12 outubro 2016

Setúbal e Valtério: quimioterapia e caricaturas no CICAN

Como cartunista sempre procurei fazer trabalhos para entidades diversas que lutam para dar aos brasileiros uma existência melhor, um país mais justo, mais ético, melhor de se viver. Notadamente para aquelas pessoas de maior carência que não encontram moleza nessa vida. É uma forma que muitos que pensam da mesma forma que eu, encontram de mostrar solidariedade e pensar no coletivo num mundo muita vez duro, onde as pessoas estão ficando cada vez mais competitivas no pior dos sentidos, muito mais individualistas, para ficar por aqui e não dizer mais. Well, well, há uns quinze dias meu amigo, o talentoso escritor fluminensoteropolitano Nivaldo Lariú, colocou-me em contato com a Dra. Eliana Lobão, que integra uma equipe de profissionais do CICAN - Centro Estadual de Oncologia, aqui na Bahia. Da doutora e de Lariú surgiu um convite para que caricaturistas da terra expusessem seus desenhos no corredores do Centro, como parte de um projeto, sendo que os que se julgassem disponíveis, fossem fazer caricaturas de pacientes que estão se tratando com quimioterapia no CICAN, lutando com todas as forças para curar-se de tão grave enfermidade, contando com a valiosa ajuda de médicos e de toda a dedicada equipe do Centro e, uma vez curados, poderem retomar a vida dita normal. Eu e Valtério Salles topamos de cara, combinamos e no dia 11 de Maio lá estávamos nós caricaturando uma notável galera que está sob tratamento, enfrentando com coragem a quimioterapia, todos a personificação da tal "brava gente brasileira", da letra do nosso Hino da Independência. De quebra caricaturizamos boa parte da equipe. O resultado foi maravilhoso, indo muito além das boas expectativa que tínhamos eu, Valtério e Vera - sua esposa sempre de alto astral, que nos acompanhou no seu nobre posto de fiel escudeira de Valtério sempre que mister se faz. Jornais e TVs por vezes mostram com fartura fatos desabonadores ligados ao seguimento médico, como a tal Máfia de Branco, que, para nossa tristeza, de fato existe. Mas há, felizmente, profissionais maravilhosos e dedicados atuando na área médica, que lutam com denôdo, consciência ética, como preconiza Hipócrates, e com notável amor ao próximo, como estes da equipe do CICAN a quem somos gratos pela oportunidade de vivenciar uma experiência humana única que muito nos comoveu e alegrou. Hoje, da Dra. Eliana Lobão, que articulou nossa ida e participação, recebi esta mensagem que repasso aqui para você, leitor. A ela e todos da equipe meu abraço mais afetuoso e minha admiração. 
"Bom dia, Setúbal.
Foi realmente mágico o que você e Valtério proporcionaram na Quimioterapia do CICAN. Simplesmente sensacional o que presenciamos: alegria, descontração, beleza e harmonia. Pacote completo e que não é tão comum naquele local. Obrigado, amigo. Contar com vocês foi o sucesso do nosso evento. Valeu! Bjs. Seguem fotos. Eliana Lobão."
(15/05/12)

"Jayme, um Leão na charge..." por Bira Dantas.

Jayme Leão sempre arrasou fazendo ilustrações maravilhosas que arrancavam das pessoas os mais rasgados elogios. Vi no Face esse texto de Bira Dantas postado em 12 de março de 2014, em que Bira presta uma mais que merecida homenagem a Jayme. Copiei o texto e devidamente não autorizado, em nome da amizade e da estima por ambos, reproduzo aqui neste bloguito para os leitores saberem um tantinho mais do trabalho de Jayme, um cara que arrasava ao ilustrar e que fazia isso com a maior simplicidade do mundo, sem ostentação, sem narcisismos ou egolatrias. Acompanhando o texto de Bira vai aí uma carica que ele próprio, eclético que é, fez de Jayme Leão, essa fera. 
"Conheci Jayme Leão através de suas capas no jornal Movimento nos idos de 1980, quando resolvi virar chargista. A sua arte-final perfeita reforçava o conteúdo de suas charges e ilustrações, carregadas com todas suas ideias socialistas, libertárias, solidárias.
Jayme era alguém que abraçava a causa dos oprimidos no primeiro momento, ou até antes disso, quando ninguém ainda pensava em fazê-lo.
Eu o conheci novamente nas reuniões da AQC em 1984. Um excelente e apaixonado orador, com seu sotaque mezzo nordestino, mezzo carioca. Antes de tudo, um defensor do Quadrinho nacional.
Quando colaborei com o jornal 
Retrato do Brasil, juntamente com o Luiz Carlos Fernandes, sob a batuta de Raimundo Pereira e Elifas Andreato, recebemos a sua visita, lembra Fernandes? E ele cobrou da gente: "Informação, posicionamento, combatividade e excelência gráfica!"
Comprei todos seus incríveis posteres de apoio a Nicarágua, El Salvador e Palestina.
Mudei pra Campinas em 1988 e perdi contato.
A capa da Circo editada pelo Toninho Mendes, me fez relembrar de sua técnica maravilhosa com o aerógrafo e as pinceladas. Alguém intimamente ligado as cores. Cores de luta!
Voltei a acompanhar seus trabalhos através de livros que amealhei aqui e acolá, assim como pelos "Arquivos Incríveis" do 
João Antonio Buhrer, um expert em artes gráficas.
Com a Pizzada dos Cartunistas organizada pelo 
Custódio Rosa em 1999 eu o reencontrei. Ele me contou de sua dificuldade com as editoras de livros. De como ele teve que pular do papel, aerógrafo, pincéis... para a arte digital, exigência editorial. Mas esse percalço ele resolveu com louvor, já que dominou também o photoshop. Ele me falou que queria mudar de Sampa, perguntou como era em Campinas... Pensou até em mudar pra cá. Na ocasião fiz a caricatura abaixo, onde o Mestre aparecia com outras dezenas de quadrinhistas.
Finalmente chegou o dia do 
Gualberto Costa entrevistá-lo no "Sábados das Artes Gráficas", saí de Campinas, mas só cheguei a tempo de lhe dar um abraço.
Foi um grande abraço!
A última notícia que recebi foi através do cartunista 
Edsondias Dias, que falou da dificuldade que o Jayme estava tendo, com os frilas e com a saúde.
Um artista deste quilate...
Deixa muita saudade."
Bira Dantas, cartunista, quadrinhista, ilustrador e amigo de Jayme Leão.

