29 junho 2016

Pablo Lobato,um caricaturista argentino que encanta o mundo

*Madonna * Stones *Woody *Björk *Beatles
Estes belíssimos trabalhos de fazer cair o queixo de qualquer amante da arte da caricatura são de um caricaturista e ilustrador chamado Pablo Lobato, também conhecido como Lobaton. O cara é conterrâneo do estupendo Langer, ou seja, é argentino. Além de Maradona e Messi, futebolistas extraordinários, a Argentina legou ao mundo pintores, ilustradores, cartunistas e caricaturistas maravilhosos como o Lobato. Na Net há verdadeiros tesouros saídos das mãos deste grande dibujante. Eis um link pros trabalhos dele: http://www.illustrationmundo.com/audio/artista/44/
(Publicado originalmente em 07/05/15)

24 junho 2016

Gentil, caricaturista e ilustrador


1.Milton Santos 2. Carranca 3.Brasília 4.Waly Salomão
Finas caricaturas, elegantes e precisos retratos, criativas ilustrações. Tudo isso faz o artista de índole gentil chamado...Gentil. Discreto, sua estampa delgada de bailarino espanhol não é vista com frequência por aí. Tampouco é assitido na televisiva telinha dando declarações definitivas sobre os rumos das artes na Bahia e no mundo. Nem em fotos 3 x 4, nem nas grandes revistas e jornais soteropolitanos. Gentil também não é encontradiço em baladas ou em badalações outras. Custei a encontrar trabalhos seus na Internet e referências na rede sobre ele, que é um artista com uma legião de admiradores, o que faz pensar porque tão pouca informação na Net vez que ele publica diariamente num dos maiores jornais do país, A Tarde. Seu trabalho é maduro, apurado, sofisticado. Gentil é um cara eclético. Mata a pau nas caricaturas. Faz, repito, retratos que são arte pura e de quebra faz inspiradas ilustrações. Trabalha com toda sorte de material, do nanquim ao pastel. Da acrílica ao óleo. Do lápis Caran D' Ache aos programas mais sofisticados de computador. Gostaria de colocar aqui um link para um site, um blog dele. Mas não encontrei. Insistirei na busca e se ele tiver um, amizade, fique certo que postarei aqui neste blog para deleite geral.
Galera, cabe aqui e agora um providencial Post Scriptum, vez que com minha sagacidade habitual consegui descobrir o blog do Gentil. Aproveito para dar uma atualizada no texto, informando que o artista já não trabalha mais em A Tarde, mas em seu próprio estúdio. Para o referido blog com seus belos trabalhos, eis o link: http://gentililustracao.blogspot.com
(Publicado originalmente em 08/02/11)

22 junho 2016

Cedraz, Mestre dos Quadrinhos e cabra bom de Xaxado!

Cedraz, o talentoso Antônio Cedraz, sempre foi um desenhista dos mais criativos, pai de uma legião de personagens bem originais, plenos de brasilidade, que tem miríades de seguidores neste Brasil brasileiro, mulato inzoneiro que o Ary Barroso tanto cantava em seus versos. Tudo isso sem deixar de morar nesse afroterrão da Bahia. Seu acendrado amor pelos quadrinhos, sua dedicação incontestável ao seu público - que não é só infantil - o levou a arrebatar prêmios como o HQMix e o Ângelo Agostini dos Mestres das HQs, todos fazendo justiça ao seu trabalho tão admirado. Agora uma outra vitória merecida: esta semana pintou nas bancas a revista Xaxado que mostra o maravilhoso universo dos personagens Cedrazianos. Cedraz, meu fio, tô feliz pelo lançamento por ser fã incondicional do seu trabalho. Além de se considerar honrado por contar com sua amizade pessoal. O Brasil inteiro agora vai ficar mais feliz dançando ao ritmo do seu Xaxado que agora é de todos nós. Axé, Cedraz, gente boa, sertanejo retado, meu véio amigo.
(Publicado originalmente em 23/04/19)

Biratan Porto, Setúbal, cartuns, músicas, pinturas, amigos

Visito constantemente o blog do grande Biratan, cartunista paraense de talento internacional e que ainda por cima é, en passant, símbolo sexual naquelas plagas, com aquele seu bigode insinuante no estilo do ator Charles Bronson. Insisto nas visitas pra ver se um dia, por osmose tecladísticovirtual, pego um pouco do talento do cara já que o meu mesmo é para coisas que não primam muito pela lisura, como o assalto que insidiosamente fiz ao blog do Bira, de lá surrupiando essa foto de uma pintura minha que ele gentilmente ali postara homenageando-me com uma gentileza só sua. A fotografia original dessa dita pintura que eu tinha. perdeu-se por conta dessa minha proverbial desorganização e vai daí que à socapa lancei mão deste recurso de nenhuma lisura, sem pedir licença ao nobre cartunista papachibé - mesmo porque quem delinque licença não pede - já contando com o fato de que serei perdoado incondicionalmente por seu nobre mameluco coração. Tudo em nome de nosso amor em comum pela música, desenho, pintura, humor e pelas autênticas amizades que cultivamos sem incúrias vãs.
Para o Birablog clique: http://biratancartoon.blogspot.com
(Publicado originalmente em 16/05/2010)

Desenhos, cartuns, pinturas: fazendo Arte com sete instumentos.

