Se depender da pachecada ilimitada que ocupa intermináveis espaços nas bancadas esportivas das TVs e mídias digitais diversas com seus deletérios pachequismos, o futebol da seleção canarinho seguirá descendo a ladeira na banguela como vem fazendo há décadas de seca por títulos de Copa do Mundo. Ser pacheco em transmissões e pretensas análises, é usar as mais inconcebíveis e equivocadas razões para insistir em ser ufanista e cego contra toda e qualquer racionalidade que possa vir contestar as mais recentes seleções medíocres e perdedoras, e as razões claras dos descaminhos da antiga e hoje perdida excelência do nosso futebol e o volatilizado poder natural de formação de grandes craques. Falar sobre a seleção e nosso futebol sem uma visão pachequista, desvirtuada e inútil hoje é passível de críticas pesadas. Basta ver que qualquer postagem de alguém que saiba comentar com clareza, lucidez, honestidade e compreensão mais profunda do futebol é quase um crime para certa gente. Basta dar uma olhada nos comentários raivosos de uma turba que destila ódios ao verem vídeos protagonizados por quem tem a capacidade de captar em detalhes precisos as coisas do futebol como de fato são. Se essas pessoas lúcidas forem ouvidas, se seguirem o que dizem, o futebol brasileiro pode voltar a ser capaz de repetir feitos vitoriosos como os de gerações passadas, consagradas campeães. Quanto a entender ou não do riscado, basta olhar vídeos com comentários diversos para concluir que entre os ditos comentaristas há um reduzido número de quem entende muitíssimo de futebol e sabem se expressar sem um discurso de conveniência para agradar seus patrões ou torcedores ou patrocinadores, ainda que isso desperte despeito e raiva da canalha de sempre. Vai aqui esse vídeo com análises feitas pela sempre atenta e lúcida Milly Lacombe.