20 agosto 2026

Chico Buarque, Montaigne e eu com eles, a caminho de minha merecida glória literária.

 

De modesto nada tenho, acredite. Pergunte aos escritores consagrados que você tem no seu círculo de amizades - se nele acaso transitam alguns - o que os impulsiona a escrever seus romances intrigantes, ensaios elucidativos, crônicas divertidas, açucaradas poesias ou contos dignos de um Dostoievski, de um Tolstói, um Eça, um Machado, um José Maribondos de Fogo Sarney. Numa quase unanimidade, lhe dirão que escrevem para se expressar, para transmitir aos demais o que lhes vai na alma, que a escrita lhes dá sentido existencial, que sem escrever a cuca poderia explodir em milhões de caquinhos. Pretendentes a escribas, ainda neófitos, diriam algo similar em uma demonstração de elogiável sinceridade. Pois não eu. Exorbitante em autoafirmação, escrevo para atingir os pináculos da fama, a notoriedade, o aplauso geral, os holofotes, o tapete vermelho, a admiração incondicional dos leitores e críticos literários e, de todos eles, os mais deploráveis sentimentos de inveja. Chás, fardão, aquele chapéu mui suspeitamente batizado de bicórneo e a - por tantos cobiçada- cadeira da ABL eu dispenso desde já. Do restante eu e meu ego não abrimos mão de nada. Há uma dezena de anos aqui neste blog venho escrevendo e postando textos definitivos sobre assuntos os mais vários. Dez anos. E, no entanto, se consulto as estatísticas do blog elas me dão conta de que em uma década inteira minha postagem mais lida é uma insignificância perto do número de visualizações diárias de qualquer post dos blogueiros mais meias bocas e de qualquer das postagens dos influencers mais ineptos deste patropi. Nada sei de marketing pessoal, desconheço quaisquer mecanismos eficazes de promoção de espaços virtuais e não sou um tipo que se empenhe em fazer convenientes contatos sociais, até porque, devido idiossincrasias incontroláveis, não sou pessoa dada a maiores sociabilidades. 
Todo este extenso preâmbulo foi para dizer da minha imensurável e agradabilíssima surpresa por descobrir um texto meu publicado em um espaço virtual mais que nobre, voltado para a divulgação do que há de melhor na literatura, crônicas, poesias e artes em geral. Trata-se da cultuada Revista Prosa, Verso, Artes. O referido texto escrevi depois de haver assistido a um vídeo em que Chico Buarque explica o que o motivara a formular versos buscando decifrar em nós, humanos viventes, a origem do sentimento do amor, numa canção chamada Por que era ela, porque era eu. 
Por alcançar tal apoteótico sucesso de constatar meus escritos republicados em veículo cultural tão nobre, incensado pelos que amam, entendem e praticam o melhor da Cultura, meu peito se fez inflado do mais justificável orgulho literário e, incontinente, corri para repartir com vocês tal retumbante êxito. Não, leitor amigo, nada tenho de modesto, tanto mais agora que os tambores rufaram e minha consagração se fez anunciar. Prêmio Camões, Nobel da Literatura e glória literária, aí vai um imodesto convicto.      
O link para a Revista Prosa e Verso e Arte é:
(070123)