11 maio 2016

Beatles, Stones, Marley, Steve Wonder e Ringo Starr no traço maravilhoso de Pablo Lobato

1. Cabeludos de Liverpool 2. Pedras rolantes 3. Majestade do Reggae 4. Cego Maravilha 4. Batera dos quatro cabeludos
Já postei aqui uns belíssimos trabalhos do caricaturista argentino Pablo Lobato. Fera. Um trabalho lindo, limpo, diversificado, pleno de originalidade e que, além de tudo, traz estampada a incontestável marca do talento que os exímios desenhistas argentinos costumam exibir em cartuns, caricaturas, quadrinhos, ilustrações, pinturas. Grandes magazines planeta afora trazem em suas páginas o traço elegante desse argentino que encanta a todos os amantes da boa arte.

21 abril 2016

Sketchbook 02 / homem com camisa vermelha

Neste desenho usei aquarela, a boa, a velha, a prazeirosa aquarela com direito a manchas e transparências que ela se nos permite empregar. Ah, e usei um bolígrafo, que é como nuestros hermanos argentinos - sempre habilidosos e virtuoses no ofício de desenhar - chamam o que nós chamamos de singela maneira de caneta esferográfica.
(Publicado originalmente em 17 de novembro de 2010)

17 abril 2016

Lage, cartunista: memória perpetuada em livro de Otto Freitas e Washington de Souza Filho

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“Lage era diferente, não vacilava, não se vendia, não se deslumbrava. Acima de tudo era um homem íntegro. Penso nele como um modelo profissional e de caráter. Penso nele como a possibilidade real de passar pela vida de forma decente, porque foi nisso que pautou sua existência”. Esse bem formulado, sincero e tocante depoimento é de Gonçalo Júnior, cultuado jornalista, escritor, roteirista de HQs e crítico de quadrinhos e está no livro Lage, de autoria de Otto Freitas e Washington de Souza Filho, obra integrante da Coleção Gente da Bahia, da Assembleia Legislativa, que teve seu lançamento no dia 22 de setembro de 2015. A esse precioso depoimento de Gonçalo somam-se outros, todos prestados por quem conheceu, conviveu ou trabalhou com Hélio Roberto Lage, ou simplesmente Lage, cartunista baiano para quem a definição de genial não soa como exagerada. Otto Freitas e Washington de Souza Filho,  jornalistas de larga experiência, pesquisaram com afinco e os depoimentos  que colheram foram fundamentais para  reconstituir o perfil de Hélio Roberto, um ser humano digno dos mais rasgados elogios, e também o retrato exato do mais irreverente cartunista da Bahia, dono de um estilo pessoal que continha o que há de melhor da propalada baianidade, sabendo como ninguém criar tipos populares calcados na realidade soteropolitana, exibindo sempre um humor inteligente, diferenciado, consciente, popular, comunicativo, insuperável. Através dele e de seu traço personalíssimo, Lage marcou de forma indelével sua brilhante atuação na grande imprensa e na chamada imprensa alternativa, em livros, revistas,TV e até mesmo através das ondas do rádio. Dentre os muitos livros que ilustrou, o Dicionário de Baianês, de autoria de Nivaldo Lariú, merece citação por ter se tornado um sucesso em todo o Brasil. Criativo, de raciocínio rápido e com uma aguçada visão do mundo, Lage foi um profissional atuante, combativo, que não temia arrostar os mais poderosos opressores, mas que ao fazer uma crítica, por mais contundente que ela fosse não deixava de nela colocar seu incomparável humor que provocava nos leitores um riso gostosamente escancarado.
(Publicado originalmente em 28/09/15)

Lage, livro de Otto Freitas e Washington de Souza Filho lançado na Assembleia Legislativa


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Imperativo se faz tecer as devidas loas à Assembleia Legislativa do Estado da Bahia e a todos quantos couberem os méritos pela criação e manutenção da Coleção Gente da Bahia, uma providencial iniciativa literária que tem a elogiável missão de buscar perpetuar em livros a trajetória de vida de baianos mais que ilustres que não tiveram ao longo de sua existência a devido registro de seus atos e feitos. Por motivos variados as diversas mídias se dedicam a dar ampla cobertura a uma parte de pessoas que tiveram existências dignas de registro por terem tido papel importante no cenário baiano por suas marcantes atuações nas mais diversas áreas, política, esportes, cultura, medicina e tantas mais.  O que sobra em divulgação para uns por vezes falta para outros, resultando em que muitas figuras importantes no cenário da Bahia correm o risco de cair no esquecimento com o passar do tempo. Aí é que entram em cena os diversos livros da Coleção Gente da Bahia buscando registrar a vida marcante dessas pessoas, uma iniciativa louvável digna dos maiores elogios.  A linha editorial adotada baseia-se em pesquisas acuradas, depoimentos diversos e os livros são escritos em linguagem simples e direta, sem rebuscamentos desnecessários. As obras são bem diversificadas e através delas o público tem a oportunidade de se informar melhor sobre ricas figuras populares da Bahia, como a misteriosa Mulher de Roxo, os inspirados compositores Gordurinha e Riachão, o grande Mestre Pastinha, capoeirista hábil. Para nosso gáudio, Lage, o mais recente livro lançado pela Coleção Gente da Bahia, de autoria dos jornalistas Washington de Souza Filho e Otto Freitas, é sobre ninguém menos que o maravilhoso e inesquecível cartunista Lage que em vida a tantos encantou por ser a extraordinária figura humana que era e, sobretudo, por seu admirável trabalho de cartunista, caricaturista e desenhista em que prevaleciam um humor sem similar e um inigualável talento que juntos conscientizaram e fizeram rir tão gostosamente o povo da Bahia.
(Publicado originalmente em 28/09/15)

