da ansiada decisão dessa corrente Copa do Mundo. Transpordantes emoções tomarão conta de todo esse planeta, futebol é o esporte mais popular, amado no mundo inteiro. Em tudo e por tudo, essa final será empolgante, palpitante, eletrizante e será decidida entre uma equipe europeia, a Espanha, e uma sul-americana, a Argentina, por sinal a atual campeã mundial, título que conquistou com todos os méritos na Copa de 2022, no Qatar. Não fossem los hermanos, a final seria entre dois times europeus. O comentarista Marcos André Vampeta, dando um banho nos demais colegas de comentários, cravou que os espanhóis despachariam para casa a maravilhosa e empolgante equipe da França, compostas por grandíssimos craques como Kylian Mbappé, Dembélé, Olise e outras feras. E também disse que a Argentina de Messi ia despachar o English Team. Como assim?! Como assim?! Achei uma loucura de Vampeta cravar tais afirmações enquanto na sua quase totalidade, os demais comentaristas apostavam o contrário ou ficavam em cima do muro. O Velho Vamp, com sua simplicidade, provou que é a fera maior entre os comentaristas, suas previsões emitidas com toda firmeza de quem manja do assunto mais que todos, se confirmaram. Agora ele crava que o time da Argentina não vencerá a Espanha nessa final. Estou longe de entender a fundo os meandros do futebol e suas supreendentes surpresas feito o Marcos André e não vou me arriscar a dar minha previsão nada abalizada. Toda minha pressa, toda essa lufa-lufa para escrever e postar esse texto é por que quero antes da final deixar registrado aqui e agora uma afirmação, e o faço com uma inveja de la puerra do Velho Vamp - tentando mostrar a mesma segurança e firmeza vampetística - que todas as seleções do Brasil das últimas quatro ou cinco Copas até esse ano de 2026, todas elas, não passam e nunca passaram do nível de timezinhos chinfrins ou de várzea diante da talentosa, lutadora, aguerrida, combativa e resiliente equipe da Argentina de Messi e seus compañeros de reparto. Desnecessário dizer que não é à toa que Leonel Messi está sendo considerado o maior jogador do mundo e, até o momento, o segundo maior artilheiro de todas as Copas, sendo que nessa decisão pode vir a ser o primeiro. Os mais sensatos têm que admitir que atualmente diante de Messi, o Mulequi Ney, com quatro participações medíocres, vexatórias, em Copas, perdeu pelo caminho o futebol fantástico que tinha, que encantava a todos e que mostrou ao mundo na época que jogou pelo Barça até 2021. Suas prioridades sempre foram bem diferentes das do que esperavam dele os torcedores brasileiros. Com o agravante de ter desenvolvido um joelho de paçoca, hoje em dia o Mulequi Ney não serve nem para engraxar as chuteiras de Messi, um gigante já lendário em duas Copas. Domingo, o craque argentino poderá se sagrar bicampeão ou, pelo menos, vice-campeão mundial. E os brasileiros que tiverem um mínimo de espírito esportivo, terão que deixar antigas diferenças de lado, engolir a seco esse sapo e reconhecer os méritos de La Pulga por comandar uma seleção sul-americana, que pratica um futebol no mais tradicional estilo latino, competitivo, mas feito de dribles e passes de quem sabe jogar, com garra, lances de arte e talento como a seleção canarinho já praticou em dias cada vez mais distantes.

13 julho 2026

O que aconteceria à seleção do Brasil se tivesse que disputar sua classificação para Copas do Mundo contra seleções europeias?


