20 dezembro 2014

Rodney Pike, Mr. Bean, Barack Obama, Raul Castro, Natal

Já postei aqui nesse bloguito trabalhos do ótimo caricaturista norte-americano Rodney Pike. Como já tem um tempinho que não posto nada dele, aproveito o clima de Natal que paira no ar para postar esse belo trabalho que saúda as festas natalinas através de uma imagem da Santa Mãe tendo aos braços seu Santo Menino, ambos feitos por Rodney com seu traço soberbo, suas cores refinadas e seu humor apurado que fica evidente ao vermos que ele utilizou como modelo ninguém menos que Rowan Mr. Bean Atkinson. Postei ainda uma bela caricatura de Barack Obama que - nesse mês em que as pessoas mundo afora comemoram o nascimento de Jesus Cristo, imbuídas de um maior sentimento de boa vontade - de forma inteligente e elogiável anuncia ao Mundo que a partir de agora os Estados Unidos e Cuba reatam relações diplomáticas, o que já não era sem tempo, afinal os EUA já haviam reatado suas relações com a Rússia, coisa bem mais difícil. Obama mostra ser um Presidente com personalidade através de um gesto humanitário, bem a calhar com a ocasião, que ajudará a melhorar em muito a imagem dos EUA na América Latina. A partir de agora, se quiserem, os americanos podem conseguir petróleo de boa qualidade pertinho, com seus vizinhos de Cuba. E de quebra comemorar the american way of life fumando charutos cubanos, os melhores do Mundo. Congratulations to Obama. Congratulations to Master Rodney Pike.
http://rodneypike.com/

Jayme Leão, um felino que é um ofídio / Pintando o Set 3

Jayme Leão sempre foi cobrão. Eis que numa ensolarada tarde, no Recife dos rios cortados de pontes, dos bairros das fontes coloniais, em um dia hoje distante, essa fera traçou com um singelo bolígrafo esta carica minha mostrando-me em plena azáfama cartunística e caricaturesca como é do meu consueto proceder. Grande Jayme Leão, autêntico rei do traço na jângal da paulicéia desvairada!
( publicado originalmente em Dezembro de 2010)

17 dezembro 2014

Mirando Carmen Miranda

 
Os deuses das artes de século em século nos mandam pessoas cujo talento artístico está acima, muito acima dos demais. Carmen passou pelo mundo de há muito mas ninguém esquceu sua arte marcante, original e insuperável. Até hoje sua imagem e sua criatividade aparecem em filmes feitos nos mais diferentes países por admiradores incondicionais. Ela está em um filme do genial Woody Allen, na abertura de um dos filmes da série Pantera Cor de Rosa com o incomparável Peter Sellers, em um belo cartum da Betty Boop ou do Tom & Jerry, Bob Esponja ou em tantos mais . Taí, você fez tudo pra gente gostar de você, Pequena Notável. E com prazer milhões de pessoas tinham mesmo que lhe dar seus corações. Eu incluso. Por isto mesmo a todo instante estou traçando, desenhando, pintando sua figura carismática tão admirada por povos de todo o orbe numa homenagem modesta mas plena de sincera admiração. Tudo porque ai ai ai ai ai ailaiqueiú verimuche iú ar tu tu tu tu tu divaine.

13 dezembro 2014

Lucien e Sigmund são Freud




Quando as gentes do mundo se perdem ao buscarem explicações para coisas d'alma humana aparentemente insondáveis, soem dizer "Freud explica."  Mister se faz esclarecer que o Freud evocado nesta ocasiões é o Sigmund, apodado de "Pai da Psicanálise". Seu neto, Lucien, honrou o sobrenome e tornou-se também uma celebridade mas não pela via da Psicanálise. Era artista plástico e faleceu em julho deste corrente ano de 2011. Chamado por um respeitado crítico de "o interpréte da carne e da psique humana na pintura", Lucien jogava na tela tintas pesadas, empunhava seus pincéis com segurança e fúria fazendo dali surgirem figuras em atitudes e situações que o avô famoso teria que se virar mais que dançarino de Hip-hop e usar de toda sua sabedoria psicanalítica para poder explicar ao mundo o que os trabalhos do neto podem almejar dizer. Alemão de nascimento, Lucien foi criado na Inglaterra onde fora morar aos 10 anos de idade e como cidadão britânico viveu até aos 88 anos. Um tempo bastante razoável para incomodar o conservadorismo britânico e do restante do mundo, os artistas amantes da mesmice que povoam o planeta e a caretice geral que assola a raça humana neste imenso orbe.
Para ver mais trabalhos do fabuloso Lucien Freud, basta uma navegada básica na Net, por exemplo, acessando
http://afluoxetina.wordpress.com/
(postado em 19 setembro 2011)