16 abril 2016

Paulo Zulu ainda mais belo na homenagem ao cartunista Lage

 
Do que se trata esta foto aê? À primeira vista você, atilado e sapiente leitor, certamente dirá: " Ora, esta é fácil! É o modelo Paulo Zulu e um monte de apolíneos modelos outros no Morumbi Fashion Week!" Muitos cairiam neste engano, por sinal assaz compreensível dado o elegante porte físico desta galera toda. Mas nada de Morumbi Fashion, trata-se de um encontro na Caixa Cultural louvando os 40 anos de carreira do cartunista Lage que Nildão e Alice, sua filha e braço direito, fizeram em póstuma homenagem ao nosso tão querido amigo, um cartunista fantástico. Agora, como dizem os ianques, o ru iz ru, ou seja, o "quem é quem". Na fileira dos que estão em pé, da esquerda para a direita, o cartunista e animador animadinho Caó Disney Alves, o desenhista Antonio Xaxado Cedraz, o escultor e caricaturista Valtério, esbanjando charme com sua camisa de viagem listrada. Bem atrás dele - no bom sentido e com o devidosíssimo respeito - Nivaldo Lariú, autor do Dicionário de Baianês, tão copiado Brasil afora . Completando a fila, o multimídia Nildão Lacerda e os queridos amigos jornalistas Washington Filho e Gutemberg Cruz. Agachados, ainda da esquerda para a direita, o cartunista Carlos Café, o artista plástico e mui desejado galã de TV Guache Marques e por fim, este Paulo Zulu melhorado que sou euzinho, vestindo jeans com uma elegância que nem o próprio Zulu consegue denotar na passarela em seus melhores momentos. E, como costuma afirmar a cantante Vanusa, recordar é viver, vai daí que publico esta notinha falando deste tocante e justo evento que aconteceu no mês de Agosto de 2011 ali na Caixa Cultural da rua Carlos Gomes, nesta Soterópolis, onde toda esta adonística tchurma esteve presente, como já disse, para homenagear o cartunista e queridíssimo amigo Lage, que se foi antes da hora e nos faz uma falta mais que imensa.
(Publicado originalmente em 04/04/14)

14 abril 2016

Sexo sem complexos, por Dr Príapo Durão, PHD

Como é você na hora do sexo? Com muitas taras, desvios, manias e inconfessáveis desejos? Calma, calma, calminha aê, não é preciso corar. Muito menos sair apressadamente para comprar um açoite e com ele vergastar, castigar sem pena seu corpo pretensamente pecador em dolorosas sessões de impiedoso autoflagelamento. Nem correr para a primeira igreja que aparecer e se agarrar em desesperado pranto à batina do cura de plantão. Ou marcar com urgência uma consulta com um psicanalista da moda. Em matéria de sexo você é normal, tão normal quanto as demais pessoas de toda parte do mundo como você poderá ver nas postagens seguintes.
(Publicado originalmente em 24/12/10)

20 março 2016

João Gilberto, orgulho da música brasileira.

João Gilberto, um ícone mundial, um fora de série. Desperta tanto admiração incontida das várias gentes quanto dor de cotovelo crônica em pessoas que demonstram não alcançar a qualidade maravilhosa de sua musicalidade rara.. Um contingente de amantes da música o adora nos EUA, México, Oropa, França e Bahia. Esta carica que ilustra esta postagem foi feita para um dos Cadernos Bês da vida. O original foi mostrado no FHUBÁ, que rolou recentemente no Teatro Castro Alves. Viva João Gilberto e sua Arte tão imitada, tão seguida por gente talentosa mundo afora.
(290512)

15 março 2016

Paulo Paiva, Corinthians campeão e Tostão prenunciando o atual declínio do futebol brasileiro.

Acreditem, além daquela arenga inócua e do velho lengalenga habituais dos que são chamados de cronistas esportivos, há vida inteligente na cobertura do chamado esporte bretão. São poucos, são raros os que compõem esse grupo, mas existem para nos livrar da mediocridade geral que contempla essa nação de tantos amantes do dito esporte das multidões. O principal entre esses raros bem-pensantes, no melhor dos sentidos, chama-se Tostão e suas opiniões podem ser lidas no jornal Folha de São Paulo. Poucos são os cronistas mais contidos e discretos, os outros em grande quantidade infestam rádios e TVs e ali destilam uma multidão de lugares-comuns, frases de efeito, opiniões emitidas por conveniência, pretenso entendimento de táticas e do que acontece em campo, visão rasteira do universo pebolístico e uma sórdida conivência com a cartolagem nefasta. Alguns adotam a linha humorística, imaginam-se criativos e engraçadíssimos. Emitem suas opiniões com ares de professores, mestres, próceres, grandes luminares do assunto. Não são luminares coisa alguma, em sua maioria assassinam nosso léxico e quase nunca acertam o alvo embora tenham suas opiniões em altíssima conta. Grande parte têm ligações nefárias com a cartolagem podre que tanto mal faz ao esporte, trabalham a serviço da escória. Pois Tostão é um dos raros casos de cronistas que podem ser lidos e ouvidos com respeito. Sou seu admirador incondicional e procuro ler tudo o que ele escreve. Acho-o pessoa idônea, equilibrada, imparcial que conhece tudo do assunto, conhece o país que vivemos, fala o que de fato pensa, mostrando conhecer profundamente o que se passa nas quatro linhas do campo. Não busca afirmação pessoal nem polêmicas baratas. Para traduzir o que penso sobre a conquista do Campeonato Mundial Interclubes pelo Corinthians nesse ano de 2012 vou fazer minhas as palavras do inigualável Tostão. Se os que se apossaram dos destinos do nosso futebol tivessem sua visão e consciência e não pensassem tão obsessivamente em acumular fortunas às custas desse esporte, certamente não teríamos passado o vexame mundial que passamos na Copa do Mundo que viria em 2014. Para ilustrar vou usar uma carica relativa à conquista do Bi do meu amado Timão, feita pelo cartunista Paulo Paiva, que é, assim como eu, mais um a compor este formidável bando de loucos que agora mostrou ao mundo e a quem sabe enxergar as coisas com clareza o que é amar verdadeiramente um time de futebol. Com vocês, o traço de PP e o texto irretocável do Tostão:

