21 julho 2017

O rumoroso caso de amor entre o jornalista Gonçalo Júnior e sua Nona

É com o precípuo escopo de tirar onda de gostoso e posar de intelectual versado em assuntos os mais diversos que passo uma razoável parte do meu tempo lendo o que bons autores escrevem. Não há qualquer intenção nobre nisto tudo, acreditem, pios leitores, trata-se de meu rotundo e insaciável ego querendo alimentar-se de afagos e salamaleques, mesmo que através de mui imerecidos elogios. Já confidenciei a vocês mas, por garantia, mister se faz que eu volte a confidenciar, que ao assim proceder, lendo um razoável número de livros acabei desenvolvendo alguns traquejos e adquirindo certa prática para bem saber discernir entre os que são de fato bons autores e aqueles que equivocadamente julgam que o são. Por exemplo, em matéria de competência, quando o papo são as Histórias em Quadrinhos, não vacilo, leio uma fera que domina o assunto de nome Gonçalo Júnior, respeitadíssimo na área. Gonçalo é jornalista, escritor com muitos livros já publicados, argumentista de HQs, pesquisador incansável e é íntimo das palavras e do vasto universo dos quadrinhos. Tem uma ampla cultura geral o que lhe dá embasamento para tratar com propriedade de assuntos diversificados, conhece os terrenos em que pisa. E não lhe falta coragem para colocar o dedo na ferida quando necessário, não se limitando a ser um mero repassador de releases fornecidos por políticos ou editoras, hábito tão em voga nos tempos hodiernos. Se na História oficial há algo oculto nas entrelinhas, Gonçalo traz à luz, não acredita em determinadas verdades absolutas. Se há sujeiras sob o tapete, ele as revela a todos, intimorato que é, cônscio que é, ético que é. A participação de alguém como Gonçalo só faz enobrecer a chamada Nona Arte, pela qual nutre imenso amor e evidente apreço. Seu olhar aguçado é guia confiável num mundo que por vezes é pródigo em indesculpáveis equívocos. Vale muito a pena dar uma busca na Internet para se ter contato com os textos de tão brilhante autor ou, ainda melhor, ir a uma livraria de respeito e lá comprar os muito bons livros de sua autoria, entre eles, um dos mais lidos e emblemáticos, A guerra dos gibis. Textos escritos por Gonçalo são leitura imperdível, como se diz nos Cadernos Bês da vida.
(Publicado originalmente em 10/10/2013)

Montaigne, Chico Buarque e o Amor que não pede explicações.

O que faz nascer uma amizade imorredoura? O que move uma paixão desmedidamente extraordinária dentro de nossos humanos corações? O que nos leva a gostarmos tão intensamente de uma pessoa, por vezes tão diversa de nós? Ou a nos apaixonarmos perdidamente por alguém e mantermos com esse alguém um relacionamento que, no dizer do Poetinha, enquanto dura infinito é. Amigos, parentes, conhecidos e desconhecidos, veem essa relação vivida com olhos de quem assiste a algo em que a lógica se volatiliza e se lhes escapa, algo improvável, indefinível, pleno de estranheza, difícil de ser decodificado, entendido, assimilado. Para desvendar esse mistério, buscando um satisfatório entendimento disso, Chico Buarque - compositor, cantor, dramaturgo e escritor - foi buscar a melhor definição nos ensaios de Michel de Montaigne, o célebre escritor, humanista e filósofo da França, sempre a França. Chico conta em um vídeo que, por ser insistentemente questionado sobre o porquê de sua mais que imensa e eterna amizade por outro humanista e filósofo francês, Étienne de La Boétie, cuja morte precoce o levou a escrever o ensaio “Da amizade”, Montaigne disse apenas que gostava dele e ponto. Quinze anos mais tarde, revendo o que escrevera, o escritor acrescentou que gostava do grande amigo “porque era ele”. Outros quinze anos depois fez mais um acréscimo à frase, completando-a definitivamente: “porque era ele, porque era eu”. Chico entendeu como simples porem perfeita a definição dada por Montaigne. Achando que ela também era perfeita para definir a paixão, o amor que sentimos por outro alguém, dela se valeu para compor uma música feita para a trilha sonora do filme brasileiro A máquina, do diretor João Falcão. A essência do que definiu Montaigne está no nome da música: “Porque era ela, porque era eu”. Maravilhoso, formidável Montaigne. Maravilhoso, formidável Chico Buarque.
)
(04/09/16)