No futebol, os que insistem em ver as coisas através da ótica do mais ufanista pachequismo têm múltiplos orgasmos ao repetirem que a seleção brasileira é a única no mundo a se classificar e participar em todas as edições de Copas do Mundo. Sabemos que lá pela Europa a campeonissima Itália não consegue se classificar há três edições. A Alemanha, a Holanda e outras tradicionais seleções europeias passam ou já passaram por similar sufoco. Mas o Brasil, não. Encimado em altíssimo pedestal, cheio de soberba, sempre chega às Copas do Mundo como um impávido colosso. Só que se botarmos o pachequismo e toda sorte de ufanismo cego de lado, teremos que reconhecer que no futebol sul-americano o Brasil sempre nadou de braçada, voou em céus de brigadeiro, navegou em mares de almirante. Por aqui a desigualdade sempre foi muito grande, só a Argentina e o Uruguai nos faziam frente. Com o passar do tempo as coisas têm mudado, a evolução vem chegando aos nossos vizinhos e já acontece de perdemos para seleções que antigamente batíamos por 200x0. Ainda assim, a moleza persiste e nessa tranquilona zona de conforto, nessa imensa maria-mole, nessa baba de quiabo, como já disse o sempre perfulgente ídolo Vampeta é impossível a não classificação da canarinho em tão desigual cenário latino-americano. Depois do meio esportivo constatar que temos entre nossos selecionados atuais um craque hipotético, que joga um hipotético futebol de alto padrão hipotético, tal termo vem sendo empregado com frequência pelas mídias. Destarte, pensemos hipoteticamente: com o nível pífio e o futebolzinho meia-boca que temos apresentado de mais ou menos um quarto de século para cá, se tivéssemos de conseguir nossa classificação para as Copas tendo de disputar a vaga na Europa, enfrentando Inglaterra, Holanda, França, Portugal, Espanha e etc., quantas vezes o Brasil se classificaria para uma Copa do Mundo? Os pachequistas militantes e juramentados já sabemos que diriam em sua delirante cegueira ufanista: todas as vezes! Mas você, pessoa habitualmente sensata e racional responderia o quê? 

Outra análise exata de Milly Lacombe: jogadores brasileiros que há muito tempo já não representam mais o Brasil.

Se depender da pachecada ilimitada que ocupa intermináveis espaços nas bancadas esportivas das TVs e mídias digitais diversas com seus deletérios pachequismos, o futebol da seleção canarinho seguirá descendo a ladeira na banguela como vem fazendo há décadas de seca por títulos de Copa do Mundo. Ser pacheco em transmissões e pretensas análises, é usar as mais inconcebíveis e equivocadas razões para insistir em ser ufanista e cego contra toda e qualquer racionalidade que possa vir contestar as mais recentes seleções medíocres e perdedoras, e as razões claras dos descaminhos da antiga e hoje perdida excelência do nosso futebol e o volatilizado poder natural de formação de grandes craques. Falar sobre a seleção e nosso futebol sem uma visão pachequista, desvirtuada e inútil hoje é passível de críticas pesadas. Basta ver que qualquer postagem de alguém que saiba comentar com clareza, lucidez, honestidade e compreensão mais profunda do futebol é quase um crime para certa gente. Basta dar uma olhada nos comentários raivosos de uma turba que destila ódios ao verem vídeos protagonizados por quem tem a capacidade de captar em detalhes precisos as coisas do futebol como de fato são. Se essas pessoas lúcidas forem ouvidas, se seguirem o que dizem, o futebol brasileiro pode voltar a ser capaz de repetir feitos vitoriosos como os de gerações passadas, consagradas campeães. Quanto a entender ou não do riscado, basta olhar vídeos com comentários diversos para concluir que entre os ditos comentaristas há um reduzido número de quem entende muitíssimo de futebol e sabem se expressar sem um discurso de conveniência para agradar seus patrões ou torcedores ou patrocinadores, ainda que isso desperte despeito e raiva da canalha de sempre. Vai aqui esse vídeo com análises feitas pela sempre atenta e lúcida Milly Lacombe.

11 julho 2026

Milly Lacombe e uma análise certeira sobre o que se tornou a seleção brasileira de futebol.

Difícil dizer se é pior ter de ver o arremedo de futebol cometido pelos boleiros do time da entitulada seleção brasileira dos atuais dias. Ou se é pior ter de assistir ao triste espetáculo de ódio racial e xenofobia numa Copa de torcidas marcadas pelo mais abjeto racismo explicitamente cometido não por fulvos nórdicos ou qualquer outro europeu desmelaninado, mas por argentinos e congêneres, viventes latinos, sulamericanos miscigenados que se creem arianos colonizadores. Saudades muitas, muitíssimas. de Don Diego. Talvez pior que tudo seja ter de escutar toneladas de insanidades proferidas por ególatras investidos nó papel de comentaristas que acreditam serem PHDs em análises futebolisticas, emitindo opiniões do mais elevado grau na pirâmide de conhecimentos. Ainda bem que nem tudo está perdido. Aqui e ali pode-se escutar análises fundamentadas, lógicas, lúcidas. Como essa da Milly Lacombe. Grazie mille, Milly.