08 outubro 2016

J. Jorge Amado e o esparro na Bahia

Uma das formas mais recorrentes de humor nesta terra achada por Cabral é o emprego de frases de duplo, às vezes triplo ou quádruplo sentido. Aqui no Nordeste, então, nem se fala, temos um arsenal delas que são largamente utilizadas em nosso afrobaiano cotidiano. Nessa coisa de frases de sentido duplo, muita vez o que parece ser uma indagação singela, inocente e despretensiosa camufla uma outra que é puro veneno, malícia, sacanagem. Revelado o logro verbalizado só resta rir junto sem chiar nem espernear. Senão invariavelmente alguém irá dizer que você está louco de raiva. Captou a dubiedade? Tais perguntas, anexins ou mero comentários são batizados aqui na Bahia de esparro e tem há séculos importante papel na nossa cultura oral, apesar de seu tom fescenino e de escracho total que não respeita regras ao utilizar-se do obsceno. Certamente por isto ninguém tivesse ousado até agora colocar o esparro em um livro como o fez o escritor João Jorge Amado em seu livro Lá ele! (o esparro na Bahia), pela Publit Soluções Editoriais. Nele João Jorge prestou um serviço sério aos bem-humorados deste país, coletando, selecionando, analisando e explicando o esparro. Doravante todos, incluindo você que não teve a imensa fortuna de nascer neste afrobaiano torrão, poderão dialogar com qualquer autêntico soteropolitano sem correr o risco de cair em quaisquer esparrísticas armadilhas verbais. Principalmente você, que chegou há pouco de fora. Captou? Captou?
Para conseguir seu exemplar do livro joãojorgeamadiano com ilustrações setubalescas, acesse o site da Publit: http://www.publit.com.br

29 setembro 2016

Mark Ulriksen, norte-americano, e seu belo trabalho de ilustrações, pinturas e caricaturas



 

Comprei uma The New Yorker só porque, ao folheá-la em uma banca de revistas,  vira uns desenhos que muito me agradaram de um artista chamado Mark Ulriksen. Pelo nome achei que o cara devia ser europeu, talvez sueco. Mas na Net vejo que ele é americano e trabalha tendo como base a bela São Francisco, na Califórnia. Mark não é dado a grandes experimentalismo e inovações, sendo até um tanto ortodoxo, fazendo uso apenas de pincéis e tinta acrílica como material de trabalho. O que importa é que o resultado é de grande beleza e deixa transparecer uma pessoa que sabe pensar de forma diferenciada e construir uma arte cujo resultado agrada aos olhos tendo uma qualidade inegavelmente maravilhosa. Não é à toa que a The New Yorker o exibe em todas as suas edições ocupando grandes espaços dessa mundialmente consagrada revista. Acima, nas imagens que colhi, Michael Jackson, cães (algo recorrente nas ilustrações feitas por Mark) e Hank Williams ao lado de Patsy Cline, a cantora folk que tem a melhor interpretação que eu já ouvi de Crazy, canção-ícone dos acometidos de dor de cotovelo crônica. Awesome, Mark! O link para o site é: http://www.markulriksen.com
(Publicado originalmente em 22/02/14)

31 agosto 2016

O caricaturista Jim Hopkins, Barack e Michelle, Democracia, EUA, Brasil.