Aprendam com o Coringão  
Como escrevo aos domingos e quartas, não sou blogueiro, tuiteiro, não participo de rede social, não trabalho no rádio nem na televisão, gosto de palpitar, ainda não escrevi sobre o jogo do Corinthians e tenho a pretensão de achar que algum leitor queira saber minha opinião, continuo com o assunto, já comentado um milhão de vezes pela imprensa. Você já imaginou se, em uma das defesas de Cássio, a bola tivesse sido chutada um pouco para o lado? Seria gol, e o jogo poderia ter tido outra história. As opiniões seriam diferentes. Tite, certamente, seria criticado, o que seria injusto. Seu trabalho foi ótimo, independentemente do resultado.
Diferentemente das vitórias do São Paulo sobre o Liverpool e do Internacional sobre o Barcelona, quando os times brasileiros foram dominados durante toda a partida, o Corinthians fez um jogo equilibrado com o Chelsea.
Tite, mais uma vez, acertou ao colocar Jorge Henrique de um lado e Danilo de outro, deixando Emerson livre, como gosta e próximo de Guerrero. O time ficou mais forte, na defesa e no ataque. Parecia um clássico inglês. O Corinthians, no tradicional 4-4-2, com duas linhas de quatro e dois atacantes, enquanto o Chelsea atuava como as atuais equipes globalizadas, ditas modernas, com uma linha de três meias e um centroavante (4-2-3-1). O Corinthians não mostrou nenhuma novidade tática. Apenas executou muito bem o que foi planejado.
Ter um grande conhecimento teórico sobre futebol é essencial para ser um bom técnico. Mas o melhor treinador não é o que sabe mais a teoria. É o que percebe os detalhes subjetivos, nebulosos e faz com que os jogadores executem com eficiência o que foi planejado.
O Chelsea mostrou por que foi eliminado na primeira fase da Copa dos Campeões, pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, está muito distante dos primeiros colocados no Campeonato Inglês e, recentemente, foi goleado pelo Atlético de Madri, por 4 a 1, pela Supercopa da Europa.
Em resumo, há hoje três maneiras de se jogar futebol. Uma, única, a do Barcelona, que ocupa o campo adversário, fica com a bola e espera o momento certo para tentar a jogada decisiva. Outra, a do Corinthians e de equipes da Europa, de times compactos, que alternam a marcação por pressão com a mais recuada e que conseguem sair da defesa para o ataque com troca de passes. E a terceira, a da maioria dos times brasileiros e sul-americanos, com muitos chutões, jogadas aéreas, excesso de faltas e correria. É uma maneira arcaica de se jogar.
Espero que outros clubes brasileiros aprendam com o Corinthians a ser organizados, dentro e fora de campo. Isso já se iniciou no Brasileirão deste ano. Alguns técnicos tiraram a máscara, aceitaram as críticas e, lentamente, começam a mudar. Tomara!
(Publicado originalmente em 21/12/12)

Paulo Paiva e eu no bando de loucos pelo Corinthians


Eu queria dizer, escrever aqui um monte de coisas que traduzissem os sentimentos que agora experimento com a conquista do título da Libertadores pelo meu tão amado Corinthians. Numa hora destas fico igual uma dessas misses de concurso que, indagadas sobre qual emoções estão experimentando naquele momento glorioso, limitam-se a proferir "não tenho palavras para dizer o que estou sentido." Então, já que as palavras me faltam vou me valer da imagem de um amigo meu que também torceu enormidade pelo sucesso do Timão, meu confrade Paulo Paiva, cartunista dos melhores que, mostrando plena recuperação de um AVC,  paramentou-se com a camisa do Coringão e, assim, com o manto sagrado, desfrutou da alegria de ser mais um no monte de loucos pelo Corinthians. Esta foto me foi enviada pela sua esposa, Suely, e ela, de quebra, enviou também este cartum feito pelo Pepê, que não perdeu tempo e em cima do momento mágico rabiscou este cartum que mostra um corintiano atrás das grades mas campeão da Libertadores. Grande Pepê! Grande Corinthians! Grande bando de loucos! É nóis, manôôô!
(Publicado originalmente em 05/97/12)

19 janeiro 2016

Em Terras Americana: três álbuns de quadrinhos feitos na Bahia :