Jacques Tati, Monsieur Hulot, a França, o Humor maior / Uns caras que eu amo 6

François Truffaut, Jean-Luc Godard, Allain Resnais, Luc Besson, Louis Malle, Claude Lelouch, Jacques Tati. Mon Dieu!, mon Dieu!, são tantos e tão fantásticos os cineastas que a França já produziu! Reunidos aos mais formidáveis atores franceses, esses cineastas nos brindaram com magníficas obras que engrandecem essa arte maior que é o Cinema, produzindo ricos trabalhos nos mais diversos estilos e gêneros, estando entre eles as mais hilárias comédias. Um bom cinemaníaco que teve a fortuna de ver na grande tela do cinema uma comédia francesa feita por diretor e comediantes de elevada qualidade, jamais haverá de esquecer o que viu. Digo isso e penso logo no sempre surpreendente Jacques Tati, diretor, argumentista, roteirista e ator de formidáveis performances humorísticas que brindou o universo do cinema com inolvidáveis filmes que qualquer candidato a cinéfilo juramentado deve urgentemente assistir. Jacques Tati pode ser chamado de genial que não haverá nenhum exagero nessa assertiva, tão maravilhosamente criativos são seus trabalhos cinematográficos. Seu humor, cuidadosamente estudado, arquitetado, pesado, medido, contém mensagens sutis que revelam o olhar crítico do autor, sendo brilhantemente raro, fugindo dos maneirismos e dos lugares comuns, do humor fácil e rasteiro de certos autores que, equivocadamente, intentam seduzir o público valendo-se de recursos óbvios e criativamente paupérrimos. O humor de Tati é único e caminha por vias próprias, permanecendo no patamar mais elevado da criatividade, diferenciado, pleno de ineditismos, sofisticado, meticuloso, surpreendente. Valendo-se muitas vezes de Monsieur Hulot, seu alter ego, Jacques Tati produziu verdadeiros tesouros do Humor de da Arte. Difícil escolher qual o melhor de seus trabalhos. Pessoalmente adoro “As férias do Monsieur Hulot”, rodado em P&B, uma película para se assistir prazeirosamente um bilhão de vezes, com atenção aos seus pormenores, intentando deslindar cada detalhe mais recôndito concebido pela genial mente de Tati, valendo-se do impensável, de personagens cativantes e gags engraçadíssimas, da música e dos efeitos sonoros, com os quais uma porta pode adquirir status de personagem. Tudo isso vale também para “Playtime” e “Meu tio”. Para quem é fã desse cineasta francês, uma grande alegria foi saber que em 2010 foi produzido uma maravilhosa animação franco-britânica chamada “L’illusionniste”, no Brasil foi batizado de "O mágico". Esse belíssimo trabalho de animação que ganhou, entre outros notáveis prêmios, o César de animação em 2011, foi feito com argumento de Sylvain Chomet, a partir de uma obra inédita de Tati, sempre brilhante e atual. Uma homenagem à altura do fantástico cineasta, ator e ser humano, Jacques Monsieur Hulot Tati.
(25/08/16)