Ser desenhista neste país significa para a grande maioria converter-se em homem dos sete instrumentos, os quais ele se empenha para tocar, cada um deles da melhor maneira possível, para assim garantir a sobrevivência nesse orbe azulzinho. HQs, cartuns, textos, tiras, charges, ilustrações, caricaturas. Entre os mais diversificados trabalhos que encaro para conseguir o caviar meu de cada dia, estão alguns cartuns bem populares, como este aí, compondo esta capa da revista Piadas Sacanas, da Editora Gênero, de Sampa. Dentro dela uma HQ que fiz homenageando o piramidal cartunista paraense Biratan, nobilíssimo mameluco, honorável papachibé, descendente direto de bravos e poderosos morubixabas que a ele legaram toda a ancestral nobreza da raça.
(14/02/10)

06 junho 2016

Outras maravilhosas caricaturas de Pablo Lobato.




1. Larry, Moe e Curly 2.Bob Dylan 3. Jack Nicholson
Para vocês, amáveis e idolatráveis pessoinhas que mantém o salutar hábito de acompanhar as postagens desse modesto bloguito, posto mais esses três trabalhos do maravilhoso caricaturista argentino Pablo Lobato. O cara é mesmo uma fera, tem um traço personalíssimo, raro, delicado, preciso. Coloquem o babador ao pescoço, que é para não molharem a roupa, e divirtam-se, amados.
(Publicado originalmente em 19/02/11)

31 maio 2016

Minha cara, minha nobre família baiana

Sou brasileiro, de estatura mediana, nascido em Candeias, terra onde farto é o petróleo, e onde vivi, meu caro Mario Prata, até aquela idade em que alentejanos e lisboetas nos explicam que os meninos deixam de serem miúdos para serem putos. E assim eu, quase puto, porém numa boa, deixei estas terras no recôncavo baiano para ir habitar a hinterlândia paulista, mais exatamente a cidade de Pindorama, que calha de ser a terra natal do escritor Raduan Nassar. Tudo porque Seu Setúbal, meu pai, era paulista - igualzinho ao Buarque, pai do Chico - e voltou para o pindoramense torrão que também a ele viu nascer, levando-me na bagagem. E em sendo assim e assim sendo, tenho eu um pé na coccina tantos eram os italianos do lado macarroni e pepperoni da família. Indeléveis lembranças me evocam sempre o estilo mais que agregador dos meus familiares ítalo-paulistas, as álacres reuniões em torno de longas mesas com pastos, antepastos e repastos, suãs, paneladas de sugo, a polenta fumegante, o falar alto e livre, os risos, as gargalhadas chicoteando o ar, a vida sendo celebrada como bem sabem fazer os de sangue latino. Por tudo isso meu lado paulista ainda pulsa forte e eu, trago no coração Pindorama City e minha maravilhosa professora de Português, Sylvia Jorge, que tanto me ajudou a amar os livros e a escrita. E mesmo nunca falando "ôrra, meu", jamais consegui gostar de outro time senão do meu amado, idolatrado, salve, salve S.C.Corinthians Paulista. E este preâmbulo todo uso para falar de uma típica família baiana, também enorme, igualmente festeira, uma família em que me descubro como parte integrante. Depois da minha experiência paulista voltei para a Bahia, arrumei companheira. E sabe como é: banho de mar, cônjuge voa, engole água, se iodifica, depois que boa, que morenaço que ela fica. Resultado: filho. Tornei-me pai de um soteropolitaníssimo galeguim do zóio azu que hoje, homem feito, se apaixona por uma das morenas mais frajolas da Bahia e me contempla com essa nora cheia de morenice. E achando pouco me regala com uma neta sem aviso prévio, logo eu, um quase teen viro de repente um grandpa. Antes que eu consiga dizer alguma coisa, igualmente à socapa me mimoseia com mais um neto e uma netinha igualmente galeguinha de zói azu, essa aí da foto no colo do galego que é seu genitor. E de quebra me presenteia com uma família muitíssimo baiana com matriarcal primazia, cheia de avós, tias, primas, gentes de matizes diversos, de peles que vão do moreno-claro ao negro. E eu, com meu sangue ítalo-hispânico-luso-paulista-baiânico, me vejo feliz compartilhando dos laços desta autêntica família brasileira, genuína família baiana, uma aula de congraçamento étnico-cultural. Família que tem muito mais em comum com o lado italiano que deixei do que podem supor os habituais cultivadores de estereótipos que nos colocam a nós, da parte de cima do mapa, como um povinho exótico deflagrador de risos de motejo. É traço comum a autêntica alegria de viver, a celebração cotidiana da existência, o espírito gregário, o calor humano, o amor entre os integrantes do clã, a solidariedade, o companheirismo, o compartilhar das felicidades e alegrias. Isto tudo seja em festas populares como a de Yemanjá, do Dois de Julho, do Bonfim, de Santa Luzia, onde o sagrado e o profano se entrelaçam, o catolicismo e as afro-religiões se mesclam em uma democracia autêntica que é uma constante do povo baiano e onde o mundo se devia espelhar para bem conviver. E seja ainda nas festas familiares que sabe-se apenas quando começa - e começa pelo menos uns vinte dias antes da efeméride propriamente dita - e que nunca se sabe quando se vai acabar. Talvez quando acabe a comida, que sendo tanta nunca acaba. Agora mesmo na comemoração do batizado e aniversário de Malu, minha dita neta caçula, que para animar ainda mais a coisa coincide com o dia de São Cosme e São Damião - os Ibeji e Erês, santos-meninos na afro-baiana religião - havia panelões cheios de saborosos vatapá, caruru, farofa de dendê, feijão-fradinho, galinha de xinxim e sabe-se lá mais o quê. Antes todo mundo na igreja católica para o devido batizado. Depois todos à casa para mastigar, deglutir, engolir, comer o caruru da forma que sempre o fazem em meio a conversas diversas, risos, gargalhadas, abraços de admirável confraternização, onde a fé e o amor são uma constante, onde não há espaço para tristezas e a vida é reverenciada como uma dádiva que se comemora com júbilo, afeto e uma exuberante e renovável alegria. Que Deus e os orixás sempre nos iluminem a todos e que bisa Elza, encomende logo sua vistosa elegante roupa vermelha já que a Festa de Iansãnta Bárbara não tarda nadinha a chegar.
(Publicado originalmente em 30/09/2016)

