31 março 2026

Trump, o Irã, Israel, a Palestina e Tiú França.

Alguém aí na plateia deste blog sabe dizer quem foi um bolsonarista chamado Tiú França, um ser, ao que se sabe, fanatizado pelas paranoias produzidaos pelo gabinete do ódio da familícia e pelos discursos belicistas vomitados a todo instante por Bozonazi, garoto-propaganda da indústria das armas? Segundo o que foi apurado pela PF, no ano de 2024, o delirante Tiú tentou adentrar o prédio do STF com explosivos para lá dentro causar uma explosão e, felizmente, não conseguiu o acesso. Vai daí, com explosivos e uns tantos fogos de artifício, levou a cabo o que seria um atentado político que resultou em uma vítima fatal na Praça dos Três Poderes, em Brasília. A motivação para o insólito atentado é algo sem resolução vez que o único que poderia decifrar tal enigma seria o enigmático Tiú França, não fora justamente ele a supracitada e desditada única vítima fatal nesse mencionado ato extremista de obscuras razões, motivações, estratégias.                                                                             Falamos do quase anônimo Tiú França e seu intento de explodir pessoas. Falemos agora de um seu irmão, esse famoso, mas de intenções igualmente belicosas. Eis que no Oriente Médio o presidente dos EUA, Donald Trump, com sua habitual arrogância, pôs fogo ao estopim que pode levar o mundo à III Guerra Mundial - provavelmente a definitiva - já que pode redundar no extermínio dos povos, das nações, de todo este planeta Terra, inclusive de uma visgueira na Baixa da Égua que este escriba sói frequentar com o precípuo escopo de sorver umas capitosas canjibrinas, uns milomes e umas erva pôdi as quais me livram das minhas tensões cotidianas que em muito se ampliaram nesses tempos de extremismos bozonarísticos. É fato notório que Trump bombardeou o Irã e assassinou o Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, e achou que isso bastaria para que o Irã se rendesse sem revides como quando, adotando o modus operandis dos mais saqueadores piratas dos mares do Caribe, invadiu a Venezuela pra tomar na mão grande o petróleo do povo venezuelano. Só que o Irã não é a Venezuela e Trump, embora tenha .poderio militar, não é o grande estrategista que julga ser. Ainda é precoce falar, mas pra dizer a verdade, no caso em pauta, o pretenso estrategista Trump mais parece o pretenso estrategista Tiú França. Como gritante diferença, Trump tem um arsenal nuclear, coisa que Tiú França não tinha. Além do que Tiú era calvo e não escondia do mundo sua calvície, enquanto Trump, irresignável com sua alopecia, insiste em ostentar sobre sua beligerante cabeçorra uma reluzente peruca em tons fulvos que a brisa dos Istêites beija e balança. Fora esses insignificantes detalhes, Trump e Tiú França são irmãos gêmeos.                                                                                                                   100326


 


28 março 2026

Trump, pedofilia, psicopatia e o definitivo fim da aventura humana na Terra, León Gieco, Mercedes Sosa.

