25 março 2017

Na hora do Sexo, os chineses comem de pauzinho? / U Sexu nu mundo 6

Em desentendimentos conjugais, o marido chinês perde toda sua proverbial paciência chinesa com sua cara-metade e a ofende chamando-a de dragão. Acontece que na China esse negócio de dragão é coisa muito séria e aí rola a maior Kung Fu Zão, digo, confusão. Vai daí que a digníssima fica indignadíssima, partindo, exasperadíssima, pra quebrar a metade da cara que pertence ao seu cara-metade. E vá ser violenta assim lá na China, pois ela, sem precisar recorrer a nenhum manual de kung fu, quebra mesmo a asiática fuça do sujeito com muita porrada e na casa do casal Imperador, digo, impera a dor. A dor é tamanha que o pobre china faz horrendas caretas e pula gritando: "Aikidô, aikidô, aikidô". Quem acha que chinês e brasileiro não têm nada em comum, não sabe que, igual a qualquer brasileiro do povão, o chinês adora um bom pagode. Vá lá que é pagode chinês, mas é pagode, ora, bolas! Aliás, por aquelas plagas chinesas, o Zeca Pagodinho é um grande ídolo. O problema para os brasileiros na China é a comunicação, que é muitíssimo difícil. Você pede ao cozinheiro do hotel para ele mandar uma pizza, mas ele Mandarim, digo,  ele manda rim e você, para não passar fome, acaba tendo que comer, mesmo a contragosto. Falando em comer, os homens chineses adoram comer brotinhos. É broto de feijão, broto de bambu e por aí vai. Ele só não come mesmo é a própria mulher, tudo porque ela já não é mais nenhum brotinho.
(281210)

20 março 2017

Fernando Ikoma: quadrinista, argumentista, artista plástico dos muito bons.









No universo por vezes sombrio das HQs brasileiras, Fernando Ikoma foi sempre estrela das mais perfulgentes. Desde o início de sua rica trajetória Ikoma revelou possuir um talento raro e uma criatividade que o permitia transitar por temáticas mais que revisitadas por miríades de artistas sem cair nas insidiosas armadilhas dos estereótipos, das mesmices, das soluções fáceis. Seus personagens bem construídos viviam situações que suscitavam a curiosidade dos leitores. Personagens sempre envolvidos em tramas que tinham o dom de prender a atenção dos incontáveis fãs, entre os quais estava eu, admirador de primeira hora de suas criações, Fikom, Sibelle, a espiã de Vênus, A turma da Cova, Zé Experimentadinha, Paquera, Maria Esperançosa. Ufa! Haja criatividade para um único cérebro. Mas aqui neste Brasil de Gugu e Clodovil nem sempre ter talento é garantia de sucesso. Tanto mais num mercado inóspito como o dos quadrinhos. E o criador de Fikom e Cia, mesmo tendo tanto a mostrar e a produzir viu-se obrigado a mudar o rumo de sua vida profissional. Com sua verve criativa Fernando Ikoma poderia ser escritor, roteirista de TV ou Cinema, homem de Marketing e o escambau. Preferiu trilhar o belo caminho das Belas Artes e hoje usa seu talento para criar bem elaboradas pinturas em telas que o tornaram um artista plástico consagrado recebendo o merecido reconhecimento e o respeito de todos. Grande, grande Fernando Ikoma!
 Para ver trabalhos deste Mestre, vai aqui o link: http://blogdoikoma.blogspot.com/
(10/04/14)

Para o gajo Fernando Pessoa uma acrílica que canta em cores.

 "Qualquer música. Ah, qualquer, logo que me tire da alma esta incerteza que quer qualquer impossível calma." Lindos esses versos de Fernando Pessoa, gajo muito giro, poeta mais que inspirado que no início do século passado escrevia essas coisas que até nos dias atuais seguimos lendo pra lá, muito pra lá de embevecidos. Inspirado pelos versos do bardo lusitano, pintei essa tela usando tinta acrílica sobre tela. E quando a pintei, caro Pessoa, fique certo que em minh'alma não vagava incerteza alguma.
(22/04/14)

12 março 2017

Damion Dunn, caricaturista e ilustrador da Califórnia.