Fui buscar entre os trabalhos do grande Jim Hopkins, de New York, essa bela caricatura do casal Obama, Michelle e seu esposo-Presidente, Barack. Um presidente norte-americano negro era algo impensável há bem pouco tempo atrás. Como era algo improvável uma mulher ser presidente do Brasil. Bom, malgrado todo tipo de racismo entranhado no american way of life, os americanos se portaram de forma altamente respeitosa à Democracia, valorizando-a, Barack Obama foi guindado ao poder e nele se manteve mesmo desagradando muitos setores, certamente. No Brasil, lamentavelmente, faltou sentimento democrático e sobraram misoginia e interesses inconfessáveis. Quer dizer, não tão inconfessáveis assim, mas por uma questão de pudor e de boa educação é um assunto que não deve ser mencionado se houver inocentes criancinhas na sala. O fato é que  assim sendo, a Presidenta Dilma está sendo arrancada de seu cargo de uma forma cujas consequências não são nada promissoras e animadoras para grande parte da população brasileira. Deixando de lado tão cavernoso assunto e voltando ao talentoso Jim Hopkins e suas criativas caricaturas, publico também uma do sempre versátil Jack Black e da blond Meryl Streep, ambos atores com vasta filmografia e grande número de admiradores planeta afora.
*****O link para visitar a página da Pinterest com as caricaturas de Jim Hopkins é este: https://br.pinterest.com/pin/15129348726615466/

17 agosto 2016

Jim go bell in New York.

When I'm sailing across the mysterious and dangerous websea my chest is full of courage. Poseidon is at my side all the moments and makes me so strong and so brave like a viking. I'm a impavid navigator like Columbus. Or better, like Popeye, the sailor. Without fear I dive in the dangerous webocean and from the deep waters I always emerge with treasures in my hands and in my indefatigable eyes. Recently I got a chest with fantastic paintings and drawings signed from a guy from the Big Apple called Jim Hopkins. Wow! Jim is really a great artist, friends! If you want to see his marvelous works, don't miss your precious time and go to these blogs to see more of the Jim's productions: http://mugitup.blogspot.com/ and http://icecreamnobones.blogspot.com/ . Jim, here from Bahia I send to you my embrace and my huge admiration.
(Publicado originalmente em 22/12/09)

11 agosto 2016

Martíssima, maior camisa 10 do Brasil / Umas minas que eu amo 2

Da cuca criativa e atenta de Nelson Rodrigues, escritor, cronista esportivo e torcedor do Flu, nasceu a definição mais exata sobre o futebol brasileiro para nós, brazucas: "A seleção é a pátria de chuteiras." Uau! O cara sabia o que estava dizendo. O país parava em dias de jogos do chamado escrete canarinho para se inebriar com o show dos nossos craques, verdadeiros artistas que nos encantavam e de quebra encantavam todo este imenso planeta. Infelizmente a nefasta corrupção que assola nosso solo e não nos dá uma trégua, contaminou também o nosso dito esporte bretão e tornou a seleção brasileira este triste arremedo que aí está com direito a Dungadas, Zagalladas, Ricardoteixeiradas, Felipemeladas, Josémariamarinadas, Delneroadas, 
Redegloboadas, Galvaobuenadas, e derrotas humilhantes para Bolívia, México, Japão, times dos quais sempre ganhávamos de 15 ou 20. A zero! Com direito a baile, olés, gols de bicicleta, de letra, de chaleira, de glúteo, de bingolim, e o escambau. Sucedeu, por Elza e mais outras, como diria Mané Garrincha - um destes geniais artistas-jogadores - que fui perdendo, perdendo e perdi, como perdeu grande parte dos brasileiros, esse amor desmedido pela seleção, verdadeira veneração. Eis, no entanto, que nos dias atuais baixa em mim o espírito do engajado gajo Vaz de Camões e eu digo "Cessa tudo que a antiga musa canta que outro valor mais alto se alevanta!" Marta. Martinha. Martíssima. Uma camisa 10 autêntica, de futebol sublime, maravilhoso, empolgante, que joga como quem brinca, como quem cria uma arte, uma canção inebriante que nos vai ao âmago da alma. Jogadoras adversárias parecem parar em campo para vê-la desfilar seu futebol-arte. Marta nos trouxe de volta o tão cultuado futebol brasileiro que o mundo aprendeu a amar com Pelé, Mané, Didi, Vavá. Há uma abissal distância entre Marta e todas as outras jogadoras do futebol feminino em todo o planeta-bola. Uma pena para nós, que na nossa própria seleção, só a excepcional camisa 9, Cristiane, também premiada pela FIFA como uma das gigantes do futebol no mundo, chega bem pertinho do talento que Marta exibe nos gramados. Quanto às demais jogadoras, muito posso me enganar, mas ficam ainda bem distantes do talento da dupla Marta e Cristiane. Considerando-se que essas meninas não contam com o devido apoio e as necessárias condições básicas para desenvolver um futebol mais brilhante, sabemos o quanto são guerreiras e o quanto lutam para se manterem motivadas em um esporte que sofre com o preconceito e a falta de apoio oficial. Sim, temos que ser gratos a todas, reconhecer-lhes o empenho e o amor ao futebol feminino, uma grande paixão. Mas gênios não são produzidos em larga escala. Felizmente esse empenho das demais meninas ajuda em muito, é mesmo fundamental para que Marta possa nos brindar a todos com sua arte e comandar as memoráveis vitórias às quais estamos nos acostumando. Há muito tempo eu não sentia esta empolgação por ver alguém jogar futebol neste país. Pelos motivos supracitados e por culpa de quase todos os que integram o universo do futebol, sejam eles empresários do setor, cartolas ou os da crônica esportiva que criam ídolos de pés de barro com coroas de lata nas cabeças. Mancomunados e visando apenas o lucro pessoal levaram o futebol brasileiro a ser o arremedo que aí está. Mas felizmente há Marta, Martinha, Martíssima. Jogando muito e encantando o público do Brasil e do mundo, batendo recordes, somando premiações, ela conquistou com seu futebol o direito a figurar no glorioso panteão dos grandes craques de futebol do Brasil. Ao lado do maravilhoso Pelé, do estupendo Garrincha e outros, lá está, com todo o merecimento, a maravilhosa e igualmente estupenda Marta. Agora em que escrevo esta postagem, nas Olimpíadas do Rio o futebol brasileiro se faz presente com os times masculino e o feminino. Quem quiser que assista o futebol masculino,com suas estrelas sem brilho. Quanto a mim, já sei aonde estarão minha atenção, expectativa, torcida e alegria. A você, Marta querida, meus agradecimentos do fundo da minha alma por haver devolvido a mim e a tantos brasileiros o nosso verdadeiro futebol e a admiração incondicional do mundo inteiro, longe dos interesses financeiros e dos nefandos labirintos do arrivismo. Viva Marta, viva Martinha, viva Martíssima! 
P.S. Este post já está bem longo mas tenho que registrar que pouco depois da postagem a seleção do Brasil enfrentou a da Austrália em partida eliminatória dos Jogos Olímpicos e empatou no tempo normal, avançando para as seminais do torneio. Na disputa por pênaltis o Brasil venceu por 7x6 e a única jogadora a perder uma cobrança de pênalti por nossa seleção foi justamente a magnífica Marta. O Brasil só seguiu em frente na competição graças à sua goleira Bárbara que fez duas defesaças antológicas e às demais jogadoras designadas para as cobranças, e que fizeram isso com enorme competência. Em momento que a melhor jogadora de todos os tempos falhou, as demais atletas brasileiras brilharam quando mais necessário se fez, heroicas, firmes, precisas, personalíssimas.

