
No futebol, os que insistem em ver as coisas através da ótica do mais ufanista pachequismo têm múltiplos orgasmos ao repetirem que a seleção brasileira é a única no mundo a se classificar e participar em todas as edições de Copas do Mundo. Sabemos que lá pela Europa a campeonissima Itália não consegue se classificar há três edições. A Alemanha, a Holanda e outras tradicionais seleções europeias passam ou já passaram por similar sufoco. Mas o Brasil, não, sempre chega às Copas como impávido colosso. Só que se botarmos o pachequismo e toda sorte de ufanismo cego de lado, teremos que reconhecer que no futebol sul-americano o Brasil sempre nadou de braçada, voou em céus de brigadeiro, navegou em mares de almirante. Por aqui a desigualdade sempre foi muito grande, só a Argentina e o Uruguai nos faziam frente. Atualmente a coisa mudou, a evolução vem chegando aos nossos vizinhos e já acontece de perdemos para seleções que antigamente batíamos por 200x0. Ainda assim, a moleza prossegue e nessa imensa maria-mole, nessa baba de quiabo, como já disse o sempre perfulgente ídolo Vampeta é impossível a não classificação da canarinho em tão desigual cenário latino-americano. Depois do meio esportivo constatar que temos entre nossos jogadores um craque hipotético, que joga um hipotético futebol de alto padrão hipotético, tal termo vem sendo empregado constantemente. Assim, vamos pensar, hipoteticamente: com o nível pífio e o futebolzinho meia-boca que temos apresentado de mais ou menos um quarto de século para cá, se tivéssemos de conseguir nossa classificação para as Copas tendo de disputar a vaga na Europa, enfrentando Inglaterra, Holanda, França, Portugal, Espanha e etc., quantas vezes o Brasil se classificaria para uma Copa do Mundo? Os pachequistas militantes e juramentados já sabemos que diriam em sua delirante cegueira ufanista: todas as vezes! Mas você, pessoa habitualmente sensata e racional responderia o quê?