08 março 2026

Eu quero ser uma locomotiva para atropelar você.

"Eu quero ser como a locomotiva para atropelar você. Fazendo tchuc, tchuc, tchuc, tchuc, tchuc, tchuc... tchuíiíí! Eu quero ser como um gato do mato que vive só miando. Fazendo miau... miau... miau... miau... miau. Eu quero ser como um triste vampiro voando pela cidade. Fazendo vum, vum, vum, vum, vum, vum, vum, vum. Eu quero ser como a serpente da água que vive só na mágoa. Fazendo pisss... pisss... pisss...pisss... pisss... pisss. Eu quero ser como um telefone de plástico para ligar só pra você. Fazendo trrrim, trrrim, trrrim, trrrim, trrrim trrrim. Eu quero ser como uma TV colorida pra mostrar todas as cores. Fazendo miummm, miummm, miummm, miummm, miummm. Eu quero ser como um chiclé de bola pra estourar na sua boca. Fazendo ploft, ploft, ploft, ploft, ploft, ploft, ploft. Eu quero ser como um carro de praça levando a multidão. Fazendo fón, fón, fón, fón, fón, rrrr...fón, fón, fón. Eu quero ser como um riso de amor na boca de um anjo. Fazendo hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã..."                                   
Eu, na verdade, na verdade, na verdade, queria mesmo era ser o Jorge Mautner pra pensar e dizer numa única canção tantas coisas tão saudavelmente insanas e tão insanamente lindas a quem muito se ama, ao som do banjo do arcanjo ou do meu violino extra de vários.
(03032019)

Domenico de Masi sobre a atroz aniquilação da inteligência coletiva brasileira.

Para muita gente, até para pessoas letradas, a ficha ainda não caiu. Já para outros, no entanto, tudo já era claríssimo desde o surgimento desse abominável cenário de extremismo de direita com seus ódios e retrocessos inimagináveis que aí está posto e muitos insistem em não ver por excesso de cegueira política e social. Em plena era bozonarista, no olho do furacão que atingiu tantos corações e mentes brasileiros, Domenico da Masi já nos alertava a todos. 
*“Neste momento, vocês estão nas mãos de um ditador”, disse o sociólogo italiano Domenico de Masi, autor de O Ócio Criativo, argumentando que Mussolini, Hitler e Erdogan também foram eleitos.*

*“Esta ditadura reduz a inteligência coletiva do Brasil. Durante esta pandemia, Bolsonaro se comportou como uma criança, de um jeito maluco. Ou seja, o ditador conseguiu impor um comportamento idiota em um país muito inteligente. Porque é isso que fazem as ditaduras.*

*Este me parece um fato tão óbvio que às vezes nos passa despercebido. Quando o país é comandado por pessoas tão tacanhas, a tendência é o rebaixamento geral do nível cognitivo da sua população.*

*É fácil entender por quê. Sob Bolsonaro, Damares, Araújo, Pazuello, Salles, Guedes & Cia, vemo-nos obrigados a retomar debates passados, alguns situados na Idade Média, ou no século 19, como se fossem novidades.*

*Terraplanismo, resistência à vacinação e a medidas básicas de segurança sanitária, pautas morais entendidas como questões de Estado, descaso com o meio ambiente, tudo isso remete a um passado que considerávamos longínquo.*

*Quando entramos nesse tipo de debate entre nós, ou com as “autoridades”, é como se voltássemos da pós-graduação às primeiras letras do curso elementar. Somos forçados a recapitular consensos estabelecidos há décadas, como se nada tivéssemos aprendido.*

*É como forçar cientistas a provar de novo a esfericidade da Terra ou a demonstrar eficácia da vacinação. Ou defender, outra vez, a necessária separação entre Igreja e Estado, mais de 230 anos depois da Revolução Francesa.*

*É muita regressão e ela nos atinge. De repente, nos surpreendemos discutindo o óbvio, gastando tempo com temas batidos e desperdiçando energia arrombando portas abertas séculos atrás na história da humanidade.*

*À parte a necessária luta política para nos livrarmos o quanto antes dessa gente, entendo que existe uma luta particular e que depende de cada um de nós: a luta para não emburrecer.*

*Manter a lucidez e a inteligência através da leitura de bons autores e da escrita. Manter viva a sensibilidade pela conversa com pessoas normais e pela boa música. Assistir a bons filmes para contrabalançar a barbárie proposta pela vida diária e pelas redes sociais.*

