31 janeiro 2021
Uma Confraria de Tolos no Brasil de tantos espertos
22 janeiro 2021
Fauna baiana, Soterópolis, gringos
Esta pintura é um painel de uns 2 metros de altura e de quase outros tantos de largura. Com pincéis e tinta acrílica levei um mês trabalhando diuturnamente nele e penso ter tido a felicidade de colocar uma boa mostra de considerável parcela da fauna humana da Bahia da qual sou integrante parte. Baianas preparando acarajé, gente dançando, namorando, mercando, papeando, rezando, olhando, nadando, sorrindo, indo, vindo, comendo, bebendo, dizendo, vivendo. Sob proteção de santos católicos e orixás. Um mês. E o resultado foi sentir um enorme prazer vendo o trabalho pronto. Ah, mas não se quedou muito tempo comigo, achou um dono melhor que eu que lhe deu uma parede assaz espaçosa com direito a spots em casa ampla, arejada, mui bem frequentada e se foi para bem distante da Bahia. Queria retê-lo por mais tempo para dar uma zoiadinha de quando em vez, lamber a cria, mas, qual um aracnídeo, vivo do que teço e sei que tal pretensão não posso ter. O que muitíssimo me faz lembrar de meu fraternal amigo Lima Limão, grande artista plástico e filósofo formado nos mais conceituados cabarés, bares, barracas, biroscas e visgueiras de Soterópolis. Respondendo a um abastado cliente que lhe indagara se em sua casa ele teria muitas pinturas de sua própria lavra, dá-se que Lima, humildemente, a sinceridade em pessoa, redarguiu ao argentário: "Quem sou eu, doutor, para ter um quadro meu? Isto é pro senhor, que pode!"19 janeiro 2021
O rumoroso caso de amor entre o jornalista Gonçalo Júnior e sua nona.
(10/10/13)
Chiclete com Banana, Bell Marques e multidões.
No carnaval da Bahia, quando o Chiclete com Banana desponta nas praças, ruas e avenidas trazendo seu som potente e contagiante não há quem fique parado. É um sacolejo geral, amplo e irrestrito. Bell Marques, além de músico que tem o dom de saber levar alegria à multidão das ruas, não deixar ninguém estático, fazer todos cantarem, todos dançarem na mais contagiante empolgação, com essa sua banda Chiclete com Banana criou um estilo, um modo próprio de agitar a galera. Por tal façanha Bell ganhou uma vasta legião de fãs. Em virtude de meu trabalho de quadrinhos eis que um dia conheci Bell e tive a grata satisfação de ver que ele é um artista que não posa de inatingível popstar, porta-se como um cara simples. Em cima de um trio, Bell é um músico e cantor que possui enorme empatia com a massa de foliões e um imenso carisma pessoal. Euzinho, hedonista como costumam ser os que nascem nesta terra brasilis, sempre fui Chicleteiro, um a mais na imensa multidão, pulando, cantando, brincando, exorcizando os estresses. Há já um tempinho, Bell Marques, buscando trilhar caminhos próprios, saiu do Chiclete para tristeza dos fãs, mas a banda prometeu não deixar a peteca cair e continuar na estrada com o alto astral de sempre, promessa que vem sendo cumprida. Esta caricatura, com a qual ilustro essa chicleteana postagem, mostra uma formação antiga do Chiclete, do tempo que eu chicleteava por ruas e avenidas atrás da banda. Fiz em duas versões, ambas com a presença de Bell Marques. Na primeira, o grupo segura uma imensa banana, que é a fruta que nomina o grupo. Nesta aí, como você, atilado leitor, bem pode ver, eles estão segurando uma espiga de milho, vez que de há muito as festas juninas fazem parte do calendário da banda. Mesmo que a canção do sempre sábio mano Caetano diga que atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, já não me arrisco a enfrentar o sufoco das grandes multidões carnavalescas que seguem seus músicos preferidos através dos logradouros dessa soteropolitana afrocity. Não me aventuro mais a seguir o Chiclete com Banana e nem outros trios quaisquer, mas sigo sendo um Chicleteiro, ressaltando que, tendo eu um gosto musical beeeem diversificado, sou também um inveterado e fiel Mutanteszeiro, um Titãszeiro, um Mestreambrosiozeiro, Camisadevênuscommarcelonovazeiro, Naçãozumbizeiro, Sibaeafulorestazeiro, Chicobuarquezeiro, Caetanovelosozeiro, Raulseixaszeiro, um Genivallacerdazeiro, Jacksondopandeirozeiro e de quebra sou Zecabaleirozeiro. Viva a música brasileira, sua alegria e nosso santificado hedonismo!
(281013)
13 janeiro 2021
Diana Panton cantando Manhã de Carnaval em Francês. De arrepiar.
a trilha do filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, premiado com a Palma de Ouro, em Cannes, e com o Oscar de melhor filme estrangeiro, nos EUA, o que redundou em enorme visibilidade na Europa e em grande número de países ao talento de uma geração fantástica de músicos brasileiros, entre eles Jobim e Vinicius, e consagrou Manhã de Carnaval, que foi gravada por uma legião dos mais formidáveis e consagrados intérpretes do planeta, inclusive por Frank Sinatra, cognominado The Voice. Esta interpretação de Diana emociona pela sua docilidade. É ouvir, se comover e diante de tamanha emoção, só resta dizer como diz o povão aqui na Bahia: "Vai matar o diabo!!"
(111214)
07 dezembro 2020
Woody Allen visita a Sagrada Colina do Bonfim, na Bahia.
(040213)
28 novembro 2020
La Marijuana e seus efeitos benéficos e milacurosos sobre La Cucaracha adicta.
26 novembro 2020
Retratando Antonio Conselheiro.
(151114)
24 novembro 2020
O sexo e os portugueses ou Fornicar é preciso / U sexu nu mundo 1
(121010)
02 novembro 2020
Homens é que sois.
"Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar… os que não se fazem amar e os inumanos!“ — Charlie Chaplin
Perfil de moça com brinco e colar
Ao ilustrar e pintar sou um eterno amante das variações, buscas, experimentações. Sempre intento variar, produzir em técnicas diversificadas. Assim, enquanto tento driblar a rotina e a mesmice, procuro alcançar resultados que possam enriquecer as ilustrações e valorizar textos ou postagens em que se insiram. Com persistência e alguma sorte é possível conseguir-se bons resultados que compensam os esforços dispendidos. "Perfil de moça com brinco e colar"/ Técnica mista/
30 outubro 2020
Michelle Obama, Melania Trump e a grave crise sexual entre as mulheres norte-americanas .
27 outubro 2020
19 outubro 2020
Brasil, bico de pena, artistas, escolas / Arte que se reparte
18 outubro 2020
Torquato Neto e os versos que cantam o fim
Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho
Tão sozinho amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho
Ah, pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
Dr. Jota Cristo, advogado trabalhista, TRT da Bahia, João Jorge Amado e Setúbal.
Por estas e outras é que a Bahia foi um dia cognominada a terra da felicidade.
JBosco, Pará, Fafá
28 setembro 2020
Manezinho Araújo, o Rei da Embolada / Uns caras que eu amo 8
(161116)
23 setembro 2020
Nildão e Renatinho da Silveira e a Santa Inquisição nos dias atuais