31 julho 2016

Ashley Wood, desenhista: um salto da Austrália para o mundo


Quando se ouve falar em Austrália, é inevitável: à nossa mente salta um canguru lépido, exibindo invariavelmente um filhote na bolsa. Num segundo momento vem um ornitorrinco. Em seguida, tais condicionamentos nos levam a pensar no Crocodilo Dundee, com aquela sua cara de pau equilibrada sobre o pescoço, agarrando jacarés no muque. Santos estereótipos, Batman! A Austrália está muito além disso. É país próspero, de gente maravilhosa, com artistas soberbos. Como este ilustrador, diretor de arte e desenhista de comics chamado Ashley Wood. Apesar de jovem, Ashley tem larga experiência e um talento maravilhoso. Seu nome se espalhou pelo mundo como desenhista de Tank Girl mas Ashley vai muito mais além disso. Comprove você mesmo clicando nos links: http://www.ashleywoodartist.com
http://www.ashleybambaland.blogspot.com.
(Publicado originalmente em 12/03/14)

28 julho 2016

Mais trabalhos do Rodney Pike para nosso deleite

Vejam vocês, amantes de bons trabalhos de caricaturas, o que o grande Rodney Pike anda aprontando com seu talento fantástico. Um Hugh Laurie, o Dr. House, especialmente hilário. E mais o galã Tom Cruise que está fabuloso. O link para vocês verem outros trabalhos de Rodney é: http://rwpike.blogspot.com
Grande Rod! Cada vez melhor. Owesome,  man! Owesome!
(Publicado originalmente em 03/11/13)

16 julho 2016

Rodney Pike, Snoop Dogg e Barack Obama

Do sempre ótimo caricaturista norte-americano Rodney Pike, vão aqui para vocês estas duas esplêndidas caricaturas mostrando ícones negros que sempre tiveram que usar de muita, muita ginga mesmo pra seguir em frente lá nos States. Um, o Presidente Snoop Dogg, o outro o rapper Barack Obama. Ou será que é o contrário? Santa amnésia alcoólica, Batman! Well, se minha memória falha, Rodney Pike jamais erra nas suas caricaturas. Para ver mais coisas assim vá ao belo blog de Rodney clicando no link: http://www.rwpike.blogspot.com/
Publicado originalmente em 11/03/14.

