De modesto nada tenho, acredite. Pergunte aos escritores consagrados que você tem no seu círculo de amizades - se nele acaso transitam alguns - o que os impulsiona a escrever seus romances intrigantes, ensaios elucidativos, crônicas divertidas, açucaradas poesias ou contos dignos de um Dostoievski, de um Tolstói, um Eça, um Machado, um José Maribondos de Fogo Sarney. Numa quase unanimidade, lhe dirão que escrevem para se expressar, para transmitir aos demais o que lhes vai na alma, que a escrita lhes dá sentido existencial, que sem escrever a cuca poderia explodir em milhões de caquinhos. Pretendentes a escribas, ainda neófitos, diriam algo similar em uma demonstração de elogiável sinceridade. Pois não eu. Extremamente carente de afagos em meu ego, escrevo para atingir os pináculos da fama, a notoriedade, o aplauso geral, os holofotes, o tapete vermelho, a admiração incondicional dos leitores e críticos literários e os mais deploráveis sentimentos de inveja alheia. Chás, fardão e cadeira na ABL eu dispenso desde já, do restante não abro mão de nada. Há uma dezena de anos aqui neste blog venho escrevendo textos definitivos sobre assuntos diversos que, somados, perfazem um total de umas cinco ou seis centenas de postagens. Dez anos e, no entanto, quando consulto as estatísticas do blog elas me dão conta de que em uma década inteira minha postagem mais lida é uma insignificância perto da visualização diária dos blogueiros mais lidos e de postagens dos influencers mais seguidos deste patropi. Nada sei de marketing pessoal, desconheço quaisquer mecanismos eficazes de promoção de espaços virtuais e não sou um tipo que se empenhe em fazer convenientes contatos sociais, até porque, devido idiossincrasias incontroláveis, não sou pessoa dada a maiores sociabilidades.
Todo este extenso preâmbulo foi para dizer que constatei que tive a imensurável e agradável e surpresa de descobrir um texto meu publicado em um espaço virtual que considero mais que nobre, voltado para a divulgação do que há de melhor na literatura, crônicas, poesias e artes em geral. Trata-se da cultuada Revista de Prosa, Verso, Artes, tendo eu escrito o referido texto depois de haver assistido um vídeo em que Chico explica o que o motivara a escrever uma canção chamada Por que era ela, porque era eu. Por alcançar tal apoteótico sucesso com meus escritos republicados em veículo cultural tão nobre, incensado pelos que amam, entendem e praticam o melhor da Cultura, meu peito se faz inflado do mais justificável orgulho literário e, incontinente, corri para repartir com vocês tal retumbante êxito. Não, leitor amigo, nada tenho de modesto, tanto mais agora que os tambores rufaram e minha consagração se fez anunciar. Prêmio Camões, Nobel da Literatura e glória literária, aí vai um imodesto convicto.
Todo este extenso preâmbulo foi para dizer que constatei que tive a imensurável e agradável e surpresa de descobrir um texto meu publicado em um espaço virtual que considero mais que nobre, voltado para a divulgação do que há de melhor na literatura, crônicas, poesias e artes em geral. Trata-se da cultuada Revista de Prosa, Verso, Artes, tendo eu escrito o referido texto depois de haver assistido um vídeo em que Chico explica o que o motivara a escrever uma canção chamada Por que era ela, porque era eu. Por alcançar tal apoteótico sucesso com meus escritos republicados em veículo cultural tão nobre, incensado pelos que amam, entendem e praticam o melhor da Cultura, meu peito se faz inflado do mais justificável orgulho literário e, incontinente, corri para repartir com vocês tal retumbante êxito. Não, leitor amigo, nada tenho de modesto, tanto mais agora que os tambores rufaram e minha consagração se fez anunciar. Prêmio Camões, Nobel da Literatura e glória literária, aí vai um imodesto convicto.
O link para a Revista Prosa e Verso e Arte é:
(070123)

