24 Setembro 2011

O orgasmo que abalou Deus e o Planeta / Poesias fesceninas de Setubardo

Ah, que orgasmo divino!
Que coisa mais delirante!
Fui à lua, neste instante,
Peço perdão pela ausência
Volto ao leito com urgência
Pra te amar com loucura
E pra deixar na fissura
Todos os casais do mundo
Ah, que orgasmo invocado!
Que coisa mais excitante!
Fui à Marte, doce amante
Fui à Vênus, lá no Monte
Sorvendo naquela fonte
O néctar do seu ser
Volto aos seus braços em febre
Pra que seu corpo celebre
Num rito sacro o prazer
Ah, que orgasmo irado!
Que coisa estonteante!
Foi radical, foi chocante
Centenas de maremotos
Milhares de terremotos
Um cataclisma dos bons
Equivalente ao tesão
De mil homens e mil mulheres
Mais de um milhão de amperes
Clareando esta Nação
Ah, que orgasmo retado!
Que coisa mais retumbante!
De repente, num rompante
Soaram suas trombetas
Pletoras de querubins
Rufaram suas baquetas
Um bilhão de serafins
Pois deste orgasmo bendito
Foi tal a repercussão
Que Deus, o onipotente,
Veio do céu pessoalmente
Apertar a minha mão:
"Que orgasmo, hein, meu irmão?!!"

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