09 julho 2026

Para os que bradam contra jogadores de ascendência africana em seleções europeias saberem.

Como paulistano 'importado' por Mussolini se tornou primeiro brasileiro campeão

Imagem mostra o rosto do ex-jogador Anfilogino Guarisi na década de 1930

Crédito,Arquivo/SS Lazio

Legenda da foto,Anfilogino Guarisi, que integrou a seleção italiana no Mundial de 1934, ainda é uma figura relativamente desconhecida no país em que nasceu e viveu
    • Author,Fernando Duarte
    • Role,Do Serviço Mundial da BBC
  • Published
  • Tempo de leitura: 6 min

Quem foi o primeiro brasileiro a levantar a Copa do Mundo? Se essa pergunta surgir em um quiz, você é bem capaz de responder com o nome de Hideraldo Bellini, o zagueiro capitão da seleção brasileira no Mundial da Suécia, em 1958 – e devidamente imortalizado com uma estátua na entrada do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Mas há uma "pegadinha": de certa maneira a honra coube a Anfilogino Guarisi. Em 1934, o atacante nascido em São Paulo fez parte da equipe italiana que sediou — e conquistou — o Mundial daquele ano para a Azzurra. Tudo graças a uma operação de "importações" de jogadores sul-americanos chancelada por ninguém menos que o ditador Benito Mussolini.

Mussolini, uma figura chave na criação do fascismo, governou a Itália com mão de ferro entre 1922 e 1943. Foi com sua aprovação que o país conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo de 1934, a primeira a ser realizada na Europa. O homem conhecido como Il Duce também não se opôs ao pedido do técnico da seleção, Vittorio Pozzo, para que a Azzurra se reforçasse de jogadores sul-americanos descendentes de italianos.

Mussolini discursando em um comício nas cercanias de Roma em 1934

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Mussolini aprovou a naturalização de sul-americanos para reforçar a seleção italiana no Mundial de 1934

Injeção de 'sangue novo'

Na época, o futebol não tinha regras rígidas de elegibilidade para seleções nacionais, que só surgiram em 1962.

"A Itália tinha — e ainda tem — um sistema de nacionalidade baseada no sangue. Descendentes de italianos nascidos no exterior são considerados parte de uma nação que transcende as fronteiras do país," explica o historiador britânico Simon Martin, radicado em Roma, e especialista na história do 

Autor do livro Futebol e Fascismo: O esporte nacional sob Mussolini, lançado em 2004, Martin ressalta uma diferença crucial entre o fascismo e o regime nazista alemão em sua visão de raça."O fascismo considera que você fortalece a raça italiana trazendo esse sangue diferente, o que é o oposto da eliminação proposta pelos nazistas."

Pôster da Copa do Mundo de 1934

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,O regime fascista italiano viu na Copa de 1934 uma oportunidade preciosa de propaganda

O controverso e celebrado Monti

Naquele momento, a América do Sul reinava no futebol. O Uruguai havia ganho o Mundial de 1930 e sido medalha de ouro em duas Olimpíadas consecutivas (1924 e 28), ao passo que a Argentina era vice-campeã mundial e olímpica. Tanto Brasil como Argentina tinham sido o destino de milhares de imigrantes italianos a partir do final do século 19 e já tinham mais de uma geração de oriundi (descendentes).

Foi assim que quatro argentinos, os atacantes Raimundo Orsi, Enrique Guaita Attilio Demaira, bem como o meia defensivo Luis Monti, receberam contratos lucrativos em clubes italianos e a cidadania. A partida de Monti foi um golpe duro para os argentinos, apesar de sua relação com torcedores e a imprensa ter azedado após o Mundial de 1930.