Gravíssimo é esse momento que o mundo atravessa agora que o destino dos povos e o futuro de todas as etnias desse planeta em que habitamos encontra-se perigosamente em mãos de um pulha envolvido em pesados e tristes acontecimentos de pedofilia e crimes outros, insano, insensível, desprezível, sem o mínimo de empatia, fisicamente de corpo rotundo pelo qual se distribuem toneladas de maldade, xenofobia King Size, empáfia, soberba, arrogância, psicopatia e gangsterismo político e social, sem apresentar nenhum traço de humanismo, um biltre cheio da mais letal inconsequência. Por suas diabólicos e desvairados ações, centenas de mihares de inocentes já morreram, a exemplo das dezenas de meninas massacradas em uma escola feminina em Minab, Irã. Não espere você que a Rede Globo, da Famiglia Marinho, e toda a chamada mídia corporativa nos surpreendam e nos mostrem a verdade nua e crua, com imagens autênticas e vídeos que denunciem tal atrocidade. Eles são antigos aliados do Grande Irmão do Norte. Mais que isso, são cúmplices que relativizam a gravidade dos trágicos fatos ocorridos. Sabemos como se comportariam caso fosse o Irã que tivesse bombardeardo uma escola dos EUA pulverizando com mísseis dezenas de loiras menininhas ianques. Ocorreria imediatamente uma histérica cobertura dessa mídia dita das elites, tudo seria convertido em uma grande onda de revolta e infindáveis indignações, cachoeiras de lágrimas e acusações contra o que seria uma imperdoável crueldade iraniana. Pela política do Make America Genocidal Again muitos e muitos ainda morrerão em vão nesse planeta Terra até que ele chegue ao seu término definitivo. C'est fini! Kaput! E muito mais breve do que os pessimistas poderiam imaginar. Tudo porque Trump age como um daqueles vilões de fillmes B ou de HQs do Flash Gordon. É estarrecedora sua recente declaração de que havia bombardeado e destruído completamente as Ilhas Kharg, ínsula iraniana de 8000 habitantes considerada um ponto estratégico do Irã. Para tornar as coisas ainda mais chocantes, o Big Carrot disse que talvez voltasse a bombardear as Ilhas Kharg "só por diversão". Salta às nossas mentes a imagem do Imperador Nero tocando harpa e sorrindo de forma diabólica tendo ao fundo Roma ardendo em chamas em incêndio que ele próprio causou com sua psicopatia trumpniana. Então, bem a propósito, vai aqui essa canção de protesto do final dos combativos anos 70s, um conscientizador hino antiguerra mundialmente conhecido do músico argentino León Gieco, que ajuda a refletir e a nos posicionarmos contra esse belicismo catastrófico que nos ameaça a todos. Gracias a la vida, querida Mercedes Sosa e querido León Grieco. Gracias a todos seres sensatos, pacifistas e humanistas.



26 março 2026

Setúbal, um ilustrador ilustre, redações, espaços virtuais.

Meninos, eu vi. Época houve em que existiam agitadas redações de jornais que eram impressos em papel e nelas ilustradores e chargistas havia. Fui um deles num tempo em que havia galos, noites e quintais e as tais redações de jornais impressos, também chamados de gazetas ou periódicos. Ou matutinos e vespertinos, conforme o período do dia em que circulassem. A informática tornou dispensável a presença física de alguns profissionais de seus quadros, entre eles, os mencionados chargistas e ilustradores. Por outro lado, essa mesma informática também contribuiu em muito para que os próprios jornais em papel fossem acabando, acabando, acabando e hoje apenas uns mais recalcitrantes, contumazes e renitentes insistem em sobreviver, em sua quase totalidade formado por aqueles cujos proprietários são políticos ou têm convenientes ligações com os que o são, o que lhes garantem oportuníssimas publicidades pagas com verbas oriundas do dinheiro público. Quanto ao ilustrador, ao chegar nas hoje volatilizadas redações, esse profissional recebia dos editores laudas com os textos de cronistas ou colunistas ou jornalistas, para ler e fazer um desenho baseado no conteúdo dos textos. Pra quem gosta de criar e desenhar, uma coisa maravilhosa. Quando discorro sobre este assunto, costumo repetir que eu sempre buscava experimentar técnicas diferentes para fugir da rotina, dos lugares comuns, usando do mesmo capricho no caso da ilustração ser para o caderno de Cultura, suplementos culturais, páginas destinada à política ou ao futebol. Para você, sapiente leitor, aí vão mais três singelos exemplos desse tipo de desenho e a respectiva técnica empregada:
1. Ilustração de texto para uma crônica de um Caderno B. Normalmente em uma ilustração produzo um esboço a lápis, geralmente HB ou B, e depois cubro esse traço a lápis com tinta nanquim. Aqui, dispensei o uso da tinta nanquim e o tal traço a lápis B ganhou status de arte-final.
2. Ilustração para crônica sobre esculápios que costumam entornar uns gorós, esboçada com grafite B, finalizado com pena bico de pato e nanquim, efeitos sobre o corpo executados com um pincel Kolinsky velhusco, bem descabelado, com as cerdas abertas umedecidas em pouco nanquim, um quase nada, em uma técnica que sempre curti muitíssimo chamada pincel seco. A corzinha sépia chapada foi colocada no Photoshop, só para dar um contraste na figura.
3. Para um caderno de esportes fiz esta ilustração sobre o E.C. Vitória, aí ameaçado por um rival disposto a tudo para arrasar o time cognominado de Leão da Barra. O detalhe da lanterna é ícone bem familiar para todos os torcedores do dito esporte bretão. Esboço com grafite B, finalizado com pincel Kolinsky number 2, colorido com tinta ecoline, bastante prática para se usar em trabalhos rápidos, tendo resultado muito semelhante à aquarela. Já se passou um bom tempo desde que esta ilustração foi publicada no caderno de esportes de um matutino da Bahia, mas a lanterna ainda é um adereço que, infelizmente para quem é rubro-negro, o leão segue insistindo em carregar por onde vai. 
010718

