21 dezembro 2015

Glauber, Getúlio Vargas e Lorca em caricatura de Setúbal

Glauber, esse Etna baiano, Getúlio Vargas, que tanto marcou a História do Brasil, e Lorca, versejador maduro, apesar de tanto querer verde. Esta caricatura com essas magníficas figuras mostrei em exposição no I FHUBÁ, Festival de Humor da Bahia.
( Publicado originalmente em 28/05/12 )

11 dezembro 2015

No Planeta Futebol

O futebol é uma temática presente na vida da maioria dos habitantes deste país continental. E eu não fico de fora. Sempre que possível revisito o tema com meus pincéis e tinta acrílica sobre tela. 
( Publicado originalmente em 13/04/10 )

Cantoras, músicos e músicas

Cantoras e músicos visitavam constantemente as telas do cinema em memoráveis filmes noir. E estão sempre visitando as telas que pinto com tinta acrílica como esta aí.
( Publicado originalmente em 13/04/10 )

Expressionismo à italiana

Laura Tedeschi é uma talentosa artista italiana que mora na Áustria onde leva a vida a pintar com suas cores expressionistas. Vale a pena conferir o talento da ragazza em seu blog e em seu site no caso de vocês não terem tempo para pegar um avião e dar uma chegadinha em plagas austríacas para admirar de pertinho seu belo trabalho ao vivo e a cores, muitas cores. http://lauratedeschiarte.blogspot.com e www.lauratedeschi.com
( Publicado originalmente em 07/07/10)

Rockeando ando

A vida de cada um de nós tem uma trilha sonora qual as que vemos nos filmes. Ela vai sendo editada à medida em que vivemos. Uma pitada de música infantil, de samba, tango, música de suspense e até - Deus nos livre - da marcha fúnebre. Na trilha musical da minha vida não entram duplas argh- sertanejas destas que vendem bilhões de discos no Brasil, nem grupinhos ditos de pagode, que pagode não é, pagode mesmo é outra coisa. Em compensação entram Zeca Baleiro, Daúde e também um rock'n roll para agitar geral, vez que esta vida rápido passa e rockear é preciso.
(15/05/10)

09 dezembro 2015

Praias da Bahia, queijo coalho, cerveja e uma meninada que já batalha

Por mandos e desmandos de uma gente mui canalha, aqui nessa afrobaiana metrópole denominada Soterópolis, o desemprego é uma constante e os soteropolitanos das camadas econômicas mais desapetrechadas do metal vil que ninguém mais viu, viram-se como podem. Sendo assim e assim sendo, enquanto em dias solares, bebericando cervejotas, muitos, com narcisistíco escopo, buscam adquirir um êneo tom epidérmico expondo-se ao sol, magotes de meninos da periferia caminham entre as barracas das praias mercando queijo coalho, que é derretido na hora à vista do cliente. Para tanto levam em uma mão uma bandeja com o dito queijo ainda cru, e na outra uma lata cheia de carvão dotada de uma alça de arame que eles balançam no ar para avivar a brasa, qual um turíbulo que os coroinhas agitam em missas ou em procissões. Com o calor daí advindo, os guris conseguem - à vista do cliente - preparar a iguaria queijocoalhística. Se a brasa não cair em cima de sua impoluta pessoa já meio tostada pelo sol e se você não tomar uma latada nas fuças, deve louvar fato de ser um vivente de sorte e aproveitar, pois o queijinho coalho é acepipe dos melhores, gente boa! 
( Publicado originalmente em 24/07/2011 )

03 dezembro 2015

André Costa Nunes emociona em seu livro que fala de indios, seringueiros e outros brasileiros

Niti, curumim em corpo de cunhã. Niti feliz, mergulhando nas águas de rios e igarapés, cuidando de seus xerimbabos e de seus filhos com igual carinho, amando na rede o seu bravo guerreiro em noites de luar. E rindo, rindo muito, como sempre riam os seus, porque amavam esse mundo verde que Tupã criou e deu a eles de presente com caça e pesca abundante. Um dia - há sempre um dia - chegaram estranhos invasores brancos que de árvores extraíam o látex. E chegaram tirando do povo de Niti o alimento, a liberdade, seus risos, as suas vidas. Foi inevitável: logo a cor clara do látex se tornou vermelho como sangue. Índios mataram brancos que buscavam expulsá-los de seus antigos territórios, do que sabiam ser deles, rios, caça, pesca, vida. Brancos mataram índios, a quem diziam inamistosos, hostis e cruéis assassinos. O silêncio da floresta foi quebrado pelo espocar de tiros, silvos de balas e pelo impacto das bordunas esmagando crânios. Os embates menores eram prenúncios de uma batalha de grandes dimensões, cruenta, talvez definitiva. Niti, curumim e cunhã, inerme, desnorteada, deslocada em meio a uma guerra desigual em que se dispara mortalmente contra cunhãs e curumins. Prevaleceu uma astuciosa e rústica tática militar em uma memorável batalha ou tudo não passou de um condenável e impiedoso massacre? Leia e julgue você mesmo, leitor. Tais acontecimentos estão esplendidamente descritos no livro A Batalha do Riozinho do AnfrísioUma história de índios, seringueiros e outros brasileiros, do escritor paraense André Costa Nunes. Quem ler esse livro escrito por quem sabe tão bem descrever personagens, locais e acontecimentos, reais ou ficcionais, não ficará indiferente, será tomado por intensas emoções de dor ou de alegria, e se verá transportado para os ambientes da majestosa selva amazônica, palco das portentosas ações, vivenciando cada momento descrito como se ali estivesse. Para os interessados em desfrutar dos prazeres dessa boa literatura, os contatos do autor são: xipaia@ibest.com.br e andrecostanunes@gmail.com