27 maio 2016

O cartunista Glauco, Paulo Paiva e Deus

No calor da forte emoção da perda de um amigo de longa data e longos papos, Paulo Paiva fez esta caricatura em homenagem ao cartunista Glauco que se foi desse mundo no auge de sua criatividade, de uma forma que a todos nos deixa siderados pela loucura e violência com que aconteceu. Um desses acontecimentos chocantes que nos assombra os dias nos tempos atuais. Fiquei emocionado com o belo gesto do Pepê e neste 12 de março, tão triste para cartunistas e quadrinistas, faço de sua sincera, tocante e tão fraterna homenagem, a minha própria homenagem ao irreverente e sempre inspirado criador de Geraldão e de tantos personagens que ganharam vida através de seu traço fantasticamente hilário e do seu humor que marcou toda uma geração de leitores.
(12/03/10)

19 maio 2016

Biratan Porto, cartunista, um muso nada obtuso

Desenhar é profissão, fonte de recursos - parcos para muitos profissionais, suficiente para outros - mas é também fonte de prazer vez que, ponto comum, amamos o que fazemos. Para tornar mais divertidos os momentos em que faço um trabalho de quadrinhos, costumo colocar nome de amigos em personagens, falar de fatos sucedidos comigo mesmo ou com conhecidos. Ou até mesmo colocar como personagem algum amigo pelo qual tenho grande consideração que é maneira de homenagear a quem gosto. E ninguém mais digno de todas as homenagens cabíveis que o grande Biratan, cartunista paraense, supimpa e piramidal, amplamente premiado, mente fecunda que é, calhando ainda de Bira ser um ser humano dos melhores, amigão de todos, amado por um batalhão de gentes em todo este Brasil varonil do Gugu e do Clodovil. Bira é o tipo de cara que todo baiano como eu adora ter como amigo por ser uma figura muitíssimo do bem, uma companhia das melhores, papo inteligente e, sobretudo, pleno de humor da melhor qualidade. Sendo um vivente simples, franco, criativo, bem-humorado, talentoso, sem alarde nem rompantes, Bira gosta de sorver uma cervejinha na maciota enquanto tira acordes sonantes e dissonantes de seu instrumento de cordas, apreciando também trocar umas ideias com amigos numa roda à mesa de um bar ou barraca. Ainda bem que sou um desses amigos e falo isso ab imo pectore, ab imo corde, seja lá que zorra queiram dizer tais latinidades, vez que sou um tipo sórdido que cita coisas das quais não entende lhufas, só por achá-las bonitas e sonoras e para parecer um cara culto aos olhos e ouvidos alheios. Ilustrando esta matéria, uma página da HQ inspirada em um cartum birataniano, sendo que tal HQ foi publicada há algum tempo pela Editora Escala, e nela coloquei meu chapinha Biratan como personagem central. Daqui da Bahia mando para você um benfazejo axé, Bira, cabra bom de cartuns e de bandolim!
(Public. orig. 14/02/10)

11 maio 2016

Beatles, Stones, Marley, Steve Wonder e Ringo Starr no traço maravilhoso de Pablo Lobato

1. Cabeludos de Liverpool 2. Pedras rolantes 3. Majestade do Reggae 4. Cego Maravilha 4. Batera dos quatro cabeludos
Já postei aqui uns belíssimos trabalhos do caricaturista argentino Pablo Lobato. Fera. Um trabalho lindo, limpo, diversificado, pleno de originalidade e que, além de tudo, traz estampada a incontestável marca do talento que os exímios desenhistas argentinos costumam exibir em cartuns, caricaturas, quadrinhos, ilustrações, pinturas. Grandes magazines planeta afora trazem em suas páginas o traço elegante desse argentino que encanta a todos os amantes da boa arte.