 


 1.Jimi Hendrix 2.Samuel L. Jackson 3. Mya 4. She-Hulk
Volta e meia descubro coisas muito legais navegando pelos mares da internet, já que navegar é preciso. Entre outros grandes achados, descobri o blog deste maravilhoso artista de Los Angeles, Califórnia, chamado Damion Dunn, ainda desconhecido aqui nesse nosso país tropical abençoá por Dê e boni por naturê, ma que belê! Mas olhem só, amigos, que belo trabalho. Great stuff, Damion. So amazing, boy! 
Eis aqui um link para o blog do Damion:
http://damion009.blogspot.com/
(29/11/13)

11 março 2017

Sexo de graça - Sadomasoquismo familiar em flagrante

(07/05/13)

O cartunista Valtério e suas fantásticas criaturas


Afirmam as crenças católicas que tão logo criou o mundo, Deus resolveu criar o homem para nele habitar. E assim o fez, esculpindo-o em uma porção de barro. Fácil é deduzir que além de fazer surgir o primeiro ser da espécie, o Onipotente criou também a ainda inédita atividade de esculpir. Ou seja, avant la lettre, Deus foi um escultor, o que o torna assim um ilustríssimo colega de meu nobre amigo Valtério Salles que também esculpe em barro criativas figuras humanas e todo um mundo de coisas belas. Uma vez em uma revista de circulação nacional li uma entrevista com Millôr Fernandes. O guru do Meyer se deixou fotografar em sua própria residência e fez questão de posar em sua sala de estar ao lado de uma caricatura sua esculpida em barro. Detalhe: a peça tão apreciada pelo gênio da raça era um trabalho de Valtério. Essa incontestável habilidade de Valtério de esculpir em barro não preencheu de todo seu vasto impulso criativo.  Vai daí que ele retomou o desenho, ponto de partida de sua caminhada artística surgido ainda na sua infância vivida em Ruy Barbosa, no interior da Bahia.  Nos anos setentas, morando no Rio de Janeiro, tomou aulas no Senac com o cartunista Guidacci, afamado por exercer bem o ofício. Aos pouquinhos foi se aperfeiçoando, publicou em revistas e jornais, entre eles no emblemático O Pasquim. Sabendo que só a prática habitual e a perseverança poderiam melhorar seu desenho, há já um bom número de anos Valtério muniu-se de bloco de desenho e lápis e saiu desenhando um mundaréu de gentes pelas praias e barzinhos da Bahia. Pessoas ditas comuns e desconhecidas, o que não expressa bem a veracidade dos fatos. Na verdade, cada uma delas é mais notável que a outra em sua forma de ser, sendo também todas muito conhecidas por todos nos ambientes que frequentam. Assim sendo, Valtério caricaturou ao vivo banhistas, habitués de barracas, ávidos bebedores de cervejas e destilados, comensais de caranguejos e lambretas, vendedores de coco, picolé, queijo coalho, meninos, jovens, adultos, provectos senhores, homens e mulheres. O resultado disso foi que seu traço foi ganhando maturidade, ficando solto e se tornando cada vez mais bonito e seguro, diferenciando-se das suas influências e tornando-se mais próprio a cada trabalho feito. Então, deu-se que Valtério achou que era chegado o momento de publicar em livro o resultado de seus périplos praianos e o fez em um livro batizado de Criaturas. Nele, o autor junta seus modelos populares e mostra ainda um lote de seus amigos afamados, constando entre eles, escritor, jornalista, poeta, músico, artista gráfico, cineasta. Todos desenhados com o mesmo carinho, eternizados pelo belo e solto traço que Valtério conquistou nessas suas andanças pelos recantos baianos enriquecendo ainda mais seu cabedal artístico. De quebra ele republica hilários cartuns e caricaturas já antes publicados em jornais e revistas da imprensa brasileira. Como alguém que gosta muito de desenhos, foi com grande prazer que folheei cada uma das páginas de Criaturas, deliciando-me com os desenhos valterianos que certamente farão também a delícia de todos os leitores que amam a boa arte.
***Para adquirir seu exemplar, contatos pelo e-mail valterio.sales@terra.com.br     
(Publicado originalmente em 01/08/2015)






08 março 2017

João Ubaldo Ribeiro há anos já previa o golpe, por conhecer de sobra o Brasil.