20 março 2026

Mulher de Áries no Horóscopo de Vinicius de Moraes

Branca, preta ou amarela
A ariana zela.
Tem caráter dominador
Mas pode ser convencida
E aí, então, fica uma flor:
Cordata...e nada convencida.
Porque o seu denominador
É o amor.
Eu cá por mim não tenho nenhum
preconceito racial
Mas sou ariano!
(201013)

16 março 2026

O bundamolismo que assola esse auriverde torrão tupiniquim

 Nem bem se esvanece o rocio e este estoico cartunista já está em plena atividade no Central Park, na mui frígida atmosfera dessa Big Apple -onde resido e laboro- malhando espartanamente. Mister se faz ter hercúleo físico para poder superar as cotidianas barreiras encontradas por um genuíno cartunista. Nós, os cartunistas autênticos, vivemos eternamente em pugna imensa contra as mazelas impingidas à raça humana, inerme e desprotegida, ainda que armada esteja. Tamanha dedicação não impede que tantos não nos reconheçam como seus legítimos e heroicos protetores e que nos dirijam injustas e indevidas ofensas. E se extremistas armados nos trucidam em mortais ataques, comemoram aos gritos de “bem feito, bem feito!!”. Miríades de brasileiros incorrem em tais abomináveis equívocos e em terras tupiniquins não faltam os que nos apodem de quixotescos e, de forma chula, nos chamem de bundas moles. Pensar nisso me faz intensificar a malhação dos meus bíceps, tríceps e principalmente dos meus glúteos para enrijecê-los de forma pétrea. Bunda mole é mãe!

***Na sessão de hoje, posto três trabalhos ilustracionísticos de minha lavra, em uma homenagem ao assaz laureado cineasta Lima Barreto, nada de technicolor ou tequinicólor, só sertão com suas muitíssimas veredas, sertão nordestino, cangaço e cangaceiros em P&B.
1. O HERÓI, história em quadrinhos com argumento e roteiro do graaaaande Gonçalo Júnior, ainda inédita. Arte feita em papel Opaline 180 gramas, grafite B e caneta nanquim descartável.
 2. ROSTO EM CLOSE DO CONSELHEIRO, ilustração para revista. Monotipia feita com tinta preta em bisnaga para paredes e papel ofício.
                       3. CANGACEIRO E BANDO. Ilustração para livro, Fakexilo, uma simulação de xilogravura feita com guache branco em papel preto.
(11022015)

12 março 2026

O TEA é um "transtorno da moda", diz diretora de Escola afastada por atitudes adotadas contra aluno autista. Marcos Mion concorda?