*Enfim, mantermo-nos íntegros e fortes para a reconstrução futura do país. Não podemos ser como eles. Não devemos imitá-los em sua violência cega. Não podemos nos deixar contaminar por sua estupidez. Eles passarão. E estaremos aqui, para recomeçar.*

*Provavelmente, o que leva a esse rebaixamento é o ódio e o ressentimento por levar as pessoas a se sentirem, no fundo, perdedoras (é o caso de todos os bolsonaristas que conheci mais de perto) e ter de encontrar bodes expiatórios para culpá-los. A cultura competitiva, que estabelece, com critérios perniciosos, o que é ter sucesso, faz com que quem entra nesse jogo perverso, sinta-se, no final das contas, sempre um perdedor.”*

https://viladeutopia.com.br/sociologo-italiano-domenico-di-masi-constata-o-rebaixamento-da-inteligencia-coletiva-brasileira/

051022

04 março 2026

Ed LittleBanana, a calçada da White House e seus segredos revelados

O fugitivo lesa-pátria Dudu Bananinha, ex-deputado e ex-escrivão (ou seria excrivão?) recentemente gravou um vídeo digno de um pulp fiction de James Bond revelando secretíssimos detalhes da secretíssima conversa Vieira-Rubio. No referido vídeo, o insígne prófugo - chapeiro e embaixador nas horas vagas - agiu tal um agente secreto (nada a ver com o filme do Kleber Mendonça) e, coberto de inquestionáveis razões, desmentiu os comunicados oficiais emitidos por autoridades representantes dos EUA e Brasil. A seu favor, saibam os senhores e as senhorinhas, que do ponto estratégico secretíssimo da calçada em que Little Banana estava ouve-se perfeitamente qualquer conversa sigilosa do interior da White House, (há uns míseros 500m do dito ponto), bastando apurar os ouvidos. Little Banana valeu-se de uma infalível e centenária tática de vizinhas fofoqueiras do Brasil, dotadas todas de poderosos pavilhões auriculares. É lamentável que dois comunistas truculentos infiltrados na Segurança da White House tenham decidido ignorar que Little Banana é coligado e íntimo de Donald Trump e tenham expulsado de lá o Poka Pika e seu quase fiel partner, o democrático estelionatário internacional, neto de falecido ditador equinístico.






28 fevereiro 2026

Nana Caymmi, a canção de Lô Borges, Milton Bituca e Márcio Borges, a ditadura militar

No ano de 1979 Nana Caymmi pediu a Márcio Borges que fizesse uma letra para a melodia de Clube da Esquina n°2 que, até então, era uma música só instrumental. Depois de consultar os autores da melodia - seu irmão Lô Borges e Milton Nascimento - Márcio escreveu os célebres versos dessa canção e entregou para a filha de Seu Dorival e de Dona Stella Maris. A cantora recebeu a letra, leu, adorou e a gravou de boas. Nana foi casada com Gilberto Gil, na companhia do qual estava quando vista e fotografada em passeata pelas liberdades democráticas suprimidas por uma ditadura militar de extrema direita que sempre teve ódio figadal às Artes e aos artistas, no atacado e no varejo. Por certo se sobre ela se desencadeasse a violenta repressão costumeira, no meio de tantos gases lacrimogênios a moça Caymmi ficaria calma, calma, calma, calma.                                                                                 Tempos depois, sabe-se lá o porquê, essa irmã de Dori e Danilo, artista talentosa, de aclamados dotes canoros, descambaria para uma lamentável adesão ao que há de mais abjeto política e socialmente no Brasil, a mais olaviana extrema direita que nutre carradas de ódio mortal pela classe artística, classe que ela, seus irmãos, sua mãe, Stella Maris e seu pai, o lendário Dorival Caymmi, sempre integraram com amor, dedicação e elevada competência. Felizmente, para gáudio da história da música brasileira, nos anos 70s Nana Caymmi pensava diferente e teve a suprema sabedoria de nos brindar a todos com uma maravilhosa gravação de Clube da Esquina n°2 interpretando divinamente e registrando para a posteridade essa emblemática canção que nos ensina a não temer ímpios tiranos, asquerosos e crudelíssimos ditadores e suas desumanas repressões, um verdadeiro hino libertário. Grato, Nana.