"Desde que me entendo, ouço falar em reformas e as únicas que lembro ter visto efetivamente realizadas são as ortográficas. Talvez eu esteja sendo injusto e tenha presenciado a realização e implantação de alguma reforma não ortográfica. Mas não aquelas que antigamente eram chamadas de “reformas de base” e consideradas essenciais para o desenvolvimento ou até a sobrevivência do País. Reforma agrária, reforma tributária, reforma judicial, reforma administrativa, reforma educacional e por aí se desfiam as benditas reformas, um longuíssimo rosário, impossível de recitar de cor. Ao mencionar-se sua necessidade ou urgência, todos assentem com ares graves – sim, sim, naturalmente, as reformas.
Contudo, passar da anuência à ação é aparentemente impossível. Reforma é uma coisa na qual se fala, mas não se faz. É excelente para comícios e entrevistas, mas não para agir. De vez em quando, um governante diz que fez uma reforma. Se não me engano, o ex-presidente Lula anunciou que fez uma ou duas reformas. Não lembro quais e provavelmente nem ele, são coisas do passado e ninguém viu reforma nenhuma mesmo.
Tenho uma teoria simples a respeito desse assunto. Todas as reformas, de todos os tipos, iriam prejudicar os que ganham com a manutenção do que está aí. Como o País, de cabo a rabo, em todos os níveis, em todas as classes e categorias, é essencialmente corrupto, a corrupção não deixa. Não existe setor da administração pública, novamente em todos os níveis e dimensões, que não seja território de uma ou diversas máfias, algumas das quais institucionalizadas e quase todas alimentadas por uma burocracia pervertida e feita para ensejar propinas, vender influência e fazer proliferar os despachantes e seus equivalentes mais graduados, os chamados consultores – entre estes últimos constando o hoje injustamente esquecido filho de d. Erenice. ( N.R - JUR refere-se a Israel Guerra, filho da ex-Ministra-Chefe da Casa Civil
)Diante da realidade de que há quadrilhas em ação em todos os poderes, tanto de fora para dentro quanto de dentro para fora, não se vai acreditar que os beneficiários de determinado estado de coisas abdicarão de suas vantagens pelos belos olhos de quem quer que seja. Ouso mesmo dizer que, em muitas das áreas mafiosas, quem for fundo demais na investigação e na reforma corre o risco de morrer. São muitas as histórias de assassinatos realizados a mando de algum esquema de corrupção, pelo Brasil afora. Não escapa área nenhuma, a começar, simbolicamente, pelas próprias polícias.
E não escapa, naturalmente, o Congresso Nacional,
onde, segundo as más línguas (observem meu uso copioso do adjetivo “alegado”, ou quem vai preso sou eu) há alegados ladrões, alegados estelionatários, alegados salafrários e outros alegados, em tamanha fartura que desafia a contagem. Agora o Congresso está entregue à tarefa de realizar a reforma política, todo mundo fingindo que acredita que algo que prejudique os interesses imediatos dos congressistas será aprovado. E que o nosso sistema eleitoral está sendo aperfeiçoado.
Aperfeiçoado para eles. O que eles pretendem chega a parecer brincadeira, mas, infelizmente, não é. Querem, como se sabe, instituir o que já chamam afetuosamente de “listão”. O eleitor não votará mais em um candidato, mas na lista elaborada pelo partido, na ordem estabelecida pelo partido. Atualmente, com a lista aberta, pelo menos o eleitor escolhe uma pessoa e essa pessoa, se bem votada, fatalmente se elege. Mas não vai haver mais esse direito. De agora em diante, com a lista fechada, o eleitor escolhe o partido com que se identifica e lhe entrega a escolha dos nomes que serão eleitos.
Só pode ser deboche. Que significa um partido político no Brasil, senão a conglomeração temporária de interesses que raramente são os da nação, mas de grupos, categorias ou indivíduos? Até os programas partidários não passam de florilégios de frases vagas e altissonantes, tais como o combate à desigualdade e a injustiça social, os projetos de inclusão, o desenvolvimento sustentável, a preservação do meio ambiente e outras generalidades, quem ouve um, ouve outro e, se o nome do partido fosse apagado, não haveria quem o distinguisse. Apareceu até um partido que se declara não ser de esquerda, nem de direita, nem de centro. Talvez seja o mais honesto deles todos, por mostrar que reconhece a realidade política brasileira. Aqui nenhum partido quer dizer nada mesmo e podiam usar todos a mesma sigla: PPPPP, Partido Pela Predação do Patrimônio Público, porque tudo o que seus membros aqui almejam é abocanhar a parte deles.
Agora vêm com essa novidade da lista fechada. Se já não nos é permitido dar palpite no uso do nosso dinheiro, daqui a pouco nos tirarão o direito de escolher nossos governantes. Ou seja, seremos mandados pelas organizações oligárquicas e caciquistas dos partidos. Seremos uma “democracia” governada por conluios e manobras escusas. Ou por 171, como queiram."