Circula hoje uma notícia que nos dá conta de fatos pesarosos envolvendo um autista, aluno da Escola Municipal em Tempo Integral em Gurupi, TO, em um momento de surto, e a reação a esse surto da diretora da escola, Carla Martins de Barros, e suas declarações ditas polêmicas. Ainda não se forneceu maiores detalhes sobre o acontecido, mas em vídeo postado por ela no YouTube a partir do recesso de seu lar, a gestora não envereda pelos costumeiros pedidos de desculpas "se ofendi alguém", nem "quem me conhece, sabe". A dirigente, que ganha salário mensal de R$9,6 mil para bem administrar a instituição, dobra a aposta. Com um visual que faz lembrar a madrasta da Branca de Neve, usando de tom e postura da arrogante personagem, dá sua versão dos fatos em que reafirma que fez o que fez porque é o que tinha de ser feito, pois estudou e se formou para isso. Aproveita o ensejo para dejetar regras sobre o TEA, Transtorno do Espectro Autista, que ela afirma não passar de uma "transtorno da moda", que com ela aluno autista em surto ela trata da forma como tratou, pois com ela o buraco é mais embaixo, e os familiares de alunos autistas que eduquem o seu "alecrim dourado", "que dê limite a ele, que cuide, assim como cuidamos das crianças típicas". Quem se dispuser a ler os comentários no vídeo por ela postado, constatará que são ampla e suspeitamente favoráveis à fala e à atitude contundente da diretora diante do surto do aluno, e certamente há de notar que os tais comentários enveredam pelas trilhas da política e em sua maioria têm o mesmíssimo padrão e um jeitão dos famigerados bots no conteúdo. Ou falta dele. O apresentador direitista Marcos Mion, pai de um filho com TEA, costuma opinar sobre esse assunto, já que lhe diz respeito. Pelo menos quando acha que se trata de uma oportunidade de criticar, desancar o governo atual. Será o caso? O que será que Marcos Mion teria a dizer sobre tal acontecimento?



11 março 2026

Qualquer música, ah, qualquer, logo que me tire da alma Trump, Bozo e a Famiglia Marinho.