Para um cartunista e desenhista de HQs nada como começar o ano com uma realização das boas. Depois de ralar muito rafeando, layoutando, desenhando, apagando, redesenhando, artefinalizando e colorindo, ver o trabalho publicado, poder manusear pessoalmente o resultado de tanto esforço é sentir o peito palpitando de felicidade, borbulhando da mais insopitável alegria ab imo cuore. Para o gáudio de toda a equipe que trabalhou na trilogia de quadrinhos Em Terras Americanas, é chegado o momento feliz de comemorar devidamente a grande vitória que é ver o trabalho editado, publicado, lançado, estando à disposição do público leitor. Uma vez mais quero frisar que Em Terras Americanas é uma produção totalmente baiana, do argumento inicial à publicação, passando pela roteirização, rafeamento, desenhos, colorização, produção e editoração. A concretização dessa trilogia aconteceu pelo fato do trabalho haver sido selecionado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon, tendo sido publicado com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia. Bancar com dinheiro próprio uma produção dessas é um sonho fora do alcance de qualquer artista, a menos que ele seja o filho queridinho de algum magnata qualquer disposto a concretizar os sonhos do amado herdeiro. Pai da idéia dessa trilogia, o responsável pelo projeto é Tom S. Figueiredo, escritor amplamente premiado, argumentista e roteirista de HQs com larga experiência com os quadrinhos. Tom escreveu o argumento, roteirizou e fez os rafes. A Paulo Setúbal, que além de ser galã de novelas mexicanas é também o retumbante factótum deste bloguito, coube a missão de fazer os desenhos a lápis e os finalizar com nanquim em uma maratona que durou um bom par de meses. As cores são produto da competência de outro profissional experiente em HQs, Vitor Souza, com uma trajetória de mais de uma década colorizando personagens para o Estúdio Cedraz.  A Coordenação de Produção do Projeto ficou a cargo do mais que dinâmico Paulo Milha, a Gráfica Santa Bárbara encarregou-se da impressão e a editoração coube à Editora Cedraz, sendo editor o próprio Antonio Cedraz, em um dos últimos trabalhos que realizou em sua vida tão amorosamente dedicada aos quadrinhos, sua grande e insuperável paixão artística. Como foram publicadas com numerário advindo de verba oficial, as três revistas estão sendo vendidas por preço mais que acessível, sendo que a renda angariada será totalmente revertida em favor da ONG Centro Comunitário Batista Soteropolitano . Os amantes dos quadrinhos podem adquirir por módicos R$12,00, todos os três exemplares de Em Terras Americanas ali na KATAPOW (Av. Octávio Mangabeira, Edifício Privilege, loja 7, Pituba) e na RV CULTURA E ARTE (Av. Cardeal da Silva, 158, Rio Vermelho), localizadas ambas nessa cidade de Salvador, Bahia, espaços especializados na venda do que há de melhor no universo dos quadrinhos. Os leitores que não moram em Salvador ou mesmo os que não têm tempo de passar em uma das lojas citadas, podem encomendar seus exemplares pela Internet enviando o pedido em e-mail para editora@estudiocedraz.com.br. Nesse caso o preço é R$18,00, com o frete incluso. Em Terras ­Americanas foi feita com especial carinho por profissionais que amam os quadrinhos e é um marco histórico na arte sequencial produzida na Bahia. Você, leitor amante das boas HQs, certamente irá curtir muito e reservar para essas revistas um lugar especial na sua quadrinhoteca particular. 

21 dezembro 2015

Glauber, Getúlio Vargas e Lorca em caricatura de Setúbal

Glauber, esse Etna baiano, Getúlio Vargas, que tanto marcou a História do Brasil, e Lorca, versejador maduro, apesar de tanto querer verde. Esta caricatura com essas magníficas figuras mostrei em exposição no I FHUBÁ, Festival de Humor da Bahia.
( Publicado originalmente em 28/05/12 )

11 dezembro 2015

No Planeta Futebol

O futebol é uma temática presente na vida da maioria dos habitantes deste país continental. E eu não fico de fora. Sempre que possível revisito o tema com meus pincéis e tinta acrílica sobre tela. 
( Publicado originalmente em 13/04/10 )

Cantoras, músicos e músicas

Cantoras e músicos visitavam constantemente as telas do cinema em memoráveis filmes noir. E estão sempre visitando as telas que pinto com tinta acrílica como esta aí.
(Publ. orig. em 13/04/10)

03 dezembro 2015

André Costa Nunes emociona em seu livro que fala de indigenas, seringueiros e outros brasileiros

Niti, curumim em corpo de cunhã. Niti feliz, mergulhando nas águas de rios e igarapés, cuidando de seus xerimbabos e de seus filhos com igual carinho, amando na rede o seu bravo guerreiro em noites de luar. E rindo, rindo muito, como sempre riam os seus, porque amavam esse mundo verde que Tupã criou e deu a eles de presente com caça e pesca abundante. Um dia - há sempre um dia - chegaram estranhos invasores brancos que de árvores extraíam o látex. E chegaram tirando do povo de Niti o alimento, a liberdade, seus risos, as suas vidas. Foi inevitável: logo a cor clara do látex se tornou vermelho como sangue. Índios mataram brancos que buscavam expulsá-los de seus antigos territórios, do que sabiam ser deles, rios, caça, pesca, vida. Brancos mataram índios, a quem diziam inamistosos, hostis e cruéis assassinos. O silêncio da floresta foi quebrado pelo espocar de tiros, silvos de balas e pelo impacto das bordunas esmagando crânios. Os embates menores eram prenúncios de uma batalha de grandes dimensões, cruenta, talvez definitiva. Niti, curumim e cunhã, inerme, desnorteada, deslocada em meio a uma guerra desigual em que se dispara mortalmente contra cunhãs e curumins. Prevaleceu uma astuciosa e rústica tática militar em uma memorável batalha ou tudo não passou de um condenável e impiedoso massacre? Leia e julgue você mesmo, leitor. Tais acontecimentos estão esplendidamente descritos no livro A Batalha do Riozinho do AnfrísioUma história de índios, seringueiros e outros brasileiros, do escritor paraense André Costa Nunes. Quem ler esse livro escrito por quem sabe tão bem descrever personagens, locais e acontecimentos, reais ou ficcionais, não ficará indiferente, será tomado por intensas emoções de dor ou de alegria, e se verá transportado para os ambientes da majestosa selva amazônica, palco das portentosas ações, vivenciando cada momento descrito como se ali estivesse. Para os interessados em desfrutar dos prazeres dessa boa literatura, os contatos do autor são: xipaia@ibest.com.br e andrecostanunes@gmail.com