Sosígenes Costa: o poeta e seu pavão escarlate

Sosígenes Costa, poeta baiano falecido em 1968, era um inspirado criador de belíssimos versos nos quais muitas vezes deixava transparecer suas posições de intelectual de claras posições políticas. Isto sem jamais perder seu lirismo invulgar e seu domínio do fazer poético. Saboreiem bem vagarosamente estes sosigenísticos versos.
O pavão vermelho
Ora, a alegria, este pavão vermelho,
está morando em meu quintal agora.
Vem pousar como um sol em meu joelho
Quando é estridente em meu quintal a aurora.
Clarim de lacre, este pavão vermelho
sobrepuja os pavões que estão lá fora.
É uma festa de púrpura. E o assemelho
a uma chama do lábaro da aurora.
É o próprio doge a se mirar no espelho.
E a cor vermelha chega a ser sonora
neste pavão pomposo e de chavelho.
Pavões lilases possuí outrora.
Depois que amei este pavão vermelho,
os meus outros pavões foram-se embora.
(Publicado originalmente em 02/03/14)

09 julho 2016

Biratan, Ziraldo, Letras, Caricaturas, Grafismos



1. Fernando Pessoa 2. Charles Chaplin 3. Marilyn Monroe
Seus olhos amendoados, seus cabelos lisos e negros como a asa da graúna evidenciam ser o piramidal paraense Biratan um descendente direto do alencariano Pery, aquele mesmo que vivia dando uns bordejos mata a dentro com a bela Cecy atendendo às súplicas da moça que era fervorosa ecologista e não passava um dia sequer sem ver e alisar um bom pau, o pau-brasil. Tupã, o deus da fé indígena, pai generoso de todos seus filhos, legou ao curumim Biratan virtudes raras como a de ser um soberbo cartunista, um Top 10. Em seu livro, Caricaturas de Letras, Bira mostra suas habilidades gráficas e caricaturais, ao criar e fazer lindos e originais portrait charges construídos a partir das iniciais dos seus modelos. O resultado é tão bom que Ziraldo - o cultuado papa do grafismo mundial - se derrama em elogios ao fantástico trabalho de Biratan. Assim sendo não é preciso que eu diga mais nada, só me resta fazer uma reverência a este nobre parauara e repassar os contatos dele para os interessados: biratan21@uol.com.br e biratan.cartoon@gmail.com Ah, e tem também links para os blogs: http://biratancartoon.blogspot.com e http://greencartoon.blogspot.com
(Publicado originalmente em 06/12/2014)

06 julho 2016

Paulo Paiva e a ida de Doutor Sócrates para o céu.

Suely Furukawa, editora, redatora, colorista e detentora de um monte de predicados mais, gente finíssima e pessoa de minha querência, como eu já disse antes neste bloguito, volta e meia me envia uns desenhos feito pelo legendário cartunista Paulo Paiva, seu digníssimo consorte, que dia a dia, com a fundamental ajuda de Suely, se recupera de um AVC que em vão tentou deter seu humor de primeira linha e seu traço formidável de cartunista. Em dezembro de 2011 o Brasil se abalou e se comoveu com a morte de um dos seus maiores cidadãos, o ex-jogador de futebol conhecido como Doutor Sócrates, ídolo de todos os brasileiros que amam o bom futebol. Sempre atento, PP fez este cartum aí de cima em que no céu São Pedro recebe o inesquecível craque, já paramentado com asas, e sem perder tempo vai logo lhe dizendo: "Chegou mesmo na hora! Estamos perdendo de 2 x 0 para o inferno!"  Dr. Sócrates Brasileiro -ou simplesmente Magrão- foi um dos meus maiores ídolos de uma vida inteira. Craques mui habilidosos muitos times já tiveram em suas hostes, mas um craque da vida como o Magrão - que me desculpem os não corintianos - só mesmo no Corinthians acharia espaço para dar a aula de democracia, de ética, de retidão de caráter, de lucidez política e social que, com coragem e atitude, deu ao planeta inteiro. PP, que é sabiamente um corintiano juramentado, prova ser no cartum um craque tão magistral quanto o foi o maravilhoso Magrão no futebol. Este cartum de Paulo Paiva é um gol de calcanhar que Sócrates assinaria comovido.
(Publicado originalmente em 07/06/2014)

02 julho 2016

Blog do Gentil, caricaturista e ilustrador




Fiquei em dívida com vocês, preclaros leitores. E minhas dívidas são sagradas, todas são pagas religiosamente, mesmo que o SPC e o Serasa insistam em me contradizer quanto a isso. Em postagem anterior coloquei uma mostra do excelente trabalho do cartunista, caricaturista e ilustrador Gentil mas no texto não lhes informei se ele tinha blog ou site unicamente por desconhecimento meu, mas que ia usar de toda minha sagacidade sherlockquiana para descobrir, caso existissem. A fé não costuma faiá, diz o grande filósofo da baianidade nagô, Gilberto Passos Gil Moreira, e minhas informático-cibernéticas e piramidais investigações também não. Consegui o blog do Gentil e quito minha dívida para com vocês aqui e agora nesta postagem, a qual aproveito para colocar mais uns exemplos dos trabalhos refinados da fera. Dever cumprido, deleitem-se agora, que o link para os trabalhos do cara é este aqui, galera: http://gentililustracao.blogspot.com