21 abril 2016

Sketchbook 02 / homem com camisa vermelha

Neste desenho usei aquarela, a boa, a velha, a prazeirosa aquarela com direito a manchas e transparências que ela se nos permite empregar. Ah, e usei um bolígrafo, que é como nuestros hermanos argentinos - sempre habilidosos e virtuoses no ofício de desenhar - chamam o que nós chamamos de singela maneira de caneta esferográfica.
(Publicado originalmente em 17 de novembro de 2010)

17 abril 2016

Lage, cartunista: memória perpetuada em livro de Otto Freitas e Washington de Souza Filho

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“Lage era diferente, não vacilava, não se vendia, não se deslumbrava. Acima de tudo era um homem íntegro. Penso nele como um modelo profissional e de caráter. Penso nele como a possibilidade real de passar pela vida de forma decente, porque foi nisso que pautou sua existência”. Esse bem formulado, sincero e tocante depoimento é de Gonçalo Júnior, cultuado jornalista, escritor, roteirista de HQs e crítico de quadrinhos e está no livro Lage, de autoria de Otto Freitas e Washington de Souza Filho, obra integrante da Coleção Gente da Bahia, da Assembleia Legislativa, que teve seu lançamento no dia 22 de setembro de 2015. A esse precioso depoimento de Gonçalo somam-se outros, todos prestados por quem conheceu, conviveu ou trabalhou com Hélio Roberto Lage, ou simplesmente Lage, cartunista baiano para quem a definição de genial não soa como exagerada. Otto Freitas e Washington de Souza Filho,  jornalistas de larga experiência, pesquisaram com afinco e os depoimentos  que colheram foram fundamentais para  reconstituir o perfil de Hélio Roberto, um ser humano digno dos mais rasgados elogios, e também o retrato exato do mais irreverente cartunista da Bahia, dono de um estilo pessoal que continha o que há de melhor da propalada baianidade, sabendo como ninguém criar tipos populares calcados na realidade soteropolitana, exibindo sempre um humor inteligente, diferenciado, consciente, popular, comunicativo, insuperável. Através dele e de seu traço personalíssimo, Lage marcou de forma indelével sua brilhante atuação na grande imprensa e na chamada imprensa alternativa, em livros, revistas,TV e até mesmo através das ondas do rádio. Dentre os muitos livros que ilustrou, o Dicionário de Baianês, de autoria de Nivaldo Lariú, merece citação por ter se tornado um sucesso em todo o Brasil. Criativo, de raciocínio rápido e com uma aguçada visão do mundo, Lage foi um profissional atuante, combativo, que não temia arrostar os mais poderosos opressores, mas que ao fazer uma crítica, por mais contundente que ela fosse não deixava de nela colocar seu incomparável humor que provocava nos leitores um riso gostosamente escancarado.
(Publicado originalmente em 28/09/15)

Lage, livro de Otto Freitas e Washington de Souza Filho lançado na Assembleia Legislativa


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Imperativo se faz tecer as devidas loas à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e a todos quantos couberem os méritos pela criação e manutenção da Coleção Gente da Bahia, uma providencial iniciativa literária que tem a elogiável missão de buscar perpetuar em livros a trajetória de vida de baianos mais que ilustres que não tiveram ao longo de sua existência a devido registro de seus atos e feitos. Por motivos variados as diversas mídias se dedicam a dar ampla cobertura a uma parte de pessoas que tiveram existências dignas de registro por terem tido papel importante no cenário baiano por suas marcantes atuações nas mais diversas áreas, política, esportes, cultura, medicina e tantas mais.  O que sobra em divulgação para uns por vezes falta para outros, resultando em que muitas figuras importantes no cenário da Bahia correm o risco de cair no esquecimento com o passar do tempo. Aí é que entram em cena os diversos livros da Coleção Gente da Bahia buscando registrar a vida marcante dessas pessoas, uma iniciativa louvável digna dos maiores elogios.  A linha editorial adotada baseia-se em pesquisas acuradas, depoimentos diversos e os livros são escritos em linguagem simples e direta, sem rebuscamentos desnecessários. As obras são bem diversificadas e através delas o público tem a oportunidade de se informar melhor sobre ricas figuras populares da Bahia, como a misteriosa Mulher de Roxo, os inspirados compositores Gordurinha e Riachão, o grande Mestre Pastinha, capoeirista hábil. Para nosso gáudio, Lage, o mais recente livro lançado pela Coleção Gente da Bahia, de autoria dos jornalistas Washington de Souza Filho e Otto Freitas, é sobre ninguém menos que o maravilhoso e inesquecível cartunista Lage que em vida a tantos encantou por ser a extraordinária figura humana que era e, sobretudo, por seu admirável trabalho de cartunista, caricaturista e desenhista em que prevaleciam um humor sem similar e um inigualável talento que juntos conscientizaram e fizeram rir tão gostosamente o povo da Bahia.
(Publicado originalmente em 28/09/15)