25 novembro 2015

Floriano Teixeira, mais desenhos e cores

Não me canso de admirar os desenhos de Floriano Teixeira. Ô cabra bom de desenho! Que traço, que sensualidade e elegância contida em cada linha, que humor refinado na criação de cada cena e personagem. E que saudade de amigo tão talentoso, tão fantástico artista, tão magnífico ser humano.

J. Bosco, novos trabalhos de caricaturas

1.Fassbinder, cineasta 2. Ron "Hellboy" Perlman 3. Mazzaropi
Não faz muito postei aqui um comentário sobre o trabalho de caricaturas do J. Bosco, profissional que de sua base em Belém do Pará envia para o mundo sua arte magnífica. Dizem que o brasileiro é um povo sem memória, mas tal assertiva não se aplica aos meus mnemônicos leitores que, indubitavelmente, trazem bem viva na lembrança a referida postagem, que por sinal mostrava alguns belíssimos trabalhos do Bosco. Para que ninguém ouse me chamar de somítico, preparei esta nova postagem com que os brindo com mais um lote dos notáveis trabalhos bosquinianos, já que é para o bem do povo e felicidade geral da nação.

24 novembro 2015

Caricatura de Setúbal feita por Jim Hopkins cria embaraço diplomático entre os EUA e o Brasil, / Pintando o Set 10

Infindáveis aplausos venho angariando devido à postura dignificante que tenho adotado perante o sórdido proceder de alguns caricaturistas deste patropi abençoá por Dê que em telas e papéis tem tratado de forma abjetamente canalha a minha augusta pessoa. Relevado tenho eu com a galhardia de um autêntico monarca tais repugnantes procederes. Mister se faz entretanto que eu aqui confesse que algumas vezes foi imperioso que eu usasse de marcial rigor para com alguns mais abusados aplicando com necessária severidade uns salutares catiripapos ao pé do escutador de pagode de tais debochados debuxadores. Cartunistas e caricaturistas só são valentes quando entrincheirados em cima de uma prancheta. Longe dela são uns ratos desprezíveis e uns pulsilânimes como o é o paraense J.Bosco que, célere qual um Usain Bolt, tratou de queimar um depreciativo portrait charge meu que ele havia rabiscado e photoshopado, em pânico com a possibilidade - nada remota, frise-se - de receber demolidora contraporra entre os cornos lá dele. Comigo é assim e, assim sendo, custou mas logrei botar ordem na casa neste Brasil varonil de Gugu e Clodovil. Ah!, mas ancho é meu padecer, meus caros Biratan, Paulo Caruso e Gonzalo Cárcamo. Para meu grande pasmar descubro que o complô orquestrado contra meu nobilíssimo ser ultrapassa as fronteiras tupiniquins. Por atentos informantes, da Big Apple chega-me às mãos esta caricatura minha feita pelo artista novaiorquino Jim Hopkins. Em primeiro lugar, Hopkins para mim só o Anthony, que é britânico de nascimento. Em segundo, meu caro Obama, antes que uma séria crise diplomática sem precedentes se instaure entre nossos países vá tratando de cortar as asinhas desse Mr. Hopkins. Nós por aqui já engolimos silentes rotundos batráquios vindos dos states via Kioto e Copenhagen. Mas tudo tem limite. O povo deste país que vai pra frente não permitirá jamais que imperialista algum escarneça de autênticos símbolos tupiniquins tais quais Pelé, Tiririca, Maria da Vovó e eu. Watch your step, man!
**** Caricaturas e outros magníficos trabalhos de Jim Hopkins - que além de talentoso é um cara legal - podem ser vistos clicando nestes links: http://mugitup.blogspot.com/ http://icecreamnobones.blogspot.com/
(Publicado originalmente em 25/01/1'3)

23 novembro 2015

Jim Hopkins, um formidável caricaturista norte-americano


Bons artistas devem ser lembrados sempre e sempre. Seus trabalhos nos trazem prazer, alegria e toda sorte de bons sentimentos. Já fiz uma postagem anterior falando do caricaturista e ilustrador Jim Hopkins, um cara cujos desenhos tive o prazer de descobrir navegando na Net. Como gostei demais do trabalho dele e também sou fã destes dois caras aê - Harvey keitel e Dennis Blue Velvet Hopper - vou postar de novo os links para você ir lá, dar uma olhada e se deliciar com a arte do great, incredible and amazing Jim Hopkins. http://mugitup.blogspot.com e http://icecreamnobones.blogspot.com
(Publicado originalmente em 01/12/13)

20 novembro 2015

Deus é Fiel porque o Corinthians é Divino

(Publicado oroginalmente em 04/01/2013)

19 novembro 2015

Nildão, plugado e lançando um livro digno de estátua.