Música, música! Basta dos bombardeios de horrores de Trump, de Bozonazi et caterva que a desinformante Rede Globo, da trilionaríssima Famiglia Marinho nos empurra goela abaixo como dulcíssimas verdades e inquestionáveis pós-verdades. Só música, ah, qualquer música! Ontem, hoje, agora, ainda e sempre. Gravada ou ao vivo, via rádio, seja AM ou FM, em CD original ou pirata, no MP3, no vinil, no computador, na trilha sonora de filmes, de novelas, de minisséries televisivas, de peças teatrais, no coreto da praça, em anfiteatro, na viola de um cego cantador, no repente surpreendente do repentista eminente, na tuba, na conga, conga, conga, no contrabaixo, no alto falante do circo mambembe, na flauta doce ou salgada, na gaita de quem não tem gaita, no saxofone, no violino de som fino, na rabeca da Rebeca, no oboé ou não é, no bandonione, no realejo, no fagote, no violão, na guitarra, no contrabaixo, na harmônica, no órgão da igreja, nos atabaques dos terreiros de candombé, na chaleira do Hermeto, no prato da Edith, na caixinha de fósforos do Cyro Monteiro, no pente sem um dente, no cavaquinho, no bandolim, no banjo do arcanjo, na lira do delírio, no fole prateado só de baixo 120 botão preto bem juntinho como nego empareado, no triângulo, na zabumba, nos oito baixos de Januário, nos pífanos, no pandeiro, no reco-reco, bolão e azeitona, na cuíca, na tumbadora, no piano de cauda, no berimbau, plugged ou unplugged, na guitarra havaiana, na guitarra portuguesa, na guitarra baiana de Armandinho Macedo. Música, música, música, música! Chico, Caetano, Milton, Tom, João Gilberto, Caymmi, Baden, Gil, João Bosco, Aldir, Macalé, Moraes, DodôeOsmar, Zeca Baleiro, Ary, Pixinguinha, Gal, Elis, Carmen Miranda, Ângela Maria, Dalva, Dolores Duran, Maysa, Astrud, Marisa Monte, Daúde, Gal, Bethânia, Tomzé, Titãs, Mutantes com Rita Lee, Rita Lee sem os Mutantes, Cássia, Calcanhotto, Marina, Clementina, Raul Seixas, Anysio Silva, Chico Science e Chico César, Mestre Ambrósio, Siba, Waltinho Queiroz, Bonfá, Arnaldo Antunes, Benjor, Chorão, Cartola, Nelson - o Gonçalves e o Cavaquinho - Gonzagão, Mozart, Sivuca, Hermeto, Dominguinhos, Jackson, Genival, Manezinho, Gordurinha, Ludugero, Aznavour, Armstrong, Gardel, Modugno, Henri Salvador, Salif, Bienvenido, Cesária, Amália, Carminho, Dulce Pontes, Luz Casal, Sapoti, Piaff, Callas, Gordurinha, Manezinho Araújo, Riachão, Batatinha, Walmir Lima, La Lupe, Chavela Vargas, Chabuca Granda, Celia Cruz, Nina Simone, Bola de Nieve, Piazzola, Agustin Lara, Lennon e McCartney, Roberto e Erasmo. Música, música. Samba, rock, baião, xaxado, xote e xoxote, maxixe e jiló, chorinho, dobrado, mazurca, jazz, tango, fado, valsa, frevo, axémiuzique, balancê, pasodoble, coco, maracatu, corta-jaca, tarantela, samba-de-véio, samba-duro, samba de roda, samba-reggae, samba-rock, samba de breque, samba de black, blues, funk, bossa-nova, chá-chá-chá de la secretária, salsa, mambo, calipso, merengue, cumbia, reggae, bolero-lero-lero-lero, begin the beguine. Só música, música, música, música! Até mesmo feita plasticamente, com o som fluindo de pincéis deslizando sobre uma tela carregados com tinta acrílica, como nesta pintura acima que fiz con mucho gusto e que resolvi usar como ilustração para esta postagem. Música, música. Excetuando-se a unanimemente indesejada marcha fúnebre, qualquer música, ah, qualquer, logo que me tire da alma esta incerteza que quer qualquer impossível calma!                     (111019)


08 março 2026

Eu quero ser uma locomotiva para atropelar você.

"Eu quero ser como a locomotiva para atropelar você. Fazendo tchuc, tchuc, tchuc, tchuc, tchuc, tchuc... tchuíiíí! Eu quero ser como um gato do mato que vive só miando. Fazendo miau... miau... miau... miau... miau. Eu quero ser como um triste vampiro voando pela cidade. Fazendo vum, vum, vum, vum, vum, vum, vum, vum. Eu quero ser como a serpente da água que vive só na mágoa. Fazendo pisss... pisss... pisss...pisss... pisss... pisss. Eu quero ser como um telefone de plástico para ligar só pra você. Fazendo trrrim, trrrim, trrrim, trrrim, trrrim trrrim. Eu quero ser como uma TV colorida pra mostrar todas as cores. Fazendo miummm, miummm, miummm, miummm, miummm. Eu quero ser como um chiclé de bola pra estourar na sua boca. Fazendo ploft, ploft, ploft, ploft, ploft, ploft, ploft. Eu quero ser como um carro de praça levando a multidão. Fazendo fón, fón, fón, fón, fón, rrrr...fón, fón, fón. Eu quero ser como um riso de amor na boca de um anjo. Fazendo hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã, hã..."                                   
Eu, na verdade, na verdade, na verdade, queria mesmo era ser o Jorge Mautner pra pensar e dizer numa única canção tantas coisas tão saudavelmente insanas e tão insanamente lindas a quem muito se ama, ao som do banjo do arcanjo ou do meu violino extra de vários.
(03032019)

Domenico de Masi sobre a atroz aniquilação da inteligência coletiva brasileira.