24 fevereiro 2026

Cau Gomez, mineirim e baianim / Pintando o Set 8

Algumas pessoas são de fato sobejamente espaçosas no trato para com minha virtuosíssima pessoa. Deve ser esse meu jeito lhano, cordato, cheio de bonomia, blandícia e veraz beatitude, inerentes a quem nasceu no berço das romarias populares, ex-votos, pleitos e quitações de devotadas promessas, terços, beatos, bentinhos, figas, escapulários, andores e formidáveis milagres, a cidade de Candeias, Bahia, tal qual este filho de Seu Setúbal e de Dona Celina. Para provar que o que digo não são apenas e tão somente meras words, words, words, vou logo contando que o hoje cultuado cartunista Cau Gomez era ainda um recém-chegado aqui nessa Soterópolis, capital da Bahia e, mesmo assim, sem pedir licença, agindo com a maior sem-cerimônia, foi logo tascando em meu peito de remador esta carica que ele fez de mim. Ô, mineirim forgado! Com cara e alma de eterno menino, ao dar os seus primeiros passos aqui nessa afrocity, Cau Gomez tinha um olhar meio de esguelha, de mineirinho, a fala doce de mineirinho, o cabelo curtinho como o de um típico mineirinho pacato. Hoje, passados tantos anos vivendo na Bahia, Cau adotou um estiloso visual afro-baiano que lhe cai muitíssimo bem. E pelas ruas, vielas e intermináveis ladeiras dessa Soterópolis, lá vai ele, malemolente como um genuíno baiano. Mas eu bem sei que por dentro o cara ainda continua mineiríssimo, que só ele. Por fora, um belo acarajé. Por dentro, puro pãozim de queijo, sô.
(260511)

22 fevereiro 2026

Mulher de Peixes no Horóscopo de Vinicius de Moraes

Mulher de Peixe...peixe é
Em águas paradas não dá pé
Porque desliza como a enguia
Sempre que entra numa fria.
Na superfície é sinhazinha
E festiva como a sardinha
Mas quando fisga um namorado
Ele está frito, escabechado.
É uma mulher tão envolvente
Que na questão do Paraíso
Há quem suspeite seriamente
Que ela era a mulher e a serpente.
Seu Id: aparentar juízo
Seu ego: a omissão, o orgulho
Sua pedra astral: a ametista
Seu bem: nunca ser bagulho
Sua cor: o amarelo brilhante
Seu fim: dar sempre na vista.
(211013)