19 julho 2017

Yuri Lima, artista plástico que mantém viva a bela arte do entalhe

A arte da gravura sempre teve uma forte presença na Bahia. Notadamente a xilogravura onde despontaram grandes nomes, habilidosos gravuristas, notáveis entalhadores. Entalhar é arte que requer do artista grande habilidade no manejo da goiva, que não admite erros ao escavar a delicada madeira. H. Lima, foi um dos maiores entalhadores aqui desse afrotorrão, sendo tão bom quanto artistas consagrados que adotaram tão notável arte como forma de expressão, como por exemplo Calazans Neto e Edízio Coelho que nela fizeram fama. Em sua maioria, os artistas plásticos baianos atuais parecem ter colocado de lado a xilogravura e o entalhe, talvez pelo fato de entalhar ser uma arte que requer um considerável esforço maior ou talvez por optarem por novas formas de expressão. Qual não foi minha surpresa ao saber que o artista Yuri Lima estava mostrando seus trabalhos entalhados em madeira e pintados com tinta acrílica. Surpresa em dobro e agradabilíssima, já que Yuri é filho de H. Lima e seguidor de sua arte de bem manejar a goiva e os pincéis. Fui ver de perto a mostra de Yuri que rolou no Centro Cultural que fica bem ao lado da Prefeitura de Salvador e pude comprovar que ele herdou o talento paterno e seguramente há de trilhar uma carreira tão brilhante quanto à de H.Lima. Aproveitei para posar com os meninos ao lado do artista, próximo a um dos seus trabalhos que certamente cumprem bem a missão de manter viva a bela arte do entalhe na madeira. Axé, Yuri!
(26/09/13)

Yuri Lima e seus entalhes que mostram a Bahia

Nesta informatizada era, grandes contingentes de artistas andam buscando novas formas de expressão em meio a bites, bytes, kilobytes, megabytes, gigabytes. Mas há os que seguem valendo-se de um singelo lápis para passear sua arte pelos caminhos da criatividade. Ou de um trabalhoso bico-de-pena. Ou de pincéis e tintas. Ou de goivas afiadas esculpindo a madeira, como é o caso do meu amigo Yuri Lima, gravador dos bons, como já o fora H. Lima, seu criativo pai, um grande ser humano e talentoso artista que enriqueceu com seus entalhes maravilhosos o panorama artístico desta afrocity chamada Soterópolis. Yuri mostra que traz em seu sangue os genes da boa arte, herdados de H. Lima, seu zeloso genitor. E esses providenciais genes garantem a boa qualidade dos 20 trabalhos de entalhe que Yuri vai expor a partir da próxima segunda-feira, 09 de setembro deste 2013, às 18 hs, no Centro de Cultura da Prefeitura de Salvador, na Praça Municipal ao lado do Elevador Lacerda. Quem gosta de arte entalhada em preto e branco ou em cores deve dar uma passadinha no Centro de Cultura e dar uma conferida no trabalho de Yuri Lima, um seguidor à altura de H. Lima, o cultuado Lima Limão, meu fraterno amigo, um grande entalhador baiano.
(05/09/13)

Gutemberg Cruz e história em quadrinhos: É um pássaro? É um avião? Não, é o Super-Guto!

Desde guri o jornalista Gutemberg Cruz nutre uma imensa paixão pela Nona Arte, popularmente conhecida como histórias em quadrinhos. Ele cresceu e essa paixão cresceu junto. Em épocas de adolescência os amigos da mesma idade se divertiam jogando bola, soltando arraias e pipas, tentando descolar as primeiras namoradas. Enquanto isso, na Sala da Justiça, Gutemberg editava caprichados fanzines sobre HQs que eram sucesso entre os aficionados de todo o Brasil. Santa precocidade, Batman! Para nós, desenhistas, Guto sempre foi um anjo-da-guarda, um grande incentivador, um valioso e incondicional aliado. Organizou diversas exposições com nossos desenhos e com eles editou e publicou jornais, revistas e livros e ainda por cima sempre fez um belíssimo trabalho voluntário como nosso assessor de imprensa, empreitadas árduas até para o homem que veio de Krypton. E nunca recebeu um centavo por isso tudo. Até porque histórias em quadrinhos nunca deram dinheiro a ninguém neste país. Com exceção do pai da Mônica e da Magali, é claro, por méritos seus, trabalhando com afinco até alcançar o Nirvana. Vai aqui um link para você curtir o blog do Guto: http://blogdogutemberg.blogspot.com/ . Guto, véio,  
 receba meu mais fraterno abraço, meu reconhecimento e minha gratidão. Sniff!Burp!Zing!Bang!Crash!Zoom! e Smac! pra você, brode!
(19/07/13)