Ele foi um dos primeiros heróis do futebol do país sul-americano. Foi um dos destaques da seleção albiceleste no Mundial, mas teve atuação discreta na final, vencida pelos uruguaios por 4 a 2.

Especulou-se que o meia jogara lesionado e que recebera ameaças de morte antes da partida. A decisão de deixar o país para ir jogar na Juventus esfregou mais sal ainda nas feridas — virou lugar-comum na época acusar o jogador de ter traído o país.

Luis Monti (centro) posa com a seleção italiana antes de uma partida pelo Mundial de 1934

Crédito,Getty Images

Legenda da foto,Monti (centro) tornou-se a primeira — e última — pessoa da história a disputar finais da Copa do Mundo por países diferentes

Sonhos frustrados em 1930

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Fim do Promoção Agregador de pesquisas

O convite de Pozzo também foi estendido ao brasileiro Guarisi. Embora a seleção brasileira estivesse longe do respeito que hoje impõe, tendo sido eliminada na primeira partida na Copa do Mundo de 1930, o ponta-direita era ídolo na Itália.

Nascido em São Paulo em 1905, Guarisi jogara pela Portuguesa e o extinto Paulistano antes de se juntar ao Corinthians e ganhar três títulos paulistas consecutivos entre 1928 e 30. Era nome cotado para representar o Brasil no primeiro mundial e já havia jogado quatro vezes pela seleção brasileira. Só não contava com a briga entre os dirigentes esportivos de São Paulo e Rio de Janeiro — uma rusga que resultou em um boicote à seleção pelos paulistas.

Em 1931, Guarisi aceitou uma proposta da Lazio, clube de Roma que tinha ninguém menos que Mussolini como torcedor. Fez parte do que ficou conhecido como "Brasilazio", um grupo de diversos oriundi brasileiros que defendeu a equipe romana entre 1931-35. Mas o ponta-direita, filho de mãe italiana, foi o único a integrar a Azzurra no Mundial de 1934.

Enrico Guaita empurra a bola para o gol na vitória por 1 a 0 sobre a Áustria pelas semifinais do Mundial de 1934

Crédito,AFP via Getty Images

Legenda da foto,O argentino Guaita (centro), um dos argentinos "importados" pela Itália, marcou o gol da vitória da Azzurra na semifinal contra a Áustria, em Milão

Estava claro que a Itália e Mussolini tinham grandes expectativas para o torneio. Além de um programa de obras que incluiu a construção de quatro novos estádios, por exemplo, o governo fascista subsidiou custos de transporte e acomodação para as seleções visitantes. Também montou uma máquina de propaganda com o objetivo de alardear as supostas benesses do fascismo para o mundo.

A seleção precisava fazer sua parte. Diversos livros sobre a história da Copa do Mundo falam sobre um suposto telegrama com a assinatura de Il Duce recebido pela equipe na véspera da final contra a então Checoslováquia. "Vençam. Ou morram," teria sido a breve mensagem. Em entrevistas à mídia argentina décadas mais tarde, uma das netas de Monti, Lorena, contou que o avô estava ciente de que saltara do frigideira para a fogo.

"Ele me contava que, em 1930, queriam matá-lo se vencesse. Em 1934, matariam-no se perdesse," disse ela.

'Havia 11 homens dentro de campo'

Guarisi jogou a primeira partida da Itália no torneio — uma vitória por 7 a 1 sobre os EUA —, mas se machucou no fim da partida e não participou das quatro partidas restantes, incluindo um controverso jogo contra a Espanha nas quartas-de-final que ficou marcado por acusações de favorecimento aos anfitriões.

Em uma rara entrevista à extinta revista Cruzeiro em 1958, pouco antes da Copa do Mundo vencida pelo Brasil — e que revelou ao mundo um então adolescente Pelé —, Guarisi rejeitou sugestões de favorecimento.

"Havia 11 homens jogando futebol dentro de campo," Guarisi declarou.

Na final, a Itália consagrou-se campeã com uma vitória de 2 a 1 sobres os tchecos.

Foi o início de uma década mágica para o futebol italiano: a Azzurra foi ouro nas Olimpíadas de Berlim (1936) e conquistou o bicampeonato mundial em 1938, derrotando o Brasil na semifinal.