12 fevereiro 2026

Apaches do Tororó, Buck Jones e todos blocos de índios do carnaval da Bahia

Nos anos 70s, quando ainda não era o abastado dono e editor deste blog, habitando eu na Selva de Pedra de Sampa, eis que resolvi me autorrepatriar para a Bahia depois de naquela algo remota época haver provado, embevecido, a magia incomparável do carnaval de rua desta Soteropéia Desvairada. Digo e redigo, há aqui nessa afrocity um povo cuja alegria ultrapassa todas as divisas comportamentais instituídas, que é festeiro, que adorar rir, dançar e amar como nenhum outro, sendo que o carnaval de rua sempre foi sua delirante apoteose. Ah, mister se faz ressalvar-se que tempos houve em que esse carnaval era verdadeiramente popular e não um produto que ávidos empresários atualmente vendem embalado em abadás que, a julgar pelo preço cobrado, devem ser confeccionados em fio do mais puro ouro. E muita coisa mudou desde que certo dia os políticos incubidos de administrarem esta afrourbe viram no carnaval e nas festas de largo a possibilidade de lucros fantásticos. Destarte, deram início a um processo de desarborizar bairros inteirinhos pra limpar as vias onde hoje soem trafegar sem impedimentos, os trios elétricos fazedores de formidáveis fortunas para uns, com suas bandas, seus saltitantes cortejos. Pari passu, trataram de estabelecer novas regras na organização do carnaval e das festas de largo, o que alterou profundamente as coisas. Barracas perderam todo o charme da vária e rica criatividade popular, foram oficialmente padronizadas, a diversidade foi sendo esvaziada e entrou em cena uma intragável exclusividade para o fabricante de cerveja que mais pagasse, usurpando dos foliões o democrático e, até então, inviolável direito de escolher a marca de cerva de sua preferência a ser ingerida durante a festividade.
Mister se faz dizer que naquela libertária década de 70 o hoje predominantemente noturno carnaval de rua da Bahia tinha seu início ainda pelas manhãs no mais das vezes ensolaradas, e o melhor da festa se concentrava na Praça Castro Alves com o sol rompendo ao meio-dia, como diz o caetanístico frevo Atrás do Trio Elétrico. Ali se misturavam gentes famosas e os anônimos, vendedores, foliões, héteros, gays, brancos, negros, mulatos e gringos, sob sol ou sob chuva, suor, cerveja e muita Maria Joana sob o olhar cúmplice do condoreiro Poeta da Abolição ali esculturado e era bem dali, da mão do poeta, que o sol se levantava e a lua se deitava na côncava praça. Esse carnaval baiano e essa Praça Castro Alves fizeram por onde merecer e foram eternizados, celebrizados, perpetuados em emblemática canção de Caetano Veloso em que, parafraseando o grande vate abolicionista, o mano de Beta Beta Bethânia retratou os costumes populares da época dizendo que "a praça é do povo como o céu é do avião". Ouvi e achando pertinente o dito, tratei de descolar espaço cativo na renomada ágora. 
E vai daí que, em um belíssimo dia desses anos 70s, lá estou eu na Praça Castro Alves onde, aboletado em elevado, disputado e privilegiado cantinho à guisa de camarote, espero a passagem de trios e blocos. Eis que alguém brada: "Évem os Apaches do Tororó!" Será que ouvi direito? Ouvi e fico sabendo que o Apaches é o primeiro bloco que surgiu no carnaval da Bahia com a nobre intenção de merecidamente homenagear o povo indígena. Frise-se que por um desses insondáveis mistérios dessa afrocity Soterópolis, os blocos índios nunca foram de homenagear Pataxós, Tupis, Bororós, Guaranis, Xavantes, Macuxis, Tapuias ou quaisquer outras tribos indígenas da Bahia ou da circunvizinhança e, sim, os índios norte-americanos tais como Apaches, Comanches e Sioux que aqui só davam as caras nas telas de cinema e das TVs. Ou seja, em matéria de cacique, sempre estiveram mais para Touro Sentado que para Juruna. Percebo, quando se aproximam, que portam os adereços indígenas que Hollywood nos mostra: mocassins, penas, elegantes cocares, indefectíveis machados, rostos com característica pintura. Com uma substancial diferença: os pele-vermelhas que vejo são em verdade todos de cor negra retinta, o que deixaria em pé a vasta e fulva cabeleira do genocida general Custer. Isto também deve explicar os cliques incessantes das máquinas fotográficas dos gringos à minha volta. Antes que algum solícito antropólogo me esclareça as ideias, um novo arauto anuncia: "Évem Buck Jones!" Pronto. Este eu conheço, é da mesma grei de antigos astros do faroeste hollywoodiano feito Tom Mix, Gene Autry, John Mac Brown, Tex Ritter, Monte Hale, Ken Maynard, Rocky Lane e Roy Rogers. É cowboy genuíno e certamente a porrada vai comer no centro com a indiada azeviche. Qual o quê! O Buck Jones em questão me explicam que é o nome do cantor da Banda Mel cujo trio se avizinha. Mas como nessa afrocity o inusitado é corriqueiro, fico na minha, imaginando que a qualquer momento alguém vai bradar: "Évem John Wayne!" E ao invés do Duke, quem de fato advirá no cenário da praça montado em empinante corcel não será nenhum tipo ariano de zoim azu, mas um macunaímico Grande Otelo ou um glauberrochistíco Mário Gusmão. E as hostilidades de praxe mostradas nas telas darão lugar a confraternizantes abraços entre Apaches, Comanches, Sioux, Pataxós, Gês, negros, brancos, mulatos, cafusos, mamelucos, teutos, sinos, lusos, anglo-saxões e quem mais vier, pois nesta terra, malgrado um desprezível magote de canalhas, é infindável nossa capacidade de amar e inexaurível é nossa alegria de viver.
(020210)

23 janeiro 2026

Mulher de Aquário no Horóscopo de Vinícius de Moraes

Se o que se quer é a boa esposa
A aquariana pousa.
Se o que se quer é uma outra coisa
A aquariana ousa.
Se o que se quer é muito amor
A aquariana
É mulher macho sim senhor.
Porém não são possessivas
Nem procuram dominar
Ou são meigas e passivas
Ou botam para quebrar.

