22 outubro 2016

Música para se ouvir. Música para se ver.

Música. Ontem, hoje, agora, ainda e sempre. Gravada ou ao vivo, via rádio, seja AM ou FM, em CD original ou pirata, no MP3, no computador, na trilha sonora de filmes, de novelas, de minisséries televisivas, no coreto da praça, na viola de um cego cantador, no repente surpreendente do eminente repentista, na tuba, no contrabaixo, no alto falante do circo mambembe, na flauta doce ou salgada, na gaita, no saxofone, no violino de som fino, no oboé ou não é, no bandonione, no fagote, no violão, na guitarra, no contrabaixo, no cavaquinho, no bandolim, no banjo do arcanjo, na lira, no fole prateado, só de baixo 120 botão preto como nego empareado, na zabumba, nos oito baixos de Januário, nos pífanos, no pandeiro, no reco-reco, bolão e azeitona, na cuíca, na tumbadora, no piano de cauda, no berimbau, na guitarra havaiana, na guitarra portuguesa, na guitarra baiana, plugged ou unplugged. Música. Música até mesmo feita com tinta acrílica, como nesta pintura aí em cima, que, com mucho gusto, fiz em uma tela de 1.70x1.00m. Música, ah, qualquer música! Samba, rock, baião, xaxado, maxixe e jiló, jazz, tango, fado, valsa, frevo, coco, maracatu, corta-jaca, tarantela, samba-de-véio, samba-duro, samba de roda, samba-reggae, samba-rock, samba de breque, samba de black, blues, bossa-nova, cumbia, reggae, bolero-lero-lero-lero, no beguin the beguine. Música. Música. Música! Excetuando-se a unanimemente indesejada marcha fúnebre, qualquer música, ah, qualquer, logo que me tire da alma esta incerteza que quer qualquer impossível calma!