Guarisi se prepara para chutar a bola, observado por um adversário, durante uma partida da equipe italiana Lazio

Crédito,Arquivo/ SS Lazio

Legenda da foto,Guarisi (à direita) jogando pela Lazio nos anos 30

Guarisi já não estava mais a serviço da seleção. Voltara ao Brasil em 1936 e fora recebido como ídolo no Corinthians. Teve uma segunda passagem pela Lazio em 1938 antes de se juntar ao Palmeiras, onde se aposentou em 1941.

Passou o restante de sua vida cuidando de uma mercearia na capital paulistana, afastado do mundo do futebol. Na rara entrevista que deu à revista Cruzeiro, o ex-jogador revelou seu desejo de que o Brasil ganhasse o título.

"Ser o único brasileiro com o título de campeão mundial de futebol é uma glória que não quero ter sozinho, disse. "

O brasileiro morreu em julho de 1974, aos 68 anos. Seu desejo já tinha sido atendido por Pelé & cia em três ocasiões (1958, 62 e 70). Já a Argentina teria que esperar outros quatro anos para finalmente colocar as mãos na taça.

Depois de Guarisi, mais de 40 brasileiros disputariam a Copa do Mundo por outras seleções que não a brasileira. Nenhum, porém, foi campeão.

( Texto transcrito da BBC NEWS BRASIL)

03 julho 2026

Copa do Mundo, seleção brasileira, extremismo político, fanatismo religioso.

     Um amigo compartilhou em seu perfil de uma rede social o texto abaixo que li e gostei muito por entendê-lo lúcido, consciente, pertinente e vindo em momento mais que propício. Para que vocês leiam e avaliem, reparto agora com vocês, fiéis, atilados e mui amados leitores.

"COPA: ESTAMOS CONDENADOS A TORCER POR FANÁTICOS RELIGIOSOS

Dos 26 convocados da Seleção Brasileira que vão disputar a Copa do Mundo no Qatar, a ampla maioria dos jogadores tem lado político bem à direita. Outros tantos só sabem agradecer à Deus pelos seus gols e conquistas. A cada vitória dos profissionais da bola evangélicos, frases como "foi o Senhor que me permitiu...", "quero agradecer à Deus por essa vitória...", "Jesus me ajudou neste caminho...". Palavras de agradecimento aos massagistas, roupeiros, porteiros, maqueiros e funcionários dos clubes e da CBF são raras. O próprio caminho trilhado da miséria à glória de muitos desses atletas dificilmente será lembrado pelo esforço próprio e pela luta daqueles que acreditaram e investiram neles. Mais fácil atribuir tudo à Deus de joelhos no gramado e com o dedo apontado para o céu. Fico imaginando se fossem os jogadores árabes à beijar o chão por Alah a cada gol marcado, que escândalo!          Estamos fadados a torcer para uma seleção de jogadores de futebol que mais parecem ter saído de um culto da Assembleia de Deus. A camisa verde e amarela, outrora patrimônio de um povo sofrido e trabalhador, carrega hoje o cheiro e a imagem de tudo aquilo que o Brasil mereceria se livrar: o fanatismo religioso e a intolerância social.                    Se ganhar, bem. Se não ganhar, amém."

(Gorete Lopes)

18 junho 2026

O Fundamentalismo neopentecostal, Israel,Teoria do Domínio: a periculosa mudança teológica que ameaça o Brasil e o mundo.

Um dos mais danosos equivocos da humanidade é julgar que as religiões e líderes religiosos são inquestionáveis fontes de benevolência, de verdade, uma ponte segura entre os fiéis e a deidade em que creem, bem como uma porta aberta para um sagrado reino divino que almejam desfrutar. Os mais atilados sabem que não é bem assim. As religiões por vezes podem ocultar sórdidas manipulações, ganâncias financeiras estupendas, líderanças maléficas e perigos de consequências inimagináveis. A propósito, assistam ao vídeo abaixo.

08 junho 2026

Futiból, a grande Paichãu Nassionau, Caetano Veloso, e tudu çerto nu Brazil .