Em uma bela e enluarada noite de quinta-feira, mais exatamente no dia 27 de janeiro do Anno Domini de 2011 (o teeempo passa, torcida brasileira!), o cidadão Nildão, inspirado poeta, intimorato artista gráfico e iconoclástico cartunista, estava lançando seu mais novo livro de então, sendo tal opúsculo prenhe de criatividades miles. Nildão é o cara! Sabe que o bom humor serve para questionar o estabelecido e os dogmas mais entranhados. Assim é que ele, trabalhando em dupla com seu inseparável comparsa, o maravilhoso Renato da Silveira, criou e lançou algum tempo atrás a série "São Será o Benedito e outros santos geneticamente modificados". Católicos ortodoxos não gostaram nadinha de mexerem com seus ícones. E um grupo um tantinho fundamentalista, lá de Sorocaba, SP, moveu um processo criminal que foi encampado pelo Ministério Público Federal de São Paulo. Qual seria o próximo passo? A excomunhão de Nildão e Renatinho da Silveira? A ressurreição de Torquemada para, com seus autos-de-fé e suas fogueiras, punir as heresias gráficas da dupla? Não sei responder, sou péssimo em opinar sobre coisas em que a sensatez e a racionalidade nos escapam, em que as escolhas de atitudes fogem ao bom-senso. E sabemos bem até onde isso pode nos levar, desde a devastadoras guerras santas, como a acusações de bruxaria e queima de inocentes nas fogueiras de Salem, por exemplo. Não, não sei. O que sei é que Nildão e Renatinho são fantásticos criadores gráficos, plenos de humor e sapiência, mentes mais iluminadas que qualquer grande fogueira da Inquisição, caras do bem, talentosos e profícuos, que a toda hora lançam alguma coisa nova, instigante, que nos faz rir, e que assim nos chega ao cérebro e nos faz parar para refletir um pouco mais sobre sentidos e valores atribuídos às coisas. Quem quiser conferir pode ir ao site do Nildão e dar uma olhadinha lá que vai sair fã da dupla. O link é http://www.nildao.com.br
21 setembro 2020
10 setembro 2020
Elis Regina, insuperável. / Umas minas que eu amo 4
09 setembro 2020
Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Francis, Zélia Gattai, Godofredo Filho e Tiradentes em retratos feitos a cores por Setúbal.

PAULO FRANCIS, jornalista, crítico de teatro, escritor. Papel Canson, 180 g, esboço com grafite HD, arte-finalização com caneta nanquim, colorização com aquarela.
ZÉLIA GATTAI, escritora, fotógrafa e memorialista brasileira. Retrato feito sobre papel Opaline 160 g, grafite B para esboçar, caneta nanquim para arte-finalizar, tinta ecoline para colorir.
TIRADENTES, retrato feito a partir de imagens que costumeiramente circulam em livros e jornais brasileiros. Papel Fabriano 200 g, desenhado e colorido com pastel seco.
Madonna, Rubem Braga, religiões, protesto e resistência à ditadura. Três ilustrações de Setúbal.
08 setembro 2020
O bardo Bill Shakespeare no traço de Setúbal.
05 setembro 2020
A Poesia e a Boca de Béu Machado.
(241112)
03 setembro 2020
O Bundamolismo e o cabotinismo neste país tupiniquim
***Neste post mais três trabalhos de ilustração, como me exigiu o cacique Biratan, que é minha participação em um projeto mostrando trabalhos de artistas gráficos exibidos no Facebook. Na sessão de hoje, numa homenagem ao assaz laureado cineasta Lima Barreto, nada de technicolor ou tequinicolor, só sertão com suas muitíssimas veredas, sertão nordestino, cangaço e cangaceiros em P&B.

30 agosto 2020
Béu Machado: frases afiadas do poeta da Bahia
*Inteiramente a favor das conquistas femininas. Principalmente se eu for uma delas.
*Improvável como João Gilberto no encontro de trios.
(191113)

