16 abril 2016

Paulo Zulu ainda mais belo na homenagem ao cartunista Lage

 
Do que se trata esta foto aê? À primeira vista você, atilado e sapiente leitor, certamente dirá: " Ora, esta é fácil! É o modelo Paulo Zulu e um monte de apolíneos modelos outros no Morumbi Fashion Week!" Muitos cairiam neste engano, por sinal assaz compreensível dado o elegante porte físico desta galera toda. Mas nada de Morumbi Fashion, trata-se de um encontro na Caixa Cultural louvando os 40 anos de carreira do cartunista Lage que Nildão e Alice, sua filha e braço direito, fizeram em póstuma homenagem ao nosso tão querido amigo, um cartunista fantástico. Agora, como dizem os ianques, o ru iz ru, ou seja, o "quem é quem". Na fileira dos que estão em pé, da esquerda para a direita, o cartunista e animador animadinho Caó Disney Alves, o desenhista Antonio Xaxado Cedraz, o escultor e caricaturista Valtério, esbanjando charme com sua camisa de viagem listrada. Bem atrás dele - no bom sentido e com o devidosíssimo respeito - Nivaldo Lariú, autor do Dicionário de Baianês, tão copiado Brasil afora . Completando a fila, o multimídia Nildão Lacerda e os queridos amigos jornalistas Washington Filho e Gutemberg Cruz. Agachados, ainda da esquerda para a direita, o cartunista Carlos Café, o artista plástico e mui desejado galã de TV Guache Marques e por fim, este Paulo Zulu melhorado que sou euzinho, vestindo jeans com uma elegância que nem o próprio Zulu consegue denotar na passarela em seus melhores momentos. E, como costuma afirmar a cantante Vanusa, recordar é viver, vai daí que publico esta notinha falando deste tocante e justo evento que aconteceu no mês de Agosto de 2011 ali na Caixa Cultural da rua Carlos Gomes, nesta Soterópolis, onde toda esta adonística tchurma esteve presente, como já disse, para homenagear o cartunista e queridíssimo amigo Lage, que se foi antes da hora e nos faz uma falta mais que imensa.
(Publicado originalmente em 04/04/14)

14 abril 2016

Sexo sem complexos, por Dr Príapo Durão, PHD

Como é você na hora do sexo? Com muitas taras, desvios, manias e inconfessáveis desejos? Calma, calma, calminha aê, não é preciso corar. Muito menos sair apressadamente para comprar um açoite e com ele vergastar, castigar sem pena seu corpo pretensamente pecador em dolorosas sessões de impiedoso autoflagelamento. Nem correr para a primeira igreja que aparecer e se agarrar em desesperado pranto à batina do cura de plantão. Ou marcar com urgência uma consulta com um psicanalista da moda. Em matéria de sexo você é normal, tão normal quanto as demais pessoas de toda parte do mundo como você poderá ver nas postagens seguintes.
(Publicado originalmente em 24/12/10)

20 março 2016

João Gilberto, orgulho da música brasileira.

João Gilberto, um ícone mundial, um fora de série. Desperta tanto admiração incontida das várias gentes quanto dor de cotovelo crônica em pessoas que demonstram não alcançar a qualidade maravilhosa de sua musicalidade rara.. Um contingente de amantes da música o adora nos EUA, México, Oropa, França e Bahia. Esta carica que ilustra esta postagem foi feita para um dos Cadernos Bês da vida. O original foi mostrado no FHUBÁ, que rolou recentemente no Teatro Castro Alves. Viva João Gilberto e sua Arte tão imitada, tão seguida por gente talentosa mundo afora.
(290512)

15 março 2016

Paulo Paiva, Corinthians campeão e Tostão prenunciando o atual declínio do futebol brasileiro.

Acreditem, além daquela arenga inócua e do velho lengalenga habituais dos que são chamados de cronistas esportivos, há vida inteligente na cobertura do chamado esporte bretão. São poucos, são raros os que compõem esse grupo, mas existem para nos livrar da mediocridade geral que contempla essa nação de tantos amantes do dito esporte das multidões. O principal entre esses raros bem-pensantes, no melhor dos sentidos, chama-se Tostão e suas opiniões podem ser lidas no jornal Folha de São Paulo. Poucos são os cronistas mais contidos e discretos, os outros em grande quantidade infestam rádios e TVs e ali destilam uma multidão de lugares-comuns, frases de efeito, opiniões emitidas por conveniência, pretenso entendimento de táticas e do que acontece em campo, visão rasteira do universo pebolístico e uma sórdida conivência com a cartolagem nefasta. Alguns adotam a linha humorística, imaginam-se criativos e engraçadíssimos. Emitem suas opiniões com ares de professores, mestres, próceres, grandes luminares do assunto. Não são luminares coisa alguma, em sua maioria assassinam nosso léxico e quase nunca acertam o alvo embora tenham suas opiniões em altíssima conta. Grande parte têm ligações nefárias com a cartolagem podre que tanto mal faz ao esporte, trabalham a serviço da escória. Pois Tostão é um dos raros casos de cronistas que podem ser lidos e ouvidos com respeito. Sou seu admirador incondicional e procuro ler tudo o que ele escreve. Acho-o pessoa idônea, equilibrada, imparcial que conhece tudo do assunto, conhece o país que vivemos, fala o que de fato pensa, mostrando conhecer profundamente o que se passa nas quatro linhas do campo. Não busca afirmação pessoal nem polêmicas baratas. Para traduzir o que penso sobre a conquista do Campeonato Mundial Interclubes pelo Corinthians nesse ano de 2012 vou fazer minhas as palavras do inigualável Tostão. Se os que se apossaram dos destinos do nosso futebol tivessem sua visão e consciência e não pensassem tão obsessivamente em acumular fortunas às custas desse esporte, certamente não teríamos passado o vexame mundial que passamos na Copa do Mundo que viria em 2014. Para ilustrar vou usar uma carica relativa à conquista do Bi do meu amado Timão, feita pelo cartunista Paulo Paiva, que é, assim como eu, mais um a compor este formidável bando de loucos que agora mostrou ao mundo e a quem sabe enxergar as coisas com clareza o que é amar verdadeiramente um time de futebol. Com vocês, o traço de PP e o texto irretocável do Tostão:

Aprendam com o Coringão  
Como escrevo aos domingos e quartas, não sou blogueiro, tuiteiro, não participo de rede social, não trabalho no rádio nem na televisão, gosto de palpitar, ainda não escrevi sobre o jogo do Corinthians e tenho a pretensão de achar que algum leitor queira saber minha opinião, continuo com o assunto, já comentado um milhão de vezes pela imprensa. Você já imaginou se, em uma das defesas de Cássio, a bola tivesse sido chutada um pouco para o lado? Seria gol, e o jogo poderia ter tido outra história. As opiniões seriam diferentes. Tite, certamente, seria criticado, o que seria injusto. Seu trabalho foi ótimo, independentemente do resultado.
Diferentemente das vitórias do São Paulo sobre o Liverpool e do Internacional sobre o Barcelona, quando os times brasileiros foram dominados durante toda a partida, o Corinthians fez um jogo equilibrado com o Chelsea.
Tite, mais uma vez, acertou ao colocar Jorge Henrique de um lado e Danilo de outro, deixando Emerson livre, como gosta e próximo de Guerrero. O time ficou mais forte, na defesa e no ataque. Parecia um clássico inglês. O Corinthians, no tradicional 4-4-2, com duas linhas de quatro e dois atacantes, enquanto o Chelsea atuava como as atuais equipes globalizadas, ditas modernas, com uma linha de três meias e um centroavante (4-2-3-1). O Corinthians não mostrou nenhuma novidade tática. Apenas executou muito bem o que foi planejado.
Ter um grande conhecimento teórico sobre futebol é essencial para ser um bom técnico. Mas o melhor treinador não é o que sabe mais a teoria. É o que percebe os detalhes subjetivos, nebulosos e faz com que os jogadores executem com eficiência o que foi planejado.
O Chelsea mostrou por que foi eliminado na primeira fase da Copa dos Campeões, pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, está muito distante dos primeiros colocados no Campeonato Inglês e, recentemente, foi goleado pelo Atlético de Madri, por 4 a 1, pela Supercopa da Europa.
Em resumo, há hoje três maneiras de se jogar futebol. Uma, única, a do Barcelona, que ocupa o campo adversário, fica com a bola e espera o momento certo para tentar a jogada decisiva. Outra, a do Corinthians e de equipes da Europa, de times compactos, que alternam a marcação por pressão com a mais recuada e que conseguem sair da defesa para o ataque com troca de passes. E a terceira, a da maioria dos times brasileiros e sul-americanos, com muitos chutões, jogadas aéreas, excesso de faltas e correria. É uma maneira arcaica de se jogar.
Espero que outros clubes brasileiros aprendam com o Corinthians a ser organizados, dentro e fora de campo. Isso já se iniciou no Brasileirão deste ano. Alguns técnicos tiraram a máscara, aceitaram as críticas e, lentamente, começam a mudar. Tomara!
(Publicado originalmente em 21/12/12)

Paulo Paiva e eu no bando de loucos pelo Corinthians


Eu queria dizer, escrever aqui um monte de coisas que traduzissem os sentimentos que agora experimento com a conquista do título da Libertadores pelo meu tão amado Corinthians. Numa hora destas fico igual uma dessas misses de concurso que, indagadas sobre qual emoções estão experimentando naquele momento glorioso, limitam-se a proferir "não tenho palavras para dizer o que estou sentido." Então, já que as palavras me faltam vou me valer da imagem de um amigo meu que também torceu enormidade pelo sucesso do Timão, meu confrade Paulo Paiva, cartunista dos melhores que, mostrando plena recuperação de um AVC,  paramentou-se com a camisa do Coringão e, assim, com o manto sagrado, desfrutou da alegria de ser mais um no monte de loucos pelo Corinthians. Esta foto me foi enviada pela sua esposa, Suely, e ela, de quebra, enviou também este cartum feito pelo Pepê, que não perdeu tempo e em cima do momento mágico rabiscou este cartum que mostra um corintiano atrás das grades mas campeão da Libertadores. Grande Pepê! Grande Corinthians! Grande bando de loucos! É nóis, manôôô!
(Publicado originalmente em 05/97/12)

19 janeiro 2016

Em Terras Americana: três álbuns de quadrinhos feitos na Bahia :

