27 dezembro 2016

José Luis Torrente, um símbolo incontestável da masculinidade contra o homossexualismo.

Dentre os infindáveis estereótipos que estamos habituados a ver em cenas de filmes norte-americanos está aquele em que dois policiais com a missão de patrulhar as ruas da cidade estão no interior de sua viatura, curtindo aquela calmaria que costuma anteceder os grandes conflitos, conversando amenidades e saboreando com volúpia enormes e deliciosos donuts, que são uma espécie de rosquinha ianque com variados recheios e coberturas transbordantes de caldas com muito açúcar. Na ótima série de comédias do cinema espanhol em que o ator Santiago Segura interpreta o anti-herói José Luis Torrente, um agente policial franquista, racista, machista e fascista, xenofóbico e homofóbico, essa famosa cena é um tanto diferente. Enquanto está com um outro policial dentro de um carro, apatrullando la ciudad ou montando campana em alguma investigação, sob o pretexto de relaxar das tensões da vigília e passar o tempo que monotonamente se arrasta, Torrente propõe ao colega que ambos se masturbem de forma mútua. Os já iniciados nessa práxis topam na hora e partem logo para a punhetística parceria, certamente por acharem isso muito mais interessante que ficar se lambuzando com os tais donuts. Já os policiais novéis nessa prática de onanismo em dupla, relutam diante da proposta, alegando que isso não é coisa que fique bem entre dois sujeitos héteros, mas acabam cedendo diante de um argumento definitivo de Torrente que afirma que tudo é feito observando o respeito às mais ortodoxas normas do machismo. Enquanto cada um manipula freneticamente la polla alheia, ou seja, o membro, a piroca, a verga do outro, percebendo que seu parceiro deixa escapar longo e sonoro gemido de prazer, Torrente, resfolegante, em bom espanhol o adverte: ”Sin mariconadas! Sin mariconadas!”.