26 dezembro 2025

As sandálias havaianas na vida de João Ubaldo Ribeiro

Em tempos distantes do tsunami de indigência mental da ignominiosa e extremíssima direita que nesses hodiernos dias assola esse auriverde torrão, João Ubaldo Ribeiro, bem-do-dele, sem fardão, capelo ou espadim, enverga um calção de pindoba a meia zorra, tendo aos pés libertárias havaianas.

17 outubro 2025

Ed Little Banana não sabe como aniquilar um velho Vampiro.

O FUGITIVO LITTLE BANANA É TÃO PARVO QUANTO SEU CONDENADO PAI. POIS NÃO É QUE O CABEÇA DE MOUNJARO DEU DE AMEAÇAR MICHEL TEMER COM SANÇÕES TRUMPISTAS? NESSE NOSSO AURIVERDE TORRÃO, L.B. É O ÚNICO A IGNORAR O FATO DE QUE SÓ É POSSÍVEL ACABAR COM TEMER PENETRANDO EM SUA SECULAR TUMBA E FINCANDO-LHE UMA PONTIAGUDA ESTACA NO PEITO.

23 setembro 2025

Como Ed Little Banana deve agir com Michel Temer

ED LITTLE BANANA JÁ MOSTROU SER UM HOMEM EQUILIBRADO E UM FILHO AMOROSO AO DIZER AO SEU ENCARCERADO GOLPISTA PAI: "VTNC, INGRATO DO CARALH(*)!!"
O FILHO 03, QUE SEMPRE MOSTRA SER TÃO APEDEUTA E FANÁTICO PELO TORTURADOR CEL.ULSTRA QUANTO SEU BIBLIÓFOBO, SOLUÇANTE E VOMITANTE GENITOR, ANDA AGORA AMEAÇANDO MICHEL TEMER COM SANÇÕES TRUMPISTAS. ORA, ORA, TODOS SABEM QUE A ÚNICA FORMA DE ACABAR COM TEMER É PENETRAR SILENTEMENTE EM SUA SOMBRIA TUMBA E FINCAR-LHE UMA ESTACA NO PEITO.

10 abril 2025

Contra corrupção e golpismos, Glauber Braga é imprescindível.

GLAUBER FICA!!

GLAUBER FICA!!

GLAUBER FICA!!

GLAUBER FICA!!

GLAUBER FICA!! 

GLAUBER FICA!!

GLAUBER FICA!!

GLAUBER FICA!!

GLAUBER FICA!!

09 abril 2025

Manifestação bozonarista pró-golpe juntou um padreco, um pastoreco e um pai de santeco.

Quem fala que já viu de tudo nesse Brasil varonil erra feio. Em que outro lugar do mundo alguém já testemunhou, como nós outros, uma manifestação de escopo extremista de direita a bordo de um trio elétrico, travestida de simpática confraternização democrático-ecumênica entre um oportunista PADRE DE ARRAIÁ JUNINO, um grande PASTOR BOCA SUJA EXTREMISTA DE DIREITA e um venal PAI DE SANTO FASCISTÓIDE?

O Cenourão ianque e o supertarifaço contra a China de Xi Jinping

Big Carrot agora diz que a China será taxada em 125% e que com sua benevolência aliviará para os mais miseráveis com uma módica taxação de 10%. Aliás as Redes Bozonarianas espalham que o Brazil será obrigado a pagar só os 10% graças à interferência de Ed Little Banana, nova eminência parda da White House após treta Trump x Elon Muche.

08 abril 2025

BOZONAZI INGLIXI CÔRSE

"Ái donte estrupe iú bicóze iú donte meresseichã!". "I uil guive a golpi in the fêrst oportuniti!". "Letes gou fuzilar the pitralhada." "Quil tuênte touzânde pipôus including Efe Agá Ci!". "Fór resolveichã ze poluêichã iz enófe iú shêti dêi iéz, dêi note."