29 junho 2016

Pablo Lobato,um caricaturista argentino que encanta o mundo

*Madonna * Stones *Woody *Björk *Beatles
Estes belíssimos trabalhos de fazer cair o queixo de qualquer amante da arte da caricatura são de um caricaturista e ilustrador chamado Pablo Lobato, também conhecido como Lobaton. O cara é conterrâneo do estupendo Langer, ou seja, é argentino. Além de Maradona e Messi, futebolistas extraordinários, a Argentina legou ao mundo pintores, ilustradores, cartunistas e caricaturistas maravilhosos como o Lobato. Na Net há verdadeiros tesouros saídos das mãos deste grande dibujante. Eis um link pros trabalhos dele: http://www.illustrationmundo.com/audio/artista/44/
(Publicado originalmente em 07/05/15)

24 junho 2016

Gentil, caricaturista e ilustrador


1.Milton Santos 2. Carranca 3.Brasília 4.Waly Salomão
Finas caricaturas, elegantes e precisos retratos, criativas ilustrações. Tudo isso faz o artista de índole gentil chamado...Gentil. Discreto, sua estampa delgada de bailarino espanhol não é vista com frequência por aí. Tampouco é assitido na televisiva telinha dando declarações definitivas sobre os rumos das artes na Bahia e no mundo. Nem em fotos 3 x 4, nem nas grandes revistas e jornais soteropolitanos. Gentil também não é encontradiço em baladas ou em badalações outras. Custei a encontrar trabalhos seus na Internet e referências na rede sobre ele, que é um artista com uma legião de admiradores, o que faz pensar porque tão pouca informação na Net vez que ele publica diariamente num dos maiores jornais do país, A Tarde. Seu trabalho é maduro, apurado, sofisticado. Gentil é um cara eclético. Mata a pau nas caricaturas. Faz, repito, retratos que são arte pura e de quebra faz inspiradas ilustrações. Trabalha com toda sorte de material, do nanquim ao pastel. Da acrílica ao óleo. Do lápis Caran D' Ache aos programas mais sofisticados de computador. Gostaria de colocar aqui um link para um site, um blog dele. Mas não encontrei. Insistirei na busca e se ele tiver um, amizade, fique certo que postarei aqui neste blog para deleite geral.
Galera, cabe aqui e agora um providencial Post Scriptum, vez que com minha sagacidade habitual consegui descobrir o blog do Gentil. Aproveito para dar uma atualizada no texto, informando que o artista já não trabalha mais em A Tarde, mas em seu próprio estúdio. Para o referido blog com seus belos trabalhos, eis o link: http://gentililustracao.blogspot.com
(Publicado originalmente em 08/02/11)

22 junho 2016

Cedraz, Mestre dos Quadrinhos e cabra bom de Xaxado!

Cedraz, o talentoso Antônio Cedraz, sempre foi um desenhista dos mais criativos, pai de uma legião de personagens bem originais, plenos de brasilidade, que tem miríades de seguidores neste Brasil brasileiro, mulato inzoneiro que o Ary Barroso tanto cantava em seus versos. Tudo isso sem deixar de morar nesse afroterrão da Bahia. Seu acendrado amor pelos quadrinhos, sua dedicação incontestável ao seu público - que não é só infantil - o levou a arrebatar prêmios como o HQMix e o Ângelo Agostini dos Mestres das HQs, todos fazendo justiça ao seu trabalho tão admirado. Agora uma outra vitória merecida: esta semana pintou nas bancas a revista Xaxado que mostra o maravilhoso universo dos personagens Cedrazianos. Cedraz, meu fio, tô feliz pelo lançamento por ser fã incondicional do seu trabalho. Além de se considerar honrado por contar com sua amizade pessoal. O Brasil inteiro agora vai ficar mais feliz dançando ao ritmo do seu Xaxado que agora é de todos nós. Axé, Cedraz, gente boa, sertanejo retado, meu véio amigo.
(Publicado originalmente em 23/04/19)

Biratan Porto, Setúbal, cartuns, músicas, pinturas, amigos

Visito constantemente o blog do grande Biratan, cartunista paraense de talento internacional e que ainda por cima é, en passant, símbolo sexual naquelas plagas, com aquele seu bigode insinuante no estilo do ator Charles Bronson. Insisto nas visitas pra ver se um dia, por osmose tecladísticovirtual, pego um pouco do talento do cara já que o meu mesmo é para coisas que não primam muito pela lisura, como o assalto que insidiosamente fiz ao blog do Bira, de lá surrupiando essa foto de uma pintura minha que ele gentilmente ali postara homenageando-me com uma gentileza só sua. A fotografia original dessa dita pintura que eu tinha. perdeu-se por conta dessa minha proverbial desorganização e vai daí que à socapa lancei mão deste recurso de nenhuma lisura, sem pedir licença ao nobre cartunista papachibé - mesmo porque quem delinque licença não pede - já contando com o fato de que serei perdoado incondicionalmente por seu nobre mameluco coração. Tudo em nome de nosso amor em comum pela música, desenho, pintura, humor e pelas autênticas amizades que cultivamos sem incúrias vãs.
Para o Birablog clique: http://biratancartoon.blogspot.com
(Publicado originalmente em 16/05/2010)

Desenhos, cartuns, pinturas: fazendo Arte com sete instumentos.

