08 maio 2013

Joel Santana vai à final com o Bahia e avisa: vocês vão ter que me ingerir!.

Joel Santana recebe do Presidente do E.C.Bahia um lote de refugos e a missão de impossível de levar aquele bando à final do Baianão. A crônica esportiva baiana o espinafra impiedosamente antes mesmo que ele assuma, taxando-o de superado e inveterado bebedor de etílicos. Papai Joel pega sua prancheta, reúne o elenco medíocre, dá uma guaribada e vai à luta. Sua estrela brilha como sempre e ele leva aquele quase time à final para desespero de seus críticos mais ferrenhos que agora terão que aturar Joetílico goela abaixo bem mais tempo que planejavam.
Acompanho resenhas esportivas desde pequeno, é mais que um hábito, é quase um vício que não consigo evitar, mesmo sendo claro para mim que cronistas esportivos, com raríssimas exceções, não podem ser nunca levadas a sério sendo pessoas que, acomodados numa poltrona em um estúdio com ar acondicionado ou numa cabine, nas mesas redondas ou resenhas vivem se colocando na posição de verdadeiros PHDs em Ciência Futebolística e, com indisfarçável presunção, do seu refúgio seguro, sugerem que entendem de futebol mais do que qualquer técnico em atividade, dando a si próprios uma importância que não possuem. Com o devido respeito aos profissionais da crônica esporte, onde tenho amigos dos quais gosto, a lógica diz que se este fantástico conhecimento do futebol fosse mesmo verdadeiro, qualquer cronista mandaria as críticas injustificadas e os insultos às favas e não hesitaria em assumir sem medo um clube de porte do futebol, onde iria ganhar em um único mês o que ele, como cronista esportivo, leva dez anos para ganhar numa área onde há enorme concorrência em que sempre pode aparecer um outro gênio dos esportes oferecendo-se para ocupar seu lugar em troca de uma merreca. Como este conhecimento é só teórico e não é prático, ficam ali nos seus estúdios deitando falação sobre os que de fato são talhados para o ofício, como Papai Joel, um colecionador de títulos por alguns dos maiores clubes do Brasil, um vencedor incontestável. O resto é uma grande e indisfarçável inveja que para mim explica a bronca que todos tem de qualquer técnico em atividade.