02 dezembro 2014

Cleomar Brandi: velório e sepultamento viram uma grande festa




"Notícia não é  folha de outono; não cai no colo." Esta frase dizia-a Cleomar Brandi,  jornalista baiano nascido na cidade de Ipiaú que, acometido de câncer, faleceu em julho de 2011 em Sergipe, onde morava. Fica evidente que, além de periodista, o cara era também escritor e poeta. Não o conheci pessoalmente, mas tivemos amigos em comum, e trabalhei muito tempo no jornal A Tarde com seu irmão, o também jornalista Chico Ribeiro Neto. Por um amigo do IRDEB, Robério, fiquei sabendo que Cleomar, que viveu a vida intensamente, amava sua profissão com todas as forças da alma assim como amava os amigos e a própria vida, era um cara querido e especial. Tão especial que, sabendo que sua morte era iminente, reuniu as forças e escreveu uma carta de despedida reafirmando suas escolhas, seu amor à vida, os bons momentos vividos,  o apreço aos verdadeiros amigos. Edith Piaf em sua canção maior, Rien de rien, dizia que não, não se arrependia de nada e desfilava segurança e ausência de mágoas pelos acontecimentos de sua existência. Cleomar foi além, deixou determinado e bem claro a todos os amigos que eles deveriam fazer do seu velório uma alegre festa de celebração, onde não coubesse nenhum pingo de tristeza. E foi ainda mais além. Sabendo que os amigos iriam em peso ao seu sepultamento, conclamou que todos, depois de saírem do cemitério deveriam ir ao Bar do Camilo, onde ele, previamente, deixara paga a conta para uma mais que alegre bebemoração dos seus queridos confrades. Quem lá esteve disse que no momento em que bebiam em seu louvor, surgiu no céu um arco-íris duplo, indicativo de que, Cleomar não ia perder esta, e se fazia presente entre os amigos, na sua festa de despedida deste mundo. O clima alegre que marcou o encontro pode ser visto nestas fotos que mostram a festa alusiva ao evento pós-sepultamento. Na última delas, Cleomar, um anjo radiante em sua última saideira. 
(Primeira postagem neste blog em 09 de agosto de 2011)