23 agosto 2026

Um autóctone brasileiro em Nova York e o desígnio de um amigo cartunista.

Em noite do mais argênteo plenilúnio estava eu aqui em minha cobertura no Soho, Big Apple, empenhado no épico labor de livrar-me de incômodos pruridos em minhas pudendas partes, quando eis que me chegou virtualmente às mãos uma infomensagem de sinal de fumaça enviada pelo intimorato cacique-cartunista Biratan, o Bira, saudoso e fraternal confrade, ínclito aborígene paraense que soía desfilar seu garbo varonil pela jângal, paramentado com seu cocar feito com inusitadas penas, daquelas feitas para se desenhar com nanquim. O nobilíssimo silvícola Papaxibé me deixava claro que eu teria que postar nesse espaço três rabiscos diários durante cinco luas. Incontinente, postei essas três minhas garatujas pois muito prezo meu bem-estar, vez que ou Biratan era em tal determinação atendido ou declararia guerra contra minha tribo baiana de Mata Escura, os índios Akarajés.
1. NELSON RODRIGUES, grafite B, caneta nanquim descartável, alguns vidros de ecoline e um tostão de Photoshop.
2. GARI, lápis HB2, tinta acrílica sobre tela e um grama de Photoshop.
3. ORELHÃO, grafite B, canetas nanquim descartáveis, pincel Kolinsky number 2, um trapinho manchado de nanquim sobre papel Opaline 180 gramas e uma espórtula de Photoshop. 
(110215)