( Trechos de artigo de João Ubaldo Ribeiro,
 (01 novembro 2011 )

07 março 2017

Jogador de futebol, um semideus / Arte que se reparte 3

Pintura em tela, tamanho 80x60 cm, que hoje faz parte da pinacotéquia do Seu Creysson, do Cassetia i Planetia, quer dizer, que atualmente integra a pinacoteca do graaaaande Claudio Manoel, do grupo Casseta e Planeta, segundo me informou o respeitável dono da galeria de Arte em que esse quadro foi vendido.
***Para você, pictórico leitor, que almeja ser artista plástico ou simplesmente gosta de ficar muito bem a par de detalhes e filigranas, saiba que para pintar essa futebolística tela fiz o esboço com lápis B e, para criar uma textura, usei massa acrílica colocada com espátulas. Na bola fiz uma colagem com um tecido para dar um relevo e um toque dadaísta, seja lá o que isso for. Já na pintura propriamente dita, usei um pequeno arsenal de pincéis de variados tamanhos e formas e uns tubos e potes da sempre boa tinta acrílica. 
(18/02/15)

06 março 2017

Fernando Trueba, Bebo Valdés, Carlinhos Brown e o Milagre do Candeal.

Carlinhos Brown, Bebo Valdés e Fernando Trueba, em 2004.
Belle Époque (Sedução, no Brasil) foi o primeiro filme dirigido por Fernando Trueba que assisti. Gostei muito e não era para menos. O argumento é envolvente, a fotografia bela, a direção primorosa. O elenco, maravilhoso, traz Ariadna Gil, Penélope Cruz, Jorge Sanz, Maribel Verdú, Fernando Fernán Gómez, Chus Lampreave. Por essas virtudes, em 1993 o filme recebeu prêmios importantes no mundo do cinema, como o Goya de melhor diretor e melhor argumento e o Oscar de melhor filme de língua não Inglesa e outros mais. Por haver gostado desse diretor, volta e meia assisto algo que ele dirige ou produz. Assim, assisti O milagre do Candeal (El milagro de Candeal), documentário de Trueba, rodado em 2004. Numa narrativa gostosa e cheia de nuanças, o documentário mostra, entre outras coisas, o trabalho social desenvolvido por Carlinhos Brown no hoje famoso bairro de Salvador, Bahia. Enriquece o documentário a participação do maravilhoso pianista cubano Bebo Valdés, que visita o Candeal, bem como a do cantor e músico Mateus Aleluia. Ao lado de Brown, Mateus faz as vezes de anfitrião a Bebo Valdés, diálogos em Espanhol e Português, em que o tema é o projeto social do Candeal, a música, as influências e intercâmbios musicais, as religiões de matriz afro, a ancestralidade comum, e também a chamada enorme influência africana presente no cotidiano da Bahia e em Cuba. Cenas de moradores do Candeal e voluntáiros trabalhando em álacre mutirão para erguer praça e construção são entremeadas de depoimentos desses populares, parte importante do projeto, erguendo com as próprias mãos a parte física e material do Milagre. Enriquece o documentário a presença de Marisa Monte, cantando ao lado de Brown. Mateus Aleluia também canta e toca, da mesma forma que Gilberto Gil e Caetano Veloso. Esses dois últimos, aparecem em entrevistas descontraídas. Caetano mostra um Espanhol escorreito, ao conversar com Bebo Valdés. Isso faz lembrar que, no documentário, quando as pessoas falam em Português, aparecem legendas em Espanhol. Tais legendas são dispensadas nas falas de Gil e Caetano, pelo Espanhol escorreito que falam. O burlesco, ainda que involuntário, fica por conta de Carlinhos Brown que, para se comunicar com Bebo, ataca de um Portunhol divertido e muito enrolado, por vezes uma verdadeira algaravia. O hilariante nisso é que em tal caso, as legendas aparecem e são providenciais até para os espectadores brasileiros. Grande Brown!    
****Coloco aqui um link para o documentário, mas como há coisas de internet que são o tempo todo mutáveis, quem quiser ver o documentário, que o faça logo. 