Para muita gente, até para pessoas letradas, a ficha ainda não caiu. Já para outros, no entanto, tudo já era claríssimo desde o surgimento desse abominável cenário de extremismo de direita com seus ódios e retrocessos inimagináveis que aí está posto e muitos insistem em não ver por excesso de cegueira política e social. Em plena era bozonarista, no olho do furacão que atingiu tantos corações e mentes brasileiros, Domenico da Masi já nos alertava a todos. 
*“Neste momento, vocês estão nas mãos de um ditador”, disse o sociólogo italiano Domenico de Masi, autor de O Ócio Criativo, argumentando que Mussolini, Hitler e Erdogan também foram eleitos.*

*“Esta ditadura reduz a inteligência coletiva do Brasil. Durante esta pandemia, Bolsonaro se comportou como uma criança, de um jeito maluco. Ou seja, o ditador conseguiu impor um comportamento idiota em um país muito inteligente. Porque é isso que fazem as ditaduras.*

*Este me parece um fato tão óbvio que às vezes nos passa despercebido. Quando o país é comandado por pessoas tão tacanhas, a tendência é o rebaixamento geral do nível cognitivo da sua população.*

*É fácil entender por quê. Sob Bolsonaro, Damares, Araújo, Pazuello, Salles, Guedes & Cia, vemo-nos obrigados a retomar debates passados, alguns situados na Idade Média, ou no século 19, como se fossem novidades.*

*Terraplanismo, resistência à vacinação e a medidas básicas de segurança sanitária, pautas morais entendidas como questões de Estado, descaso com o meio ambiente, tudo isso remete a um passado que considerávamos longínquo.*

*Quando entramos nesse tipo de debate entre nós, ou com as “autoridades”, é como se voltássemos da pós-graduação às primeiras letras do curso elementar. Somos forçados a recapitular consensos estabelecidos há décadas, como se nada tivéssemos aprendido.*

*É como forçar cientistas a provar de novo a esfericidade da Terra ou a demonstrar eficácia da vacinação. Ou defender, outra vez, a necessária separação entre Igreja e Estado, mais de 230 anos depois da Revolução Francesa.*

*É muita regressão e ela nos atinge. De repente, nos surpreendemos discutindo o óbvio, gastando tempo com temas batidos e desperdiçando energia arrombando portas abertas séculos atrás na história da humanidade.*

*À parte a necessária luta política para nos livrarmos o quanto antes dessa gente, entendo que existe uma luta particular e que depende de cada um de nós: a luta para não emburrecer.*

*Manter a lucidez e a inteligência através da leitura de bons autores e da escrita. Manter viva a sensibilidade pela conversa com pessoas normais e pela boa música. Assistir a bons filmes para contrabalançar a barbárie proposta pela vida diária e pelas redes sociais.*

*Enfim, mantermo-nos íntegros e fortes para a reconstrução futura do país. Não podemos ser como eles. Não devemos imitá-los em sua violência cega. Não podemos nos deixar contaminar por sua estupidez. Eles passarão. E estaremos aqui, para recomeçar.*

*Provavelmente, o que leva a esse rebaixamento é o ódio e o ressentimento por levar as pessoas a se sentirem, no fundo, perdedoras (é o caso de todos os bolsonaristas que conheci mais de perto) e ter de encontrar bodes expiatórios para culpá-los. A cultura competitiva, que estabelece, com critérios perniciosos, o que é ter sucesso, faz com que quem entra nesse jogo perverso, sinta-se, no final das contas, sempre um perdedor.”*

https://viladeutopia.com.br/sociologo-italiano-domenico-di-masi-constata-o-rebaixamento-da-inteligencia-coletiva-brasileira/

