20 dezembro 2017

Música para se ouvir. Música para se ver.

Música. Ontem, hoje, agora, ainda e sempre. Gravada ou ao vivo, via rádio, seja AM ou FM, em CD original ou pirata, no MP3, no vinil, no computador, na trilha sonora de filmes, de novelas, de minisséries televisivas, de peças teatrais, no coreto da praça, na viola de um cego cantador, no repente surpreendente do repentista eminente, na tuba, no contrabaixo, no alto falante do circo mambembe, na flauta doce ou salgada, na gaita, no saxofone, no violino de som fino, na rabeca da Rebeca, no oboé ou não é, no bandonione, no realejo, no fagote, no violão, na guitarra, no contrabaixo, no órgão da igreja, nos atabaques dos terreiros de candombé, no cavaquinho, na caixinha de fósforo, no pente sem um dente, no bandolim, no banjo do arcanjo, na lira, no fole prateado, só de baixo 120 botão preto bem juntinho como nego empareado, no triângulo, na zabumba, nos oito baixos de Januário, nos pífanos, no pandeiro, no reco-reco, bolão e azeitona, na cuíca, na tumbadora, no piano de cauda, no berimbau, na guitarra havaiana, na guitarra portuguesa, na guitarra baiana, plugged ou unplugged. Música, música. Chico, Milton, Tom, Gil, Aldir, Bosco, Gal, Elis, Carmen, Daúde, Bethânia, Titãs, Mutantes com Rita Lee, Rita Lee sem os Mutantes, Cássia, Calcanhotto, Raul, Benjor, Chorão, Gonzagão, Mozart, Sivuca, Hermeto, Jackson, Genival, Manezinho, Gordurinha, Ludugero, Aznavour, Modugno, Amália, Piaff, Baleiro, La Lupe, Bola de Nieve, Lennon & McCartney, Roberto & Erasmo. Música. Música até mesmo feita com tinta acrílica, como nesta pintura aí em cima, que, com mucho gusto, fiz em uma tela de 1.70x1.00m. Música, ah, qualquer música! Samba, rock, baião, xote, xaxado, xoxote, maxixe e jiló, chorinho, dobrado, jazz, tango, fado, valsa, frevo, coco, maracatu, corta-jaca, tarantela, samba-de-véio, samba-duro, samba de roda, samba-reggae, samba-rock, samba de breque, samba de black, blues, funk, bossa-nova, cumbia, reggae, bolero-lero-lero-lero, beguin the beguine. Música. Música. Música! Excetuando-se a unanimemente indesejada marcha fúnebre, qualquer música, ah, qualquer, logo que me tire da alma esta incerteza que quer qualquer impossível calma!