La polla en verso, Espanha, erotismo e Hilda Hilst fescenina


Da Espanha, a belíssima Espanha, de Pedro Almodóvar e de tanta gente boa, descubro o blog http://lapollaenverso.blogspot.com/ de una chica que se assina apenas d.b e que no perfil se define como uma "periodista, con total autonomia e independencia de los regímenes literarios". De lá extraio estes almodovarianamente singelos e cândidos versinhos que a notável poeta Hilda Hilst, em um dos seus deliciosos momentos fesceninos, certamente assinaria prenhe do mais lídimo orgulho:
Religiosamente tuya
Méteme un dedo por el culo
átame a la silla fuertemente
cómeme la boca y rompe aguas sobre ella
porque hoy es el dia del Corpus Christi
y tú eres el cáliz con el que me alimento.
(10/12/13)

13 julho 2017

Fauna baiana, Soterópolis, gringos


Esta pintura é um painel de uns 2 metros de altura e de quase outro tanto de largura. Com pincéis e tinta acrílica levei um mês trabalhando nele e penso ter tido a felicidade de colocar uma boa mostra de considerável parcela da fauna humana da Bahia da qual sou integrante parte. Baianas preparando acarajé, gente dançando, namorando, mercando, rezando, olhando, nadando, sorrindo, indo, vindo, comendo, bebendo, dizendo, vivendo. Sob proteção de santos católicos e orixás. Um mês. E o resultado foi sentir um enorme prazer vendo o trabalho pronto. Mas não se quedou muito tempo comigo, achou um dono melhor que eu. E se foi para bem distante da Bahia. Queria retê-lo por mais tempo para dar uma zoiadinha de quando em vez, lamber a cria, mas sei que tal pretensão não posso ter. Como disse uma vez o grande artista plástico e meu querido amigo, Lima Limão, para um cliente seu que lhe indagara se tinha muitas pinturas de sua própria lavra dentro de casa: "Quem sou eu, doutor, para ter um quadro meu? Isto é pro senhor que pode".
(17/12/14)

Deus e o Diabo na Tela do Sol!


O cinema norte-americano sempre foi uma arma de aculturamento em nossas cabecinhas tupiniquins. Quando eu era ainda um niño de Jesus ia ao cinema na minha cidade natal, Candeias, e foi através da telona, linda, panorâmica, apaixonante, que a magia do cinema me pegou. E vai daí eu, embevecido, via filmes de cowboys metendo certeiras e mortíferas balas em indígenas que eles nos mostravam como sendo sórdidos, cruéis e nada hospitaleiros com o bom e sempre assaz bem intencionado homem branco americano, sendo destarte merecedores de todos os letais balaços que recebiam em suas rubicundas epidermes. Depois surgiu em cena nosso Lima Barreto abocanhando, em 1953, o prêmio de Melhor Filme de Aventuras do Festival de Cannes mostrando nas telonas de todo o planeta um brasileiríssimo cangaceiro em suas andanças pelo inóspito sertão nordestino. E o mundo inteiro ficou conhecendo o cangaço e os cangaceiros. O sucesso do filme foi muito além do prêmio recebido, sendo exibido com pompas em mais de 80 países, causando furor na Europa. Só na França ficou em cartaz por quase 5 anos seguidos, uma façanha que nenhum blockbuster norte-americano logrou igualar. Pela vereda aberta por Lima Barreto mais tarde veio  o vulcão Glauber Rocha e seu genial Antonio das Mortes e de quebra Deus e o Diabo se arrostando na Terra do Sol. E eu ali sempre firme, cada vez mais apaixonado pela temática do cangaço. Sempre que faço uma HQ ou um cartum costumo aproveitar o tema, mostrando cenários e tipos do sertão do nordeste. E quando pinto telas, muitas vezes o resultado é como o que está na foto, um painel de quase 1 metro e meio de largura por 2 metros de altura pintados com tinta acrílica, prazer e cangaceirística paixão.
(02/01/15)