Reiteradas vezes aqui nesse majestoso bloguito já afirmei o quanto gosto da arte que é feita pelo Nildão, artista maior dessa soteropolitana city. Ou melhor, gosto das artes dele, que Nildão é um cara de múltiplos talentos, é um multimídia, um artista atuante, inspiradíssimo, inovador, um talento raro. Recebi convite para um novo evento de Nildão e como sobejamente os amo, prezados amigos leitores, vou logo repassando aqui para que vocês também possam desfrutar da notável talento desse artista bom de cartum, de grafite, de designer, de hai-kai, de quadrinhas e de quadrinhos.   
Nildão é atração do Conversas Plugadas e lança livro no Teatro Castro Alves 
No próximo dia 3 de dezembro, quinta feira, o projeto Conversas Plugadas recebe o cartunista e designer Nildão para um bate-papo com a plateia às 19 horas no Foyer do Teatro Castro Alves. Nessa segunda edição do projeto em 2015, Nildão é o convidado para falar de sua trajetória de mais de 30 anos desenvolvendo trabalhos em múltiplas linguagens como cartum, grafite, design e poesia. Após o bate-papo, Nildão receberá o público para o lançamento da reedição de seu livro de cartuns “É duro ser estátua”. Segundo Nildão, que não publica cartuns há muito tempo, “esse livro é uma síntese do meu trabalho como cartunista, onde o lírico e a delicadeza dialogam com a arrogância e a sanha destruidora da natureza humana.”   
O que: Conversas Plugadas com Nildão, seguido de lançamento do livro de cartuns “É duro ser estátua”. Onde: Foyer do TCA. Quando: Dia 03 de dezembro, quinta –feira, às 19 h. Ingressos: Entrada gratuita, convites na bilheteria do TCA até 30 minutos antes do início. O livro será vendido ao preo promocional de lançamento, R$30,00. Informações: Pelo fone (71) 99184 1822 ou pelo e-mail alice@nildao.com.br com a Alice Lacerda – Produtora Cultural.

10 novembro 2015

Vida e obra de Floriano Teixeira em livro escrito por Cristiano Teixeira, seu filho

Busquei, em postagem anterior, falar resumidamente da arte de Floriano Teixeira, um dos artistas maiores desse patropi abençoá por Dê. Centrei-me mais no aspecto do seu desenho que sempre me deixou encantado, atônito, boquiaberto diante de tanta maravilha, de tão extenso e raro talento. Esta nova postagem é para falar a você, fidedigno leitor deste bloguito, sobre um livro editado e lançado recentemente pela Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, como parte integrante da Coleção Gente da Bahia, elogiável projeto da ALBA. Trata-se do livro Floriano Teixeira, de autoria de Cristiano Teixeira. O sobrenome não é mera coincidência, já que Cristiano é filho de Floriano. Tendo convivido por toda sua vida com o pai e trabalhando com o ofício de escrever, Cristiano é mais que abalizado para falar da doce figura do grande artista plástico, contando particularidades que interessam a todos que buscam mais informações sobre Floriano, seu rico e admirável lado artístico, bem como o seu lado humano, amigo carinhoso, o chefe atento de uma extensa família, o provedor, o marido, o pai, o avô, o bisavô. Cristiano teve o cuidado de compor o perfil de Floriano valendo-se dos ricos depoimentos de outros artistas, escritores e intelectuais, parentes e amigos de FT, privilegiados que tiveram a felicidade de com ele conviver. O prefácio é um texto saboroso, rico, muito bem escrito pelo amigo Délio Pinheiro, que relata o início de sua amizade com o pintor e desenhista, as impressões que teve do artista, aspectos humanos, sobretudo.  Outros depoimentos igualmente ricos, como os do escritor James Amado, somam-se ao de Délio e assim Cristiano foi aos poucos construindo um retrato que mostra muito do artista de tantos e incomparáveis talentos, com obra vasta e consagrada, mesmo tendo ficado mais conhecido nacionalmente a partir do estrondoso sucesso das suas ilustrações para livros do escritor Jorge Amado, como Dona Flor e Seus Dois Maridos e A Morte e a Morte de Quincas Berro A Morte de D’água. Ficamos sabendo através dos relatos que Floriano nunca desenhava diretamente na tela, evitando manchá-la com borrões, frutos de correções feitas no desenho, o branco ainda imaculado do suporte pronto para receber as tintas. Valendo-se de estudos já feitos, FT definia fora da tela o que nela iria ser colocado e só então transpunha para ela seu desenho elegante e exato através de papel vegetal, já no tamanho adequado e sem mácula alguma. Era chegado o momento de o límpido desenho receber, com o costumeiro carinho, as tintas e todos seus delirantes matizes. Aspectos variados do artista e do homem estão relatados e os leitores ficam sabendo que, além de seu trabalho artístico pessoal, Floriano foi fundador e o primeiro diretor do Museu de Arte da Universidade do Ceará, que ele foi autor de enormes painéis cujos preparos levaram três anos, que o Presidente Sarney era um bom e antigo amigo, que em casas que morou no Rio Vermelho, em Salvador, recebeu como visitantes personalidades mundialmente famosas, admiradores de sua arte maior. Diversas fotos mostram momentos de Floriano recebendo honrarias oficiais e entre amigos, ao lado de artistas, escritores, jornalistas, personalidades diversas e familiares. Enriquecendo mais o livro, Cristiano fez publicar uma expressiva seleção de trabalhos de Floriano, sua pintura que nos faz sonhar, seus desenhos deslumbrantes. 
Interessados em adquirir o livro devem procurar informações na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia. 