A arte que modesta, insistente e mui temerariamente busco produzir divido entre o tentar escrever, o buscar desenhar e o pretender pintar. Quando enveredo pelo desenho faço cartuns, quadrinhos, ilustrações. Ao pintar, por vezes incorporo um pouco, só um pouquinho, do espírito critico que transita pelos cartuns como bem se pode entrever pela pintura que ilustra esta postagem construída com tons verde e amarelos almejando me valer do subliminar para dizer que nessa auriverde nação as coisas estão certas, muito certas, tão certas como dois e dois são cinco, como nos versos da formidável canção do formidável Caetano Veloso. Também busco inspiração no regional e no cotidiano urbano. Outra temática recorrente na pintura que faço é mesmo o chamado esporte bretão, o futebol, essa grande passione do povo nada bretão que habita este país afro-luso-indígena, malgrado alguns retumbantes fracassos da nossas mais recentes seleções canarinho, tanto em nossos estádios como em outras praças de esportes mundo afora. Os atuais boleiros que vestem a camisa amarelo-canário do dito escrete nacional, muitos vinculados às biliardárias multinacionais do esportes, estão mais para popstars que para atletas de induvidoso respeito. Como nunca é demais citar o iluminado Caetano, tais boleiros contemporâneos não são proveito, são pura fama. Todos, de forma mui conveniente, usurfruem do conceito extremamente positivo construido com méritos por gerações formadas por grandes jogadores que os precederam décadas atrás. Não nos esquecemos de que de 1958 a 1970, disputando quatro Copas do Mundo a seleção canarinho ganhou nada menos que três, deixando os torcedores de todo o planeta extasiados, siderados, apaixonados. Tempos mágicos de Garrincha, de Pelé e outros garbosos cracaços que em épocas outras vestiam a camisa do Brasil com raro talento e, sobretudo, com honra, fibra e genuíno orgulho pátrio. Bons tempos, bons tempos!
230110

22 maio 2026

Minha Pátria é minha língua. E de Fernando Pessoa, de Caetano, de Chico Buarque, de Pasquale, de Adoniran.

 
Moro longe, pra lá da Conchichina. Tenhor pavor de pastor alemão e de gripe espanhola. Tenho mania de comer pão francês com molho inglês . Nunca dirijo um Toyota, um Mitshubishi ou veículos da Asia Motors quando em mão inglesa. Democracia? Plebiscito? Tertius? Pra mim vocês estão falando grego. Loja de artigos de R$1,99: eis o verdadeiro negócio da China. Pra consertar guitarra baiana, uso chave inglesa. Tive um canário belga que cantava Brasileirinho. Você costuma comer americano? Eu prefiro traçar o bacalhau da bela portuguesa, quer dizer, um belo bacalhau à portuguesa. Empresas judias jamais adotam semana inglesa. Em Milão todo bife é à milanesa. Na Ásia toda febre é amarela. Na Rússia toda salada é russa. Na França todo beijo é francês. Na Turquia todo banho é turco. Aliás, nesse calorão, banho turco grátis é presente de grego. Só falsos amigos nos servem uísque paraguaio. Quem tem boca vai à Roma e come pizza alla napolitana. No Japão faça como os japoneses e nunca peça bife à cavalo, mesmo porque você pode acabar comendo basashi, que é um sashimi feito com carne de equino e aí sua indigestão pode ser cavalar. E, a propósito, estando em certas regiões da China jamais peça um cachorro-quente. Você pode ter uma surpresa pouco agradável quando lhe trouxerem o prato. Meu parco francês é só pra inglês ver e quando a coisa está ficando russa eu saio à francesa.
(040214)

14 maio 2026

Mulher de Touro no Horóscopo de Vinicius de Moraes


O que é que brilha sem ser ouro?
- A mulher de Touro!
É a companheira perfeita
Quando levanta ou quando deita.
Mas é mulher exclusivista
Se não tem tudo, faz a pista.
Depois, que dona-de-casa...
E à noite ainda manda brasa.
Sua virtude: a paciência
Seu dia bom: a sexta - feira
Sua cor propícia: o verde
As flores dos seus pendores:
Rosa, flor de macieira.
(090515)

12 maio 2026

A procissão da Boa Morte, andores e amores.

