08 junho 2016

João Ubaldo Ribeiro, o Brasil e as "reformas de base" / Texto 01

Tenho alguns amigos em alta conta, estimo-os, a eles dedico sincero e desmedido afeto. Que imenso iceberg de tristeza toca minh'alma quando qualquer um deles me revela suas concepções políticas com argumentos oriundos de noticiários da revista Veja, dos Civittas, ou da Rede Globo, dos Marinhos. Ou me fazem indagações sobre o tema, partindo de coisas plantadas em suas cabeças por acusações oriundas dos ditos "órgãos de imprensa", assim com aspas mesmo, por serem putativos. Só quem não conhece a história e ações de Civittas e Marinhos e seus envolvimentos suspeitosos com a abjeta ditadura militar brasileira para embarcar nesta canoa. Ainda assim tenho até amigos cartunistas que pautam seus cartuns e charges por eles, por mais absurdo que isto possa soar. Fontes tem grande importância na formação dos nossos pensamentos e conduta. Pensar o Brasil, buscar entendê-lo em suas minúncias, seus mistérios, mazelas, tesouros ocultos, males entranhados desde antanho, acertos e descaminhos não é tarefa fácil como querem muitos precipitados em seus julgamentos levianos e superficiais alimentados pelas falácias ditas em TVs e revistas pertencentes a grupos mancomunados com os sórdidos que nos empurram goela abaixo suas torpezas. É necessário que usemos de cautela e que busquemos ler e ouvir o que dizem as pessoas idôneas com uma história de vida comprovadamente confiável. Gente cônscia, de ilibado proceder, que nos fale com clareza as palavras que nos livre das mentiras convenientes aos arrivistas e venais. Palavras que beneficiem com a verdade dos fatos. Como as encontráveis nos textos de Luís Fernando Veríssimo, por exemplo. Ou como as do escritor João Ubaldo Ribeiro que estão neste texto direto, esclarecedor, lúcido, acima dos conceitos ideológicos de esquerda e direita, contidas em sua crônica intitulada "Se reformarem, é para pior", por mim postado logo abaixo deste aqui, que é encontrável na Net e do qual repasso generosa parte e ainda dou de lambuja os links para que vocês possam ler na íntegra o que o notável autor de "Viva o povo brasileiro" escreveu.
(O texto acima que você acaba de ler, nobre e fiel leitor, não foi escrito há uma semana ou há um mês desses conturbados dias que atravessamos atualmente, como pode parecer. Escrevi e postei em 26 de junho de 2011, ou seja, antes, beeeem antes dos atuais dias em que as pessoas mais atentas e conscientes começassem a usar as redes sociais para repelir as mentiras sistematicamente veiculadas pela Rede Globo, revista Veja et caterva falaciosa e golpista, em claro atentado ao estado democrático que vigora no Brasil.).
(Publicado originalmente em 03/04/15)