10 outubro 2015

J.Bosco, caricaturista: quem sabe faz ao vivo


Estas caricas todas aí foram feitas pelo J.Bosco. Olhá-las me fez recordar que num dia qualquer dos anos 80 Cárcamo me convidou para expormos desenhos e caricaturarmos ao vivo o público num novo e elegante Shopping Center que surgira em Salvador. Caricaturas pra jornais eu já fazia há uns milênios à sós em recônditos cantinhos de redação. Ao vivo, cercado por um mundo de curiosos, jamais fizera. Mas um convite de Cárcamo não se recusa. Topei e o resultado foi tão bom que nunca mais parei de fazer. Depois disso já trabalhei sozinho em eventos e também com outros caricaturistas, em jornadas que vão de quatro a até 7 horas. É um trabalho em que o profissional tem que ter olhar aguçado para bem observar os traços dos modelos e procurar ser o mais fiel possível ao retratar cada um. Tudo tem que ser feito de forma rápida, de maneira a não cansar quem está posando e procurando atender a demanda que é sempre grande. E esta rapidez não pode resultar em um trabalho mal feito, desleixado, executado de qualquer forma. Seu talento está ligado ao resultado final onde você tem que mostrar um trabalho bem acabado, um traço vistoso e limpo num desenho que as pessoas queiram guardar, emoldurar, exibir orgulhosas aos amigos. Eu já conhecia e admirava o trabalho de cartuns e caricaturas feitas para a mídia impressa pelo paraense J. Bosco, mas dando uma xeretada básica em seu site descobri lá essas belíssimas caricaturas feitas por ele ao vivo, ali na base do tête-a-tête, em eventos. Caricas que evidenciam um traço elegante, refinado e exata precisão ao retratar os rostos dos modelos, como se pode ver pelas fotos, todos sorrindo, felizes. E tem que sorrir mesmo, já que são uns felizardos pois a um só tempo conseguiram um original do J.Bosco e de quebra puderam assistir ao vivo um grande mestre em ação. 
*********Veja mais trabalhos em: http://jboscocaricaturas.blogspot.com/
(Publicado originalmente em 31 de março de 2011)

25 julho 2015

Rockeando ando

A vida de cada um de nós tem uma trilha sonora, qual as que vemos nos filmes. Ela vai sendo editada à medida em que vivemos. Uma pitada de música infantil, de samba, tango, música de suspense e até - Deus nos livre e guarde! - da marcha fúnebre. Na trilha musical da minha vida não entram duplas argh- sertanejas, destas que vendem bilhões de discos no Brasil, nem grupinhos ditos de pagode, que pagode não é, pagode mesmo é outra coisa. Em compensação entram Zeca Baleiro, Daúde, a extinta Mestre Ambrósio, a sempre maravilhosa Bossa Nova, Chico, Caetano, Gil, Gal, Elis Regina, Marisa Monte, Calcanhotto, Gordurinha, Luiz Gonzaga, Hermeto Pascoal e um montão de capitosas especiarias musicais, como Marcelo Nova e o Camisa de Vênus. Sim, porque nesta lista entra - de leve - um rock'n roll da pesada, pois um bom rock nos vale para agitar geral, vez que esta vida rápido passa e rockear é preciso.
(15/05/10)

15 julho 2015

Comemorando aniversário com grandes amigos em Belém do Pará

Minha estadia em Belém do Pará como convidado do VII Salão de Humor da Amazônia encerrava uma oportuna coincidência. Um dos cinco dias em que eu ficaria na bela Belém era o dia do meu aniversário, 31 de maio. Comentei isso com Biratan Porto que logo confidenciou ao caricaturista J.Bosco. Vai daí que Bira, Bosco, Wânia, sua esposa, e Alllana Queiroz, tendo como cúmplice nessa história meu irmão Luiz Fernando Carvalho, organizaram para mim uma inédita festa-quase-surpresa no aconchegante apartamento de Biratan, um misto de lar e estúdio. Antes da festa, Luiz Fernando passou comigo em um bem suprido supermarket em que comprou umas garrafas de vinhos chilenos e um bom Vinho do Porto, já que além de amar os cartuns, apreciamos também as coisas boas da vida, afinal a gente não nasceu ontem. Chegando ao apartamento de Bira constatei de imediato que na festança que meus generosos e amáveis amigos me prepararam com tanto carinho quem ficaria muito à vontade seria o cantante e compositante Erasmo Carlos, o popular Tremendão, pois não era uma mera festinha, era uma festa de arromba, expressão que o músico usa em uma de suas canções para designar uma festividade memorável em que ele esteve. A sede era imensa e para aplacá-la fomos de cara abrindo uma garrafa de uma outra variedade de belo e capitoso vinho chileno que Bira comprara, não sem antes certificar-se de que se tratava de uma safra pré-Pinochet, bem mais salutar. Dois belíssimos bolos foram providenciados. Um era virtual, criativa e hilária brincadeira do Biratan, mostrando uma caricatura de minha fina estampa feita por ele no seu PC, em que eu soprava velas sobre um bolo que indicavam que eu estaria completando 66 anos de idade, sacanagem do Bira que sabe muito bem que eu tenho pouco mais que a metade disso, o que mostra que mesmo os grandes amigos têm seus momentos malafaios. Quanto ao outro, era um bolo de fato, um lindo, maravilhoso e mais que delicioso bolo de chocolate para chocólatra nenhum botar defeito. Os convivas foram chegando e entrando logo no clima e ao final boa parte da mais fina flor do cartunismo brasileiro lá estava pra se divertir na patuscada. Presentes no local meu inigualável hostess, Biratan Porto com seu indefectível Panamá na cuca, e os cartunistas Waldez Duarte, André Júnior, Mario Alberto, Orlando Pedroso, J.Bosco and family, Wânia e Allana Queiroz. Meu irmão gêmeo, que reencontrei em Belém, Luiz Fernando Carvalho, que é cartunistólogo e caricaturistólogo, além de um dos eficientes organizadores do Salão de Humor lá estava me alegrando e dividindo esses momentos de tão transbordante emoção. Todos nos divertimos à beça, bebemos muitos vinhos bons, cervejotas no capricho, comemos petiscos que o próprio chef Bira preparou com esmero, rimos a alto e bom som e ainda por cima nos divertimos com a verve de Bira que, versado em artes anfitriônicas, animou ainda mais o ambiente contando causos hilariantes para o divertimento e a felicidade geral da galera presente. Sim, senhoras e senhores, o Tremendão Erasmo Carlos haveria de se esbaldar nessa fuzarca. E por participar dela haveria de agradecer muitíssimo comovido. Muitíssimo, mas bem menos que eu. 
Na foto acima, Luiz Fernando Carvalho, André Abreu, Waldez Darte, Biratan Porto, Mario Alberto, Orlando Pedroso, J.Bosco e Wânia Queiroz, consorte do graaaaaande J.Bosco. Logo abaixo, a foto da discórdia. Meu coração generoso já perdoou a atitude insidiosa do Biratan.