26 fevereiro 2025

O homem no parque / Crônica Mente

        O homem sente a brisa fria do outono tocar seu rosto e vai despertando aos poucos de um sono pesado e longo. Com vagar seus sentidos vão se aguçando. Ouve vozes distantes. Risos adolescentes. Gritinhos femininos. Confabulações de velhos senhores. Não entende direito o que dizem. Esforça-se para enxergar de forma clara, mas suas retinas só captam vultos. Imprecisos. Inúteis. Quem são estas pessoas? Que dizem? Que fazem ali? A cabeça do homem parece girar e é forte a sensação de estar saindo de um estado letárgico, de um sono muito longo e pesado que ele sequer imagina quando começou.
      Aos poucos, felizmente, as coisas vão se tornando mais nítidas. As vozes mais audíveis. Os vultos vão tomando seus contornos humanos. Então ele vê. Está em um parque. Entretanto, embora a paisagem ao redor lhe pareça familiar, tudo o mais lhe é estranho. As pessoas estão trajadas com exóticas indumentárias. Os mais jovens parecem saídos de um mundo de ficção. São diferentes até no andar, no gestual, nas atitudes.
      Algumas crianças passam em grupo e aos gritos espantam os pombos que fogem alçando vôo. Vários pousam um pouco mais distante e recomeçam a comer as migalhas que encontram pelo chão. Uma das aves vem pousar sobre o chapéu do homem. Instintivamente ele tenta espantá-la com sua mão esquerda mas ela não esboça movimento algum. Tenta agora com a direita e, aterrorizado, percebe que  ela tampouco atende ao seu comando. Sente-se como se estivesse num estado de cruel apoplexia. Um grito às suas costas desvia seu pensamento. Uma voz desesperada grita por ajuda e brada: “Pega ladrão!”
      O homem tenta virar-se o mais rápido que pode mas não consegue. Dá-se conta que traz à cintura uma espada. Procura levar sua mão até ela na clara intenção de empunhá-la em socorro da vítima mas, se inteira, horrorizado, de que seus braços seguem desesperadamente estáticos. E seus antebraços, ombros, pescoço, pernas. Nada obedece ao seu comando. Nem mesmo o puro-sangue, que só agora percebe estar montando, tão imóvel quanto ele próprio. O homem vê aumentar seu desespero. Quer gritar seu grito mais forte. Mas de sua garganta não escapa sequer o mais débil gemido. Tal é seu horror, seu mudo desespero, que de seus olhos brotam duas lágrimas. Nelas, diluída, sua dor. Seu olhar marejado não consegue distinguir bem os dois vultos a uns poucos passos de si. Mas seus ouvidos lhe dizem que se trata de uma mulher adulta e uma menina de cinco ou seis anos. Aproximam-se enquanto conversam.
      _Mãinha, quem é este homem montado neste cavalo enorme?
     _É o velho Barão de Itapuã, filhinha. Um homem muito valente, que defendia o povo na luta contra nossos inimigos. Um verdadeiro herói, um patriota, tesouro da mamãe! Infelizmente hoje em dia existe pouca gente assim.
_Veja, mãinha! O homem está...está chorando!!
_Chorando?! Aonde já se viu, menina? Deve ser um resto de orvalho, querida. Você não sabe, minha doce criança? Estátuas não choram. 
( 060213)

25 fevereiro 2025

Charles Chaplin/ O homem no parque/ Dentes: quatro ilustrações de Setúbal

O HOMEM NO PARQUE/ Versão 1. Desenho esboçado com grafite B, arte-finalizado com bico de pena e pincel Winsor & Newton número 2. Foi utilizado nanquim Talens e um trapo embebido no nanquim para dar efeito de reticulado. Clicando sobre esta e as demais ilustrações você as amplia.
 O HOMEM NO PARQUE/ Versão 2. Esboço feito com grafite 2B, arte-final com caneta nanquim descartável. Sombreado em cinza feito no Photoshop.
CARLITOS, CINEMA E PIPOCA, grafite B usado para esboçar, caneta nanquim descartável para a arte-finalização.
DENTES E DENTES. Ilustração esboçada com lápis 2B, arte-finalizada com caneta nanquim. Para o efeito de reticulado ao fundo, foi usado um trapinho embebido em nanquim.

11 dezembro 2024

3X0 e o Botafogo volta pra casa.

 BOTAFOGO É          

TCHUTCHUCA                        

DO PACHUCA.

19 novembro 2024

TIÜ TRUMP


              Trump é um Tiü França que cobre a careca com peruca louro-cenoura e que, em vez de fogos de artificio, tem ao seu dispor um variado e pesado arsenal bélico nuclear.



05 novembro 2024

23 agosto 2024