Ser desenhista neste país significa para a grande maioria converter-se em homem dos sete instrumentos, os quais ele se empenha para tocar, cada um deles da melhor maneira possível, para assim garantir a sobrevivência nesse orbe azulzinho. HQs, cartuns, textos, tiras, charges, ilustrações, caricaturas. Entre os mais diversificados trabalhos que encaro para conseguir o caviar meu de cada dia, estão alguns cartuns bem populares, como este aí, compondo esta capa da revista Piadas Sacanas, da Editora Gênero, de Sampa. Dentro dela uma HQ que fiz homenageando o piramidal cartunista paraense Biratan, nobilíssimo mameluco, honorável papachibé, descendente direto de bravos e poderosos morubixabas que a ele legaram toda a ancestral nobreza da raça.
(14/02/10)

06 junho 2016

Outras maravilhosas caricaturas de Pablo Lobato.




1. Larry, Moe e Curly 2.Bob Dylan 3. Jack Nicholson
Para vocês, amáveis e idolatráveis pessoinhas que mantém o salutar hábito de acompanhar as postagens desse modesto bloguito, posto mais esses três trabalhos do maravilhoso caricaturista argentino Pablo Lobato. O cara é mesmo uma fera, tem um traço personalíssimo, raro, delicado, preciso. Coloquem o babador ao pescoço, que é para não molharem a roupa, e divirtam-se, amados.
(Publicado originalmente em 19/02/11)

31 maio 2016

Minha cara, minha nobre família baiana

Sou brasileiro, de estatura mediana, nascido em Candeias, terra onde farto é o petróleo, e onde vivi, meu caro Mario Prata, até aquela idade em que alentejanos e lisboetas nos explicam que os meninos deixam de serem miúdos para serem putos. E assim eu, quase puto, porém numa boa, deixei estas terras no recôncavo baiano para ir habitar a hinterlândia paulista, mais exatamente a cidade de Pindorama, que calha de ser a terra natal do escritor Raduan Nassar. Tudo porque Seu Setúbal, meu pai, era paulista - igualzinho ao Buarque, pai do Chico - e voltou para o pindoramense torrão que também a ele viu nascer, levando-me na bagagem. E em sendo assim e assim sendo, tenho eu um pé na coccina tantos eram os italianos do lado macarroni e pepperoni da família. Indeléveis lembranças me evocam sempre o estilo mais que agregador dos meus familiares ítalo-paulistas, as álacres reuniões em torno de longas mesas com pastos, antepastos e repastos, suãs, paneladas de sugo, a polenta fumegante, o falar alto e livre, os risos, as gargalhadas chicoteando o ar, a vida sendo celebrada como bem sabem fazer os de sangue latino. Por tudo isso meu lado paulista ainda pulsa forte e eu, trago no coração Pindorama City e minha maravilhosa professora de Português, Sylvia Jorge, que tanto me ajudou a amar os livros e a escrita. E mesmo nunca falando "ôrra, meu", jamais consegui gostar de outro time senão do meu amado, idolatrado, salve, salve S.C.Corinthians Paulista. E este preâmbulo todo uso para falar de uma típica família baiana, também enorme, igualmente festeira, uma família em que me descubro como parte integrante. Depois da minha experiência paulista voltei para a Bahia, arrumei companheira. E sabe como é: banho de mar, cônjuge voa, engole água, se iodifica, depois que boa, que morenaço que ela fica. Resultado: filho. Tornei-me pai de um soteropolitaníssimo galeguim do zóio azu que hoje, homem feito, se apaixona por uma das morenas mais frajolas da Bahia e me contempla com essa nora cheia de morenice. E achando pouco me regala com uma neta sem aviso prévio, logo eu, um quase teen viro de repente um grandpa. Antes que eu consiga dizer alguma coisa, igualmente à socapa me mimoseia com mais um neto e uma netinha igualmente galeguinha de zói azu, essa aí da foto no colo do galego que é seu genitor. E de quebra me presenteia com uma família muitíssimo baiana com matriarcal primazia, cheia de avós, tias, primas, gentes de matizes diversos, de peles que vão do moreno-claro ao negro. E eu, com meu sangue ítalo-hispânico-luso-paulista-baiânico, me vejo feliz compartilhando dos laços desta autêntica família brasileira, genuína família baiana, uma aula de congraçamento étnico-cultural. Família que tem muito mais em comum com o lado italiano que deixei do que podem supor os habituais cultivadores de estereótipos que nos colocam a nós, da parte de cima do mapa, como um povinho exótico deflagrador de risos de motejo. É traço comum a autêntica alegria de viver, a celebração cotidiana da existência, o espírito gregário, o calor humano, o amor entre os integrantes do clã, a solidariedade, o companheirismo, o compartilhar das felicidades e alegrias. Isto tudo seja em festas populares como a de Yemanjá, do Dois de Julho, do Bonfim, de Santa Luzia, onde o sagrado e o profano se entrelaçam, o catolicismo e as afro-religiões se mesclam em uma democracia autêntica que é uma constante do povo baiano e onde o mundo se devia espelhar para bem conviver. E seja ainda nas festas familiares que sabe-se apenas quando começa - e começa pelo menos uns vinte dias antes da efeméride propriamente dita - e que nunca se sabe quando se vai acabar. Talvez quando acabe a comida, que sendo tanta nunca acaba. Agora mesmo na comemoração do batizado e aniversário de Malu, minha dita neta caçula, que para animar ainda mais a coisa coincide com o dia de São Cosme e São Damião - os Ibeji e Erês, santos-meninos na afro-baiana religião - havia panelões cheios de saborosos vatapá, caruru, farofa de dendê, feijão-fradinho, galinha de xinxim e sabe-se lá mais o quê. Antes todo mundo na igreja católica para o devido batizado. Depois todos à casa para mastigar, deglutir, engolir, comer o caruru da forma que sempre o fazem em meio a conversas diversas, risos, gargalhadas, abraços de admirável confraternização, onde a fé e o amor são uma constante, onde não há espaço para tristezas e a vida é reverenciada como uma dádiva que se comemora com júbilo, afeto e uma exuberante e renovável alegria. Que Deus e os orixás sempre nos iluminem a todos e que bisa Elza, encomende logo sua vistosa elegante roupa vermelha já que a Festa de Iansãnta Bárbara não tarda nadinha a chegar.
(Publicado originalmente em 30/09/2016)