09 julho 2017

Batman em luta titânica contra todos os fundamentalistas

 
Nos quadrinhos, na telona do cinema, na telinha da TV, Batman sempre agradou. Muitos são os fãs que preferem a versão que mostra o cara como um herói soturno, sombrio, misterioso e implacável em filmes e HQs. Já eu, geminiano da gema, sempre curti de montão aquele Batman dos seriados plenos de humor e onomatopeias com Adam West e Burt Ward, que deixam de cabelos em pé tais fãs mais ortodoxos e, de quebra ainda, magotes de fundamentalistas que se assumiam como inimigos de qualquer herói de HQs, além das próprias HQs, claro é. Sim, eles já existiram e hoje, se não extintos, conservam-se silentes devido à imensa paixão que atualmente a maioria das pessoas professa ter pelas histórias em quadrinhos. Hoje dizer que os quadrinhos são arte do diabo, que desencaminham criancinhas desavisadas pega muito mal e ninguém faz sucesso com um discurso arcaico e equivocado desses. Mas um dia, pasmem, isso já aconteceu e de com força. Os tais fundamentalistas num passado não muito distante mostravam suas caras assustadores e eram tão malucos quanto qualquer fundamentalista. Muito devido a estes caras e a maneira como viam o Bat-seriado e muitas HQs, foi que surgiu a tal teoria contida no livro "Seduction of the innocent", de Frederic Wertham - o Diabo o conserve - que redundariam no Comics Code Authorithy, de triste memória, e no Código de Ética, versão brasileira desta insanidade criada para salvar nossas almas do inferno e que só fez foi dar mais um golpe no movimento pela nacionalização dos quadrinhos neste patropi abençoá por Dê e bonipornaturê, prejudicando em muito os desenhistas dessas plagas tupinanquins, digo, tupiniquins. Usei neste desenho uma bat-caneta nanquim 0.5, um bat-pincel seco, um bat-reticulado e um precioso bat-graminha de Photoshop. Santa informática, Batman!
(Publicado originalmente em 29/03/14, antes, bem antes que o Grande Morcego subisse aos céus)

Qualquer música. E um mundo de cores.

A música, ah!, a música, essa paixão que surge precoce na vida de todo ser humano. Paixão que se apodera de nossa alma, vinda através dos pavilhões que temos assentados, um em cada lado de nossos crânios. Música, um tema pictórico dos melhores e, por isso mesmo, dele usam e abusam artistas plásticos de todo esse imenso orbe. Essa pintura aí em cima foi feita em tela de dimensões 1,50m x 1,00m. Usei, como sói acontecer, uma antiga companheira e cúmplice, a sempre eficaz tinta acrílica. Para mostrar que sou um cara versátil, um artista eclético, de múltiplos talentos, nela empreguei um toque de humor de caricaturista na construção das figuras, uma cantora e seus músicos em plena faina musical. Te cuida, Pablo Picasso!
( 27/01/16)

07 julho 2017

Roqueiros David Bowie e Iggy Pop by Jim Hopkins


Hoje dei uma passadinha no blog desta fera da caricatura americana que se chama Jim Hopkins com a intenção de surrupiar, devidamente não autorizado, alguns dos suas magníficas caricas para postar em meu bloguito. A pescaria foi boa e fisguei este magistral desenho do David Bowie e este magnífico Iggy Pop. De repente, entre tantos modelos vi um rosto que conheço bem, já que vejo diariamente no espelho, ou seja, euzinho ao lado de uma gang suspeitíssima. Cheguei a pensar que podia ser um daqueles cartazes de "procura-se" que a gente vê nos filmes da terra do Tio Sam. Acabei descobrindo que aquela galera toda é composta de caricaturistas de países diversos. E o Jim me colocou entre estas feras, veja você. Fiquei pejado do mais lídimo orgulho por ter o reconhecimento de uma fera assim. Aqui na Bahia, caras com o talento dele a gente define como "o cão de calçolão chupando manga". Poliglota que sou, digo pra vocês que lá nos States seguramente devem dizer que Jim é "a devil in a enormous panties licking mango".  Na verdade, o verbo deveria ser sucking, mas tal verbo na Terra do Tio Sam, por questões sexofilosóficas não é visto com bons olhos, nem escutado por bons ouvidos.Para ver mais dos trabalhos do Jim Hopkins clique neste link: http://mugitup.blogspot.com/
(10/09/13)