A arte que modesta, insistente e mui temerariamente busco produzir divido entre o tentar escrever, o buscar desenhar e o pretender pintar. Quando enveredo pelo desenho faço cartuns, quadrinhos, ilustrações. Ao pintar, por vezes incorporo um pouco, só um pouquinho, do espírito critico que transita pelos cartuns como bem se pode entrever pela pintura que ilustra esta postagem construída com tons verde e amarelos almejando me valer do subliminar para dizer que nessa auriverde nação as coisas estão certas, muito certas, tão certas como dois e dois são cinco, como nos versos da formidável canção do formidável Caetano Veloso. Também busco inspiração no regional e no cotidiano urbano. Outra temática recorrente na pintura que faço é mesmo o chamado esporte bretão, o futebol, essa grande passione do povo nada bretão que habita este país afro-luso-indígena, malgrado alguns retumbantes fracassos da nossas mais recentes seleções canarinho, tanto em nossos estádios como em outras praças de esportes mundo afora. Os atuais boleiros que vestem a camisa amarelo-canário do dito escrete nacional, muitos vinculados às biliardárias multinacionais do esportes, estão mais para popstars que para atletas de induvidoso respeito. Como nunca é demais citar o iluminado Caetano, tais boleiros contemporâneos não são proveito, são pura fama. Todos, de forma mui conveniente, usurfruem do conceito extremamente positivo construido com méritos por gerações formadas por grandes jogadores que os precederam décadas atrás. Não nos esquecemos de que de 1958 a 1970, disputando quatro Copas do Mundo a seleção canarinho ganhou nada menos que três, deixando os torcedores de todo o planeta extasiados, siderados, apaixonados. Tempos mágicos de Garrincha, de Pelé e outros garbosos cracaços que em épocas outras vestiam a camisa do Brasil com raro talento e, sobretudo, com honra, fibra e genuíno orgulho pátrio. Bons tempos, bons tempos!230110































