25 Novembro 2011

Paulo Coelho: depois do Caminho de Santiago, la vie en rose


Deambulava eu pelas ruas de Paris em álacre matinada quando deparo-me com meu confrade Paulo Coelho. O leporídeo escriba atravessa a rua em minha direção, aproxima-se e me estreita num fraternal e brasileiríssimo amplexo. Pede-me notícias do greenyellowblueandwhite torrão. Digo-lhe que aqui na terra estão jogando futebol, tem muito samba, muito choro e rock' n roll, mas que depois de tanto verde-oliva a coisa aqui está preta. O mago, afável como de habitude, despede-se de mim, volta seus tacões para Montmatre e retoma seu caminho ( de São Tiago ) em inabalável tranquilidade. E eu descubro que não há nada mais maravilhoso que ser brasileiro. Desde, é claro, que você more no lugar certo. Numa requintada mansão no sul da França ou num deslumbrante palacete na Suiça, por exemplo, e não numa mansarda na invasão da Baixa da Égua. Desde, também, que sua conta bancária esteja abarrotada com miríades e miríades de Euros que lhe permitam fazer matinais gargarejos diários com Romanée-Conti - santo remédio - pelo simples fato de você ter mais de 100 milhões de livros vendidos no planeta, cifra que faria o finado afinado e refinado Michael Jackson ficar preto de inveja. Santé, xará!

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