Para um cartunista e desenhista de HQs nada como começar o ano com uma realização das boas. Depois de ralar muito rafeando, layoutando, desenhando, apagando, redesenhando, artefinalizando e colorindo, ver o trabalho publicado, poder manusear pessoalmente o resultado de tanto esforço é sentir o peito palpitando de felicidade, borbulhando da mais insopitável alegria ab imo cuore. Para o gáudio de toda a equipe que trabalhou na trilogia de quadrinhos Em Terras Americanas, é chegado o momento feliz de comemorar devidamente a grande vitória que é ver o trabalho editado, publicado, lançado, estando à disposição do público leitor. Uma vez mais quero frisar que Em Terras Americanas é uma produção totalmente baiana, do argumento inicial à publicação, passando pela roteirização, rafeamento, desenhos, colorização, produção e editoração. A concretização dessa trilogia aconteceu pelo fato do trabalho haver sido selecionado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon, tendo sido publicado com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia. Bancar com dinheiro próprio uma produção dessas é um sonho fora do alcance de qualquer artista, a menos que ele seja o filho queridinho de algum magnata qualquer disposto a concretizar os sonhos do amado herdeiro. Pai da idéia dessa trilogia, o responsável pelo projeto é Tom S. Figueiredo, escritor amplamente premiado, argumentista e roteirista de HQs com larga experiência com os quadrinhos. Tom escreveu o argumento, roteirizou e fez os rafes. A Paulo Setúbal, que além de ser galã de novelas mexicanas é também o retumbante factótum deste bloguito, coube a missão de fazer os desenhos a lápis e os finalizar com nanquim em uma maratona que durou um bom par de meses. As cores são produto da competência de outro profissional experiente em HQs, Vitor Souza, com uma trajetória de mais de uma década colorizando personagens para o Estúdio Cedraz.  A Coordenação de Produção do Projeto ficou a cargo do mais que dinâmico Paulo Milha, a Gráfica Santa Bárbara encarregou-se da impressão e a editoração coube à Editora Cedraz, sendo editor o próprio Antonio Cedraz, em um dos últimos trabalhos que realizou em sua vida tão amorosamente dedicada aos quadrinhos, sua grande e insuperável paixão artística. Como foram publicadas com numerário advindo de verba oficial, as três revistas estão sendo vendidas por preço mais que acessível, sendo que a renda angariada será totalmente revertida em favor da ONG Centro Comunitário Batista Soteropolitano . Os amantes dos quadrinhos podem adquirir por módicos R$12,00, todos os três exemplares de Em Terras Americanas ali na KATAPOW (Av. Octávio Mangabeira, Edifício Privilege, loja 7, Pituba) e na RV CULTURA E ARTE (Av. Cardeal da Silva, 158, Rio Vermelho), localizadas ambas nessa cidade de Salvador, Bahia, espaços especializados na venda do que há de melhor no universo dos quadrinhos. Os leitores que não moram em Salvador ou mesmo os que não têm tempo de passar em uma das lojas citadas, podem encomendar seus exemplares pela Internet enviando o pedido em e-mail para editora@estudiocedraz.com.br. Nesse caso o preço é R$18,00, com o frete incluso. Em Terras ­Americanas foi feita com especial carinho por profissionais que amam os quadrinhos e é um marco histórico na arte sequencial produzida na Bahia. Você, leitor amante das boas HQs, certamente irá curtir muito e reservar para essas revistas um lugar especial na sua quadrinhoteca particular. 

21 dezembro 2015

Glauber, Getúlio Vargas e Lorca em caricatura de Setúbal

Glauber, esse Etna baiano, Getúlio Vargas, que tanto marcou a História do Brasil, e Lorca, versejador maduro, apesar de tanto querer verde. Esta caricatura com essas magníficas figuras mostrei em exposição no I FHUBÁ, Festival de Humor da Bahia.
( Publicado originalmente em 28/05/12 )

11 dezembro 2015

No Planeta Futebol

O futebol é uma temática presente na vida da maioria dos habitantes deste país continental. E eu não fico de fora. Sempre que possível revisito o tema com meus pincéis e tinta acrílica sobre tela. 
( Publicado originalmente em 13/04/10 )

Cantoras, músicos e músicas

Cantoras e músicos visitavam constantemente as telas do cinema em memoráveis filmes noir. E estão sempre visitando as telas que pinto com tinta acrílica como esta aí.
(Publ. orig. em 13/04/10)

03 dezembro 2015

André Costa Nunes emociona em seu livro que fala de indigenas, seringueiros e outros brasileiros