051022

07 março 2026

A inexcedível influência política de Little Banana nos bastidores trumpísticos da White House


Um imperioso aviso aos habitantes dessa auriverde Nação: Dudu Bananinha não aceita mais ser chamado dessa forma no Brasil. Cansado de aguardar do governo ianque sua ardentemente desejada cidadania estadunidense, o prófugo membro da familícia se autoconcedeu-se a si mesmo essa sua cobiçada cidania com direito a green-yellow card. Destarte, já considerando-se um genuíno cidadão dos EUA, Dudu agora exige ser chamado de Ed Little Banana ou, simply, Little Banana. Também conhecido em nosas plagas como Cabeça de Mounjaro, esse entreguista e lesa-pátria ganhou amplos espaços na imprensa corporativa e nas redes sociais vociferando graves ameaças de atormentar com sanções trumpistas a economia e os destinos desse país varonil, também aventando que nós aqui estamos no lucro pois "Trump ainda não jogou uma bomba nuclear no Brasil". Deixou claro que só leva em conta seus elevados interesses extremistas, sem se importar que bombas nucleares não são programadas para seletivamente matar apenas progressistas, o que significaria exterminar milhares de seus próprios apoiadores bozonaristas, os chamados patriotários, que o potroarca da familícia já chamou publicamente de malucos. Ao lado de seu cúmplice, neto de falecido ditador amante de olorosos equinos, Little Banana vive bradando aos quatro ventos e aos sete mares que tem enorme influência política nos Istêites, que conta com a proteção, o apoio e a amizade pessoal de Donald Trump e que por isso desfruta de irrestrito trânsito pelos corredores da White House. A título de provas incontroversas dessas suas grandiloquente afirmações, Little Banana publicou dezenas de fotos como esta acima, dele com seu partner. A bem da verdade, qualquer vivente que tenha mais de dois neurônios não há de engolir essas pretensas provas irrefutáveis que seriam as fotografias publicadas em redes e imprensa corporativa, vez que elas não os mostram transitando altivamente pelo interior da referida White House, aquela cujos corredores o Mr. PokaPika alega frequentar com privilegiada pompa e circunstância. Apenas os mostram do lado de fora dos portões whitehouzísticos, no mesmo ponto da calçada em que se aglomeram todos os visitantes anônimos, sendo ali que ambos posaram para a posteridade exibindo uma insuperável donkey moral (moral de jegue).

04 março 2026

Ed LittleBanana, a calçada da White House e seus segredos revelados

O fugitivo lesa-pátria Dudu Bananinha, ex-deputado e ex-escrivão (ou seria excrivão?) recentemente gravou um vídeo digno de um pulp fiction de James Bond revelando secretíssimos detalhes da secretíssima conversa Vieira-Rubio. No referido vídeo, o insígne prófugo - chapeiro e embaixador nas horas vagas - agiu tal um agente secreto (nada a ver com o filme do Kleber Mendonça) e, coberto de inquestionáveis razões, desmentiu os comunicados oficiais emitidos por autoridades representantes dos EUA e Brasil. A seu favor, saibam os senhores e as senhorinhas, que do ponto estratégico secretíssimo da calçada em que Little Banana estava ouve-se perfeitamente qualquer conversa sigilosa do interior da White House, (há uns míseros 500m do dito ponto), bastando apurar os ouvidos. Little Banana valeu-se de uma infalível e centenária tática de vizinhas fofoqueiras do Brasil, dotadas todas de poderosos pavilhões auriculares. É lamentável que dois comunistas truculentos infiltrados na Segurança da White House tenham decidido ignorar que Little Banana é coligado e íntimo de Donald Trump e tenham expulsado de lá o Poka Pika e seu quase fiel partner, o democrático estelionatário internacional, neto de falecido ditador equinístico.