07 dezembro 2014

Pablo Lobato traçou até Xuxa Meneghel!

1. Cabeludos de Liverpool rides again 2. Teórico relativo 3. O filho de Joseph Jackson 4. Um argentino que entrou para a História como herói 5. Um argentino que entrou para a História como vilão ( ao fundo, a loira ex de Pelé )
E para vocês, só para vocês, caros, preclaros e fiéis leitores desse bloguito posto mais uma linda coleção de caricaturas do grande dibujante argentino Pablo Lobato, traço excelente, cores excelentes e excelente composição gráfica. Salve, salve Pablo Lobato!

O versátil Jim Hopkins, talento do traço e das cores

 
E já que falei em postagem anterior sobre a versatilidade do trabalho do caricaturista, ilustrador e pintor norte-americano Jim Hopkins, volto à carga em nova postagem para mostrar um pouquinho do que Jim é capaz de realizar com lápis, papel, tinta ou um PC na mão. Nem é preciso repetir que gosto muito do trabalho do cara. Por isso mesmo, sempre dou uma olhada nos blogs em que ele posta mostras do seu trabalho que, como já disse, não se resume ao desenho de caricaturas. Jim Hopkins é um artista completo, de incontestável talento, como se pode ver nos desenhos contidos em seu sketchbook que ele, generosamente, reparte conosco, como essa maravilhosa série feita a lápis mostrando prosaicos calçados, desses que os viventes costumam usar no dia-a-dia. Singelos tênis e sapatos que são desenhados em ângulos diversos, com a força do desenho de Jim resultam em um belíssimo trabalho. De quebra, paisagem e modelo vivo. Depois de degustarem essa pequena amostra, vale a pena clicar nos links e curtir mais o trabalho belo e diversificado de Jim Hopkins, um mestre norte-americano que marca sua presença numa terra de muitos mestres do desenho.
Links para trabalhos de Jim Hopkins:
http://mugitup.blogspot.com
http://icecreamnobones.blogspot.com
http://www.aboutfacesentertainment.com/entertainers/caricature-artists/l/united-states/new-york/new-york-city-metro/new-york-city-ny/jim-h-caricature-artists.html

Jim Hopkins, um caricaturista e sua arte

1. Audrey Hepburn, a mais bonita de Hollywood 2. O ghostbuster Bill Murray 3. Jack Nacho Libre Black 4. O emblemático casal Obama
Gente de todo o planeta adora ver um belo trabalho de caricatura recheado de humor e habilidosa técnica de desenho.  Eu próprio sou fã de diversos profissionais da área que estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. Nos Estados Unidos há uma interminável quantidade deles e gosto de vários. Por exemplo, curto muito o trabalho do versátil Jim Hopkins que além de ilustrador e pintor é um caricaturista dos melhores como se pode ver nas artes aqui postadas. Great Jim Hopkins!
Links para os trabalhos de Jim:
http://mugitup.blogspot.com
http://icecreamnobones.blogspot.com
http://www.aboutfacesentertainment.com/entertainers/caricature-artists/l/united-states/new-york/new-york-city-metro/new-york-city-ny/jim-h-caricature-artists.html