Niti, curumim em corpo de cunhã. Niti feliz, mergulhando nas águas de rios e igarapés, cuidando de seus xerimbabos e de seus filhos com igual carinho, amando na rede o seu bravo guerreiro em noites de luar. E rindo, rindo muito, como sempre riam os seus, porque amavam esse mundo verde que Tupã criou e deu a eles de presente com caça e pesca abundante. Um dia - há sempre um dia - chegaram estranhos invasores brancos que de árvores extraíam o látex. E chegaram tirando do povo de Niti o alimento, a liberdade, seus risos, as suas vidas. Foi inevitável: logo a cor clara do látex se tornou vermelho como sangue. Índios mataram brancos que buscavam expulsá-los de seus antigos territórios, do que sabiam ser deles, rios, caça, pesca, vida. Brancos mataram índios, a quem diziam inamistosos, hostis e cruéis assassinos. O silêncio da floresta foi quebrado pelo espocar de tiros, silvos de balas e pelo impacto das bordunas esmagando crânios. Os embates menores eram prenúncios de uma batalha de grandes dimensões, cruenta, talvez definitiva. Niti, curumim e cunhã, inerme, desnorteada, deslocada em meio a uma guerra desigual em que se dispara mortalmente contra cunhãs e curumins. Prevaleceu uma astuciosa e rústica tática militar em uma memorável batalha ou tudo não passou de um condenável e impiedoso massacre? Leia e julgue você mesmo, leitor. Tais acontecimentos estão esplendidamente descritos no livro A Batalha do Riozinho do AnfrísioUma história de índios, seringueiros e outros brasileiros, do escritor paraense André Costa Nunes. Quem ler esse livro escrito por quem sabe tão bem descrever personagens, locais e acontecimentos, reais ou ficcionais, não ficará indiferente, será tomado por intensas emoções de dor ou de alegria, e se verá transportado para os ambientes da majestosa selva amazônica, palco das portentosas ações, vivenciando cada momento descrito como se ali estivesse. Para os interessados em desfrutar dos prazeres dessa boa literatura, os contatos do autor são: xipaia@ibest.com.br e andrecostanunes@gmail.com

25 novembro 2015

Floriano Teixeira, mais desenhos e cores

Não me canso de admirar os desenhos de Floriano Teixeira. Ô cabra bom de desenho! Que traço, que sensualidade e elegância contida em cada linha, que humor refinado na criação de cada cena e personagem. E que saudade de amigo tão talentoso, tão fantástico artista, tão magnífico ser humano.

J. Bosco, novos trabalhos de caricaturas

1.Fassbinder, cineasta 2. Ron "Hellboy" Perlman 3. Mazzaropi
Não faz muito postei aqui um comentário sobre o trabalho de caricaturas do J. Bosco, profissional que de sua base em Belém do Pará envia para o mundo sua arte magnífica. Dizem que o brasileiro é um povo sem memória, mas tal assertiva não se aplica aos meus mnemônicos leitores que, indubitavelmente, trazem bem viva na lembrança a referida postagem, que por sinal mostrava alguns belíssimos trabalhos do Bosco. Para que ninguém ouse me chamar de somítico, preparei esta nova postagem com que os brindo com mais um lote dos notáveis trabalhos bosquinianos, já que é para o bem do povo e felicidade geral da nação.

24 novembro 2015

Caricatura de Setúbal feita por Jim Hopkins cria embaraço diplomático entre os EUA e o Brasil, / Pintando o Set 10

Infindáveis aplausos venho angariando devido à postura dignificante que tenho adotado perante o sórdido proceder de alguns caricaturistas deste patropi abençoá por Dê que em telas e papéis tem tratado de forma abjetamente canalha a minha augusta pessoa. Relevado tenho eu com a galhardia de um autêntico monarca tais repugnantes procederes. Mister se faz entretanto que eu aqui confesse que algumas vezes foi imperioso que eu usasse de marcial rigor para com alguns mais abusados aplicando com necessária severidade uns salutares catiripapos ao pé do escutador de pagode de tais debochados debuxadores. Cartunistas e caricaturistas só são valentes quando entrincheirados em cima de uma prancheta. Longe dela são uns ratos desprezíveis e uns pulsilânimes como o é o paraense J.Bosco que, célere qual um Usain Bolt, tratou de queimar um depreciativo portrait charge meu que ele havia rabiscado e photoshopado, em pânico com a possibilidade - nada remota, frise-se - de receber demolidora contraporra entre os cornos lá dele. Comigo é assim e, assim sendo, custou mas logrei botar ordem na casa neste Brasil varonil de Gugu e Clodovil. Ah!, mas ancho é meu padecer, meus caros Biratan, Paulo Caruso e Gonzalo Cárcamo. Para meu grande pasmar descubro que o complô orquestrado contra meu nobilíssimo ser ultrapassa as fronteiras tupiniquins. Por atentos informantes, da Big Apple chega-me às mãos esta caricatura minha feita pelo artista novaiorquino Jim Hopkins. Em primeiro lugar, Hopkins para mim só o Anthony, que é britânico de nascimento. Em segundo, meu caro Obama, antes que uma séria crise diplomática sem precedentes se instaure entre nossos países vá tratando de cortar as asinhas desse Mr. Hopkins. Nós por aqui já engolimos silentes rotundos batráquios vindos dos states via Kioto e Copenhagen. Mas tudo tem limite. O povo deste país que vai pra frente não permitirá jamais que imperialista algum escarneça de autênticos símbolos tupiniquins tais quais Pelé, Tiririca, Maria da Vovó e eu. Watch your step, man!
**** Caricaturas e outros magníficos trabalhos de Jim Hopkins - que além de talentoso é um cara legal - podem ser vistos clicando nestes links: http://mugitup.blogspot.com/ http://icecreamnobones.blogspot.com/
(Publicado originalmente em 25/01/1'3)