27 maio 2016

O cartunista Glauco, Paulo Paiva e Deus

No calor da forte emoção da perda de um amigo de longa data e longos papos, Paulo Paiva fez esta caricatura em homenagem ao cartunista Glauco que se foi desse mundo no auge de sua criatividade, de uma forma que a todos nos deixa siderados pela loucura e violência com que aconteceu. Um desses acontecimentos chocantes que nos assombra os dias nos tempos atuais. Fiquei emocionado com o belo gesto do Pepê e neste 12 de março, tão triste para cartunistas e quadrinistas, faço de sua sincera, tocante e tão fraterna homenagem, a minha própria homenagem ao irreverente e sempre inspirado criador de Geraldão e de tantos personagens que ganharam vida através de seu traço fantasticamente hilário e do seu humor que marcou toda uma geração de leitores.
(12/03/10)

19 maio 2016

Biratan Porto, cartunista, um muso nada obtuso

Desenhar é profissão, fonte de recursos - parcos para muitos profissionais, suficiente para outros - mas é também fonte de prazer vez que, ponto comum, amamos o que fazemos. Para tornar mais divertidos os momentos em que faço um trabalho de quadrinhos, costumo colocar nome de amigos em personagens, falar de fatos sucedidos comigo mesmo ou com conhecidos. Ou até mesmo colocar como personagem algum amigo pelo qual tenho grande consideração que é maneira de homenagear a quem gosto. E ninguém mais digno de todas as homenagens cabíveis que o grande Biratan, cartunista paraense, supimpa e piramidal, amplamente premiado, mente fecunda que é, calhando ainda de Bira ser um ser humano dos melhores, amigão de todos, amado por um batalhão de gentes em todo este Brasil varonil do Gugu e do Clodovil. Bira é o tipo de cara que todo baiano como eu adora ter como amigo por ser uma figura muitíssimo do bem, uma companhia das melhores, papo inteligente e, sobretudo, pleno de humor da melhor qualidade. Sendo um vivente simples, franco, criativo, bem-humorado, talentoso, sem alarde nem rompantes, Bira gosta de sorver uma cervejinha na maciota enquanto tira acordes sonantes e dissonantes de seu instrumento de cordas, apreciando também trocar umas ideias com amigos numa roda à mesa de um bar ou barraca. Ainda bem que sou um desses amigos e falo isso ab imo pectore, ab imo corde, seja lá que zorra queiram dizer tais latinidades, vez que sou um tipo sórdido que cita coisas das quais não entende lhufas, só por achá-las bonitas e sonoras e para parecer um cara culto aos olhos e ouvidos alheios. Ilustrando esta matéria, uma página da HQ inspirada em um cartum birataniano, sendo que tal HQ foi publicada há algum tempo pela Editora Escala, e nela coloquei meu chapinha Biratan como personagem central. Daqui da Bahia mando para você um benfazejo axé, Bira, cabra bom de cartuns e de bandolim!
(Public. orig. 14/02/10)