22 abril 2017

Futebol, Seleção Brasileira, Timão, muita paixão e muitas pedras no caminho.

 
Futebol é uma das minhas paixões, brasileirinho que sou, et pour cause é também uma das minhas temáticas preferidas nas pinturas que faço. Há uma grande beleza plástica nos movimentos dos corpos dos jogadores, seja correndo, chutando, cabeceando, driblando. E se esses jogadores vestem a camisa amarela, os calções azuis e as meias brancas, cores usadas no  uniforme da seleção brasileira, a coisa vai ainda melhor, tamanha é a empatia mundial em torno do mito construído por gerações de craques brasileiros que mostraram ao mundo que um esporte pode se converter em pura arte. Eu disse isso tudo e me toquei agora que, embora sendo um corintiano juramentado, não me lembro de haver pintado um único quadro com jogadores paramentados com a sagrada camisa do bicampeão mundial interclubes, a mundialmente famosa e cobiçada segunda pele do alvinegro do Parque São Jorge -Ogun Ye, meu pai! Pois é, pois é, amando pintar coisas do apaixonante esporte das multidões, há tempos venho pintando craques dentro de campo vestidos com a camisa da seleção canarinho porque, apesar dos pesares, a seleção é ainda grande paixão brasileira, malgrado a humilhante derrota que os germânicos nos sapecaram sem dó, dentro de nossa própria casa, sendo que podiam ter feito 10, 20 gols mas resolveram aliviar e puxaram o freio de mão. Ainda assim, esse vexame suplanta em muito a tristeza da derrota para o Uruguai na final da Copa de 1950. Como a paixão não costuma andar de mãos dadas com a lógica, seguimos amando nosso futebol, apesar dos males trazidos pelo nefasto monopólio da Rede Globo, que dita as regras da maneira que quer, sempre ávida, em busca dos bilhões que o futebol abriga, reduzindo o futebol a um mero item comercial que manipulam da forma que querem e que se lixem os torcedores brasileiros. Apesar também dos Havelanges, Ricardos Teixeiras, Josés Marias Marins, Del Neros, dos maus dirigentes de clubes, dos lamentáveis cronistas esportivos que os sustentam, dos Dungas, Bebetos, Galvões Buenos e aberrações quejandas as quais somos obrigados a enfiar goela abaixo. A seco, quando acaba.
Ah!, antes que me esqueça, essa tela na foto aí acima é de tamanho 50x40 cm, foi pintada com tinta acrílica e hoje está, para meu orgulho, numa parede da residência de uma grande figura em New York city, um ex-jogador profissional de futebol e atual treinador, cara muito sério, que se tornou um competente coach, construindo sua bela carreira que já é vitoriosa pois trabalha com dedicação, seriedade e amor ao esporte, coisa que no nosso futebol, infelizmente, anda em tempos de grandes carências. Resta-nos rezar fervorosamente para que São Tite nos socorra com seus milagres.
(17/12/14)