Minha viagem para o VII Salão de Humor da Amazônia, Biratan Porto, amigos, Belém

Eis que um anjo de fulvas melenas adentra meu modesto lar e me anuncia que em breve eu haveria de visitar Belém, um sonho que tantos sonham e acabam ficando apenas no sonhar, que Deus tem lá seus imperscrutáveis desígnios e não nos cabe a nós, míseros mortais, questionar suas divinas decisões.  Tendo cumprido sua missão, sai de cena o anjo com suas alvinitentes asas e eu passo a contar os dias que me separam do momento de embarcar para Belém em outras asas que não as do anjo-mensageiro, as asas da Panair. Ou no mínimo em qualquer bom avião de carreira. Vem chovendo copiosamente todos os dias na minha Bahia de Todos os Santos e Orixás, entanto no dia do meu embarque o céu é de brigadeiro e nos ares me sinto tão maravilhoso e seguro qual um Aladim voando em seu confortável tapete mágico.  Uma honraria maior me acompanha nessa viagem: estou indo a Belém para me encontrar pessoalmente com o Nazareno.  Nesse momento cumpre-me esclarecer a você, caro leitor, que a Belém a que me refiro não é aquela que consta nos mapas atuais como situada na Palestina, e que era há 2000 anos apenas uma pequenina cidade próxima ao deserto da Judeia em que, segundo a Bíblia, nasceu ninguém menos que Jesus Cristo. A Belém a qual me refiro trata-se de Belém do Pará, cidade linda e aprazível, onde um povo pleno de calor humano habita.  Ah, e o Nazareno a que faço menção também não é o mesmo Jesus Cristo, convém deixar bem claro, trata-se do meu amigo Biratan Nazareno Porto, cartunista dos mais brilhantes do Brasil e desse vasto mundo. Pois foi esse meu piramidal amigo quem me telefonou formulando, em nome do Salão de Humor da Amazônia, o convite para viajar até sua terra com o precípuo escopo de integrar um júri formado por gente ligada aos cartuns tendo por objetivo de selecionar os premiados desse que é o VII Salão de Humor da Amazônia. De quebra, ficou combinado que eu ministraria uma oficina para falar aos inscritos sobre a arte da ilustração, como criar, que técnicas utilizar. Além do mais eu deveria integrar a mesa de um oportuno debate aberto ao público para falar sobre Liberdade de Imprensa, tema motivado pelo recente ataque terrorista ao jornal Charlie Hebdo e seus cartunistas. Tais encargos para mim são, em verdade, motivo de júbilo e de prazer vez que enxergo a profissão como uma realização pessoal, um lazer, uma forma de expressar meu pensamento diante das coisas do mundo.  Participar in loco de Salões de Humor sói proporcionar a alegria de encontrar amigos de longa data e de conhecer pessoalmente gentes que militam na área do cartum, saber suas opiniões, suas formas de encarar a profissão em comum.  E eis que na terra natal de meu ídolo, Doutor Sócrates, de Pinduca, Gabi Amaranto, Fafá de Belém, do Paysandu e do Remo revi confrades queridos, conheci novos amigos, a oficina foi um sucesso, o debate foi esclarecedor, os melhores do Salão foram premiados e eu, ah!, eu fui recepcionado da mais carinhosa maneira e vivi dias belenenses dignos de monarca.
Na foto de cima, eu ao lado dos meus talentosíssimos amigos J.Bosco e Biratan Porto. Na de baixo, flagrante de momento em que escolhíamos os melhores trabalhos do VII Salão. Da esquerda para a direita -no bom sentido, no bom sentido! - Waldez Duarte, Orlando Pedroso, Setúbal, Mario Alberto( tão encoberto que só dá para ver a ponta de sua brilhante cuca ), Natália Forcart e de costas, meu irmão gêmeo, Luiz Fernando Tavares.