01 maio 2015

Ernest Hemingway, Cuba , literatura, mojitos e daiquiris

Ainda adolescente e estudante da EPA, em Sampa, recebi incubência de fazer um trabalho sobre o livro "O velho e o mar", de Ernest Hemingway. Dirigi-me à biblioteca municipal com intenção de ler apenas trechos do livro para ter idéia do que fazer. Iniciei a leitura da saga do velho Santiago, pescador cubano tomado pela má sorte e à medida que lia fui sendo envolvido pela instigante narrativa do autor e me interessando a cada página para ver o destino que Santiago e seu enorme peixe de cinco metros teriam. Mesmo com os olhos já rubificados eu não conseguia parar a leitura que me puxava para o interior do livro e me colocava no barco junto ao desditado insular em meio a tubarões e procelas. Meus outros compromissos do dia se quedaram esquecidos e li o livro inteiro, de um só fôlego. Aprendi muito com a parábola do homem em luta titânica na busca pela sobrevivência ainda que em condições desiguais. E me tornei grande admirador de Hemingway. Tendo eu um daiquiri na mão direita e um mojito na esquerda, ergo dois brindes ao velho Papa Hemingway, mesmo estando distante de sua La Bodeguita e do seu La Floridita, tão assiduamente frequentados pelo escritor de quem fiz este retrato com lápis dermatográfico branco sobre papel fabriano preto.