03 junho 2026

A inexcedível influência política de Little Banana junto a Trump e os bastidores da White House.


Um imperioso aviso aos habitantes dessa auriverde Nação: Dudu Bananinha não aceita mais ser chamado dessa forma no Brasil. Cansado de aguardar do governo ianque sua ardentemente desejada cidadania estadunidense, o prófugo membro da familícia se autoconcedeu-se a si mesmo essa sua cobiçada cidania com direito a green-yellow card. Destarte, já considerando-se um genuíno cidadão dos EUA, Dudu agora exige ser chamado de Ed Little Banana ou, simply, Little Banana. Também conhecido em nosas plagas como Cabeça de Mounjaro, esse desprezível quinta-coluna, entreguista e lesa-pátria ganhou amplos espaços na imprensa corporativa e nas redes sociais vociferando graves ameaças de atormentar com sanções trumpistas a economia e os destinos desse país varonil, também aventando que nós aqui estamos no lucro pois "Trump ainda não jogou uma bomba nuclear no Brasil". Deixou claro que só leva em conta seus elevados interesses extremistas, sem se importar que bombas nucleares não são programadas para seletivamente matar apenas progressistas, o que significaria exterminar milhares de seus próprios apoiadores bozonaristas, os chamados patriotários, que o potroarca da familícia já chamou publicamente de malucos. Ao lado de seu cúmplice, neto de falecido ditador amante de olorosos equinos, Little Banana vive bradando aos quatro ventos e aos sete mares que tem enorme influência política nos Istêites, que conta com a proteção, o apoio e a amizade pessoal de Donald Trump e que por isso desfruta de irrestrito trânsito pelos corredores da White House. Seu irmão Flavio Rachadona, acaba de publicar pelas redes uma foto que os mais sensatos e observadores juram não passar de IA, mostrando Rachadão ao lado do Big Carrot em uma imutável pose. Já Little Banana, a título de provas incontroversas dessas suas grandiloquente afirmações, publicou dezenas de fotos como esta acima, dele com seu partner, um fugitivo da Justiça brasileira. A bem da verdade, qualquer vivente que tenha mais de dois neurônios não há de engolir essas pretensas provas irrefutáveis que seriam as fotografias publicadas em redes e imprensa corporativa, vez que elas não mostram Banana e seu comparsa transitando altivamente pelo interior da referida White House, aquela cujos corredores o Mr. PokaPika alega frequentar com privilegiada pompa e circunstância. Apenas os mostram outside, ou seja, do lado de fora, bem fora, dos portões whitehouzísticos, no mesmo ponto da calçada em que se aglomeram grupos de turistas nipônicos e todos os visitantes anônimos, sendo ali que ambos posaram para a posteridade exibindo uma insuperável donkey moral (moral de jegue).                          (070326)

02 junho 2026

Amores Perros, de Alejandro Iñárritu. Revendo um Cinema feito por quem sabe fazer Cinema.

Há toneladas de filmes na história do cinema que nada de importante dizem ou propõem, feitos por diretores que nada têm a dizer ou a propor. São meros produtos comerciais feitos com o objetivo de gerar lucros econômicos, fabricados para atender a uma grande faixa de público não muito exigente, que acorre às salas de projeção buscando um filme feito para proporcionar momentos de relax, construídos com uma narrativa nem um pouquinho complicada, repleta de lugares comuns, cheias de momentos déjà vu, de moral e desfecho previsíveis, atores bonitos e carismáticos, alguns efeitos especiais para enfeitar o bolo e, ainda por cima, dublado, que esse negócio de ler legendas e olhar imagens é coisa intolerável. Quem achar que são uma boa pedida que os assista e sejam felizes. Quanto a este filho de meu pai, ele sempre quer películas das melhores, vai daí essa semana dei uma navegada pelos mares da internet, procurei, achei e revi um filme lançado no Brasil no ano 2000, Amores perros (título brasileiro, Amores brutos), com o áudio original, um filme do qual gosto muito, pois, felizmente, há diretores e filmes que não compactuam com a mediocridade geral que assola o grande écran, diretores como o criativo e inovador cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que o digam os que assistiram seu Birdman, de 2014, com Michael Keaton. Amores perros é, surpreendentemente, o filme de sua estreia em longa-metragens. E que estreia! O filme é um soco no estômago que tira o fôlego do espectador, tão emocionante é, tão bem escrito é, tão bem dirigido, interpretado e montado é. Entre os atores, se sobressai a figura de um Gael Garcia Bernal bem jovem que, com a visibilidade adquirida a partir dessa película, foi guindado à condição de astro internacional, filmando com renomados cineastas outros, entre eles, Pedro Almodóvar e nosso Walter Moreira Salles, entre outros. Ousado, emocionante, iconoclasta, criativo, surpreendente, Amores perros é feito de narrações e sub-narrações, histórias e personagens de mundos diferentes que acabam se cruzando pelo imponderável da vida. Fortes emoções são reservados ao espectador que não consegue adivinhar como será a próxima cena nem as soluções dos conflitos expostos, em meio ao amor, à paixão, a uma chocante violência urbana, tudo alinhavado por Iñárritu de uma forma em que os perros do título são fatores determinantes na deflagração de conflitos em que imperam emoções incomuns que tomam conta do espectador. Para os que apostam em filmes comerciais medíocres para angariar lucros, é bom dizer que Amores perros é uma das grandes bilheterias do cinema, o quinto em toda a história do cine mexicano. E o filme não precisou se valer da mediocridade, do lugar-comum e de velhas fórmulas para seu êxito comercial.
(061216)