04 março 2017

Cartola e as rosas tagarelas

As rosas não falam?! Falam, falam, sim, ora, se falam! Algumas são até beeeem tagarelas. Às vezes puxam assunto e falam muitíssimo bem desse notável brasileiro que é o mestre Cartola. Preconizam elazinhas que ele é, e sempre foi, um compositor magnífico, que legou à música brasileira verdadeiras pérolas finas musicais, tesouros de altíssimo valor, ainda que ele fosse uma pessoa de origem humilde, de poucos estudos formais, morador do Morro da Mangueira, no Rio, reduto de gente simples e comum, mesmo sendo ele um artista incomum. Esta carica acima eu fiz um tempo atrás, como presente pro meu nobre e especial amigo Biratan Porto, gente da minha querência, que todos sabem bem que é um cartunista e caricaturista piramidal, de alto gabarito, e de quebra é ainda um músico habilidoso, um virtuose do bandolim, coisa que tive a fortuna de comprovar ao vivo e a cores em Belém do Pará, e não fosse isso o bastante, Bira é também um cartolamaníaco inveterado, contumaz e renitente, no que lhe dou inteira razão.
(28/11/14)

01 março 2017

A visão da imprensa na época de Antonio Conselheiro e a mídia atual.


Eu e o sertão, esse sertão tão dentro de mim, eu tão urbano. Aprendi a gostar deste tema graças aos filmes de Lima Barreto e Glauber Rocha, aos magistrais desenhos de Flavio Colin e de Percy Lau. Esta ilustração em bico-de-pena fiz para um livro já publicado que mostra como a imprensa da época via e retratava Antonio Conselheiro, tratando-o como um antimonarquista perigoso, um insidioso fanático e ardiloso, um sanguinário ensandecido e cruel que punha em perigo a estabilidade política e social do Brasil. Deu no que deu: um banho de sangue para Hitler e Stalin nenhum botar defeito, ligado para sempre à História do Brasil. Tanto ódio, tanta ira, tanto preconceito, visão distorcida e malsã, tão desmedida incitação à violência e a perseguições aniquiladoras insertadas pelos ricos e influentes donos da mídia, culminaram numa gigantesca e cruel tragédia que fizeram do beato um mártir eterno e deixou na história de nosso país essa mácula indelével, vergonhosamente abjeta. Fica o exemplo para que, nos dias atuais, procuremos todos avaliar melhor as posições da mídia, quais os reais interesses por trás do que veiculam, das campanhas por vezes implacáveis que movem, que ocultam inconfessáveis intentos e lamentavelmente findam por nos induzir a equívocos irreparáveis e armadilhas abissais.