02 dezembro 2014

Cleomar Brandi: a última saideira e o velório mais alegre do mundo

Conforme escrevi na postagem anterior a esta, o jornalista e poeta baiano Cleomar Brandi faleceu há pouco. Enfermo, já sabendo antecipadamente que iria morrer, deixou uma carta para ser distribuída aos seus amigos, participantes da cerimônia de seu sepultamento, em que faz saber a estes amigos que, ao saírem do cemitério depois da referida cerimônia, não deveriam retornar de imediato aos seus lares, devendo antes se encaminharem todos a um determinado bar para ali, juntos, beberem em uma derradeira homenagem ao amigo que partia desse mundo sem mágoas ou tristezas. Para tal deixava devidamente pagas as bebidas e dava a todos ciência disto. Destes seus amigos só queria a presença e a alegria para uma autêntica festa de despedida. Vai aqui, na íntegra, o texto de Cleomar contido em sua derradeira missiva:
"A última saideira"

"Um dia, uma noite, algum boêmio sempre pede a saideira e os garçons nunca gostam dessa história. Mas, o certo, é que sempre chega a hora da última saideira. Dessa vez, chegou minha hora, meu último gole.
Eu, pessoalmente, não diria que estou indo contrariado. A hora e a vez de Matagra. Afinal de contas, soube beber com sede de aprendiz o melhor que havia na taça que a vida me ofertou. Uma taça lavrada, rescendendo a conhaque.
Nadei nas águas mornas de Arembepe, conheci Raulzito quando ele ainda se juntava aos seus Panteras, com Thildo Gama e outros, vi Caetano, Moraes Moreira, Pepeu no encontro de trios, enquanto o poeta apontava com a mão a Baía de Todos os Santos. Arpoei caramuru, tirei polvo da toca, garanti as moquecas da minha adolescência, fui recordista de natação, ungido por Oxalá.
Fui bom de porrada, fiz meu nome nas turmas de rua do Lago dos Aflitos, joguei futebol e, nos babas, ganhei o apelido de “Leonam” onde sou conhecido assim até hoje. Fui batizado nos puteiros da Ladeira da Montanha, conheci Mestre Pastinha e Mestre Bimba, vi meu “Bahêêêa” ganhar para o escrete do Santos e Waldemar Santana encher Hélio Gracie de porrada.
Conheci os mistérios dos becos e ladeiras da velha Salvador, fui amigo de Cid Teixeira, Capinan, Guido Guerra e Luís Orlando, encarei dois anos de internamento no Hospital das Clínicas, tive febres diárias, colecionei escaras coloridas, vibrantes e sangrentas, decepcionei laudos médicos, busquei o tempo que eu queria da minha vida.
Um dia, uma brisa morna me carregou para o colo da bela Aracaju, onde eu soube ser feliz, no tempo que me restava. Aqui, bebi os melhores conhaques da minha vida, amanheci nas libações madrugadoras com o amigo-irmão José Eduardo Sousa, soube ouvir o violão de Pantera, a melodia de Paulo Lobo, o blues de Soyan, as conversas de Mariano e Bel nas andanças do Imbuaça. Aqui, plantei amigos, colhi irmãos, como o grande parceiro Gilson Sousa. Aqui, ouvi a melodia do Cataluzes, comi o melhor pirão de caranguejo do Pastelão, me fartei dos mistérios culinários da cozinha de Camilo.
Nessa terra, amei mulheres que reverencio até hoje. Fiz poemas para algumas, embriaguei-me com outras. Como esquecer do sorriso de Arlinda, que ganhou o mundo e acabou na Sorbonne? Como esquecer do sorriso sacana de Ana Paula? E os finais de tarde no Mosqueiro? E o chiado da tainha na frigideira do Bar de Nem? E a amizade terna da turma do JORNAL DA CIDADE e da Aperipê TV.
Como esquecer da lealdade de meus irmãos a vida inteira? E de Christina Brandi, cunhada que se tornou irmã? E da cumplicidade do irmão Chico Neto, que trilhou a vida inteira os caminhos do bom jornalismo, ético e honesto?
Um dia, o velho barril de carvalho pinga sua última gota de conhaque. E o poeta se despede de tudo, sem tristezas nem vexames. Apenas sabendo que cumpriu seu papel com dignidade, com honestidade e com um brilho de crianças nos olhos.
Quem sabe, eu encontre o amarelo dos girassóis nesse novo caminho?
PS: Os amigos estão convidados para a última saideira no Bar do Camilo, assim que terminar o sepultamento. Já está pago."

Cleomar Brandi.
(Primeira postagem neste blog em 09 de agosto de 2011)