Bete olvidou o beijo que da minha nebulosa memória jamais se apagou e em algum cantinho ermo e penumbroso de suas lembranças empilhou, desinteressada, as palavras de carinho que lhe disse e o beijo que trocamos frente ao Castro Alves que até hoje em minha mente trago claro como o mais claro dia de sol. Bete tinha uma moto e com ela tanto cruzou ruas, alamedas e avenidas que findou por descobrir uma recôndita vereda que conduzia ao beco sem saída do meu coração. O capacete que usava escondia dos outros seu rosto mas não ocultava de mim seu sorriso (ai!) e seus lindos olhos ciganos(ui!). Toda mulher é uma multidão. Ser múltiplo pela própria natureza, quem lhe adivinha os inescrutáveis pensamentos? Quem decifra seu sorriso após a lágrima sincera que derrama? A insondável origem de sua força surgindo de sua aparente fragilidade para vencer a mais forte das humanas tormentas, quem pode explicar? No amor, entre gestos de recato, volúpia e devassidão. Na noite tépida, adormecida, a mão sobre o púbis, quem há de antecipar os sonhos que há de sonhar entre lençóis de branco linho? Como prever o que dirá e fará cada uma das mulheres dentro de toda mulher? Não adivinho as palavras e gestos de Bete, pura recusa aos meus apelos. E vejo atônito que essa moça, de um dos oito casacos que usa para se proteger do frio intenso de Cachoeira, puxa a mais afiada das cimitarras e trespassa num golpe seguro minha alma geminiana, romântica como um perro gitano uivando ao plenilúnio. Mesmo inerme e letalmente ferido, dela ainda quero voltar a sentir o gosto do beijo que numa noite de estio embevecido provei e que trago em meu peito guardado a sete chaves, oito trancas e nove pega-ladrões. Movo minha boca ao encontro da sua mas ela volve o rosto negando-se. Puxo-a pela cintura e colo seu corpo ao meu mas é nítido que seus pensamentos escapolem, descem e sobem as ladeiras de Cachoeira e já dobram a esquina acompanhando, entre cânticos, turíbulos, escapulários, terços e andores a procissão da Irmandade da Boa Morte. E eu, o ouvido surdo de sons, a boca muda de palavras, os braços vazios de gestos, quedo-me só no meio da praça enlaçado a um corpo deserto de alma. Bete sorriso (ai!). Bete de olhos ciganos(ui!). Bete tantas mulheres, uma multidão. Em disparada, pisoteando, aniquilando meu quase inocente coração.                              (150810)

09 maio 2026

Béu Machado, Caetano Veloso, Goethe

Sempre relembro Béu Machado, sempre vale a pena que todos relembremos Béu. Amiúde me vem à mente seu jeito calmo de poeta, quase anônimo, fingindo-se igual aos viventes outros, malgrado o talento imensurável para versejar, criar frases. Contrariando Caê, que diz que só se pode filosofar na língua de Goethe, Béu filosofava em muito bom soteropolitanês. Seu humor, carregado de dendê e pimenta dedo-de-moça, algumas vezes era pura molecagem e outras ocultava, por trás de uma aparente despretensão, uma profundidade que a muitos certamente poderia escapar. O humor béumachadiano e sua filosofia podem ser percebidos a olho nu em frases como estas que aqui reproduzo para matar as saudades do poeta, do frasista, do vizinho na Boca do Rio e do amigo cortês e espirituoso.
***** O fato de marcianos virem periodicamente à Terra só prova uma coisa: não existe vida inteligente em Marte.
***** O açougueiro cortou a parte que eu mais precisava: meu crédito.
***** "Saúde de ferro!", disse o médico, desenganando o hipocondríaco.
*****De lascar é quando a bola bate no pau sem chocar na trave.
***** De nada adiantou eles ordenarem que eu me calasse. Heroicamente continuei gritando "Ai!"
***** Desisti de desafiar o Mike Tyson. Os motivos são de força menor.
***** Desta vez vai correr sangue: aumentaram os preços dos absorventes!
***** Ler Proust é uma perda de tempo.

Ah, que grande, que imensurável falta nos